Cultura
Cristiane Sobral exalta a literatura preta no Viva Maria
Cultura
O programa Viva Maria desta segunda-feira, 27, convida os ouvintes para um mergulho profundo na literatura e na resistência feminina negra. Em comemoração ao Julho das Pretas e ao Dia Nacional de Tereza de Benguela, a edição recebe a escritora Cristiane Sobral para uma conversa sobre o poder transformador da palavra.

O programa destaca a homenagem prestada à “heroína da pátria”, Carolina Maria de Jesus, durante o Festival de Inverno do Sesc em Brasília. Sobral, que é madrinha de um clube de leitura com mais de 300 participantes, discute como a obra de Carolina continua a ser um pilar de esperança e sobrevivência para mulheres negras brasileiras, defendendo, inclusive, a maior presença dessas obras em escolas e espaços prisionais.
Além das reflexões sobre o legado de grandes autoras, Cristiane Sobral traz uma novidade exclusiva: o lançamento de seu novo romance, intitulado “Para não chorar no fim”, previsto para setembro. A obra promete dar visibilidade aos cenários da periferia do Distrito Federal e da UnB, reforçando a importância da pertença e da identidade na literatura nacional.
A edição também repercute a sinergia da 12ª Marcha das Mulheres Negras, que mobilizou o Brasil no último fim de semana, e celebra nomes inesquecíveis como Clementina de Jesus, Conceição Evaristo e Lélia Gonzalez.
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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