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Cultura

CCBB do Rio traz a maior exposição do artista japonês Yoshitaka Amano

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O universo geek invadiu o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro, com a maior exposição mundial do artista japonês Yoshitaka Amano, um dos ícones da cultura pop mundial e considerado uma verdadeira lenda por legiões de fãs no mundo inteiro. Conhecido pelo design dos personagens da franquia Final Fantasy, uma das séries de videogame mais famosas, Yoshitaka Mano é referência no imaginário de gerações.

Intitulada a “Além da Fantasia”, a mostra reúne 218 obras originais de Amano, entre pinturas e ilustrações, incluindo trabalhos inéditos. O idealizador e curador da Mostra, Antônio Curti, que também é um grande fã do artista, fala sobre Yoshitaka Amano. 

“O Yoshitaka Amano é um artista de extrema importância no cenário mundial da cultura pop e, principalmente, da cultura pop japonesa. Ele é um artista que em sua carreira trabalhou em diversas áreas diferentes da arte e da cultura. A gente está falando de games, a gente está falando de animações japonesas, os animes, área da moda, quadrinhos, colaborações com card games. É um artista muito plural, que tem uma identidade que é muito única dele”. 

O curador acrescenta que a exposição é uma boa oportunidade tanto para quem já acompanha o trabalho de Amano quanto para quem nunca teve contato.

“Vamos dizer que essa é uma exposição que vai aquecer a alma de quem já conhece o seu trabalho, vai ter emoções fortes, vai chorar, vai ficar feliz, vai ver relações com criações que fizeram parte da sua vida, seja nos jogos, seja nas animações e dentre outros. Mas ao mesmo tempo, para quem não conhece o artista, vai ser uma ótima porta de entrada, porque essa não é a maior exposição do artista no Brasil apenas, é a maior do mundo todo”.

Entre as atrações da exposição estão obras mais antigas, do início da carreira de Amano em um estúdio de animação e grandes sucessos, como os trabalhos realizados em Vampire Hunter D e Final Fantasy, quando se tornou um fenômeno. Uma curiosidade é o trabalho desenvolvido pelo artista para a revista Vogue, em que toda a edição foi feita com personagens desenhados por ele. Antônio Curti fala sobre essa diversidade.

“A gente tem pinturas, a gente tem obras que são feitas com folha de ouro, a gente tem pintura automotiva em tela de alumínio. É uma variedade muito grande. E tem obras que vão mais para o gótico, obras que vão mais para a pop-arte, inspirada na pop-arte americana. Tem toda a questão do design dos games. Então, é como se fosse uma evolução não só do artista, mas da cultura pop japonesa como um todo”. 

Os visitantes do CCBB também podem se aprofundar no universo de Yoshitaka Amano em uma sala imersiva com obras grandiosas que sintetizam as influências do artista, combinando referências orientais e ocidentais. A ideia é propor uma forma diferente de experienciar a obra de Amano, entrando na cabeça dele. O curador reforça que, além de agradar ao público, a iniciativa encantou o próprio artista.

“Foi uma surpresa muito grande, porque para o artista mesmo, ele nunca tinha visto uma aplicação dessa forma das obras dele. Ele já tinha visto de forma 2D, nas telas, enfim, nas animações, nos videogames, nos quadrinhos. Mas não de entrar na obra dele. Então isso foi uma coisa não só positiva para exposição, mas muito positiva para o artista, que ficou maravilhado. A gente está falando de um artista japonês de 73 anos e pela primeira vez ele pode experienciar isso com a sua própria arte. Então é uma coisa que me traz muita felicidade e eu, como costumo dizer, a cereja do bolo da exposição”.

“Além da fantasia” é apresentada pelo Ministério da Cultura e está em cartaz no Rio de Janeiro após grande repercussão no Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte, com quase 120 mil visitantes. Depois, segue para o CCBB Brasília. A entrada é franca.  

 


Fonte: EBC Cultura

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Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira

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A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.

São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.

Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto. 

“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.

Marcus Lontra conta mais sobre o  trabalho de curadoria da mostra.

“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.

O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador  explica como a exposição reflete a diversidade do museu.

“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.

A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.

A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!


Fonte: EBC Cultura

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