Cultura
Carnaval de Olinda tem blocos e troças coloridas pelo centro histórico
Cultura
Em Pernambuco, o sábado de carnaval é muito mais que festa. É encontro de gerações, ritmos e histórias escritas no compasso das orquestras e no coração do povo.

Ao longo do dia, as ladeiras históricas de Olinda pulsarão com uma infinidade de blocos e troças coloridas em saídas pelas principais praças e no sítio histórico. Como o Eu Acho é Pouco, Menino da Tarde, Ceroula, Tambores de Saia e Patusquinho, misturando maracatu, frevo e ritmos populares em bailes improvisados e encontros culturais.
No início da noite, a festa não para. Os polos culturais espalhados pelo Recife e por bairros de Olinda promovem apresentações gratuitas de bandas, orquestras e shows populares no Marco Zero, Pátio de São Pedro, Praça do Arsenal e outros espaços abertos, garantindo ritmo e energia até altas horas.
Além da capital e das ladeiras olindenses, o carnaval dos Papangus em Bezerros, no Agreste pernambucano, também abre sua programação oficial neste sábado (14) com apresentações de frevo, forró e samba em polos culturais gratuitos ao longo do dia, abrindo espaço para quem busca uma folia mais no interior do estado.
Cultura
Pelos cinemas de rua, coletivo exibe filmes ao ar livre em Olinda
Olinda, a cidade cheia de memórias históricas em sua arquitetura, reconhecida como Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Unesco, está com um de seus marcos culturais fechado há mais de 40 anos, o Cine Olinda.

Para chamar atenção para a reativação deste e de outros cinemas de rua de Pernambuco, o coletivo CineRuaPe retoma neste sábado (1), as sessões de exibição de filmes ao ar livre. Desta vez, o local escolhido será em frente ao Cine Olinda, que fica ao lado da Praça João Pessoa, no bairro do Carmo. A sala inaugurada em 1911 com o nome de Cine Theatro e Variedades, está sem exibir filmes há mais de quatro décadas.
A programação contará com a exibição de dois filmes que dialogam com o território, a memória e o poder das imagens: “Esse Cinema Não Possui Saídas de Emergência” de Mia Aragão e “Onde Começa um Rio”, de Julia Karam, Maiara Mascarenhas, Maria Cardozo e Pedro Severien. As sessões serão seguidas de debates.
Segundo o Coletivo, o Cine Olinda é um símbolo da luta pela retomada dos cinemas de rua no estado e acumula promessas de reabertura, projetos interrompidos e o silêncio do poder público sobre o que será feito do espaço cultural.
Pedro Severien, diretor de cinema, professor e curador do cinema de rua São Luís, localizado no Recife, fala que outros movimentos culturais já demonstraram que o Cine Olinda tem condições de voltar a receber o público.
“Em 2016, houve uma ocupação, eu participei dessa ocupação, com um grupo de pessoas que queria só abrir as portas da sala pra população. E isso aconteceu durante três meses com inúmeras sessões de cinema, atividades pedagógicas, com a participação social. A gente mostrou que é possível esse cinema ser entregue de volta à população. Mas infelizmente, desde então, nesses últimos 10 anos não houve nenhuma ação relevante do poder público para reabertura do cinema”.
Ao longo deste ano, o grupo vai percorrer mais quatro cidades pernambucanas em defesa da preservação e da reativação dos cinemas de rua: Vitória de Santo Antão, Goiana, Arcoverde e Recife.
Detalhes sobre como participar do projeto podem ser solicitados no Instagram oficial @cineruape.
*Com produção de Luciene Cruz
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