Cultura
Bumba meu boi segue ditando o ritmo dos arraiais julinos do Maranhão
Cultura
Há muitos anos a temporada junina envolvendo as centenas de grupos de bumba meu boi do Maranhão, em vários arraiais, continua em julho. Em São Luís, o arraial Vamos Festejar é um dos que prometem movimentar os fins de semana de moradores e turistas. O local escolhido para a festa é o histórico Convento das Mercês, que fica no centro histórico da cidade patrimônio da Unesco.

A abertura acontece nesta quinta-feira (9), a partir das 18h, com apresentações do Tambor Catarina Mina, a Banda do Bom Menino e os bumba bois Fé em Deus, Nina Rodrigues, Maracanã, além da Companhia Barrica.
Ao longo deste primeiro fim de semana de Vamos Festejar ainda se apresentarão outros 20 grupos de bumba meu boi, entre eles, o Boi de Cururupu, de Apolônio, de Axixá, Maioba, Morros, de Leonardo, Touro Negro Encantado, Pindaré e Brilho da Ilha, celebrando todos os sotaques da brincadeira – como são chamados os ritmos do boi maranhense.
Serão 12 dias de evento até o fim de julho, sempre de quinta a domingo, reunindo além grupos tradicionais de bumba meu boi, outras manifestações da cultura popular maranhense – como tambor de crioula, cacuriá, dança do lelê, coco, quadrilhas juninas e danças portuguesa, atividades para crianças e espaços voltados a inclusão, como o Espaço Girassol, uma área planejada exclusivamente para acolher crianças neurodivergentes.
O público poderá conferir ainda a exposição “Bordados de Fé e Memória”, composta por dez couros do Boi de Pindaré.
A programação com as atrações dos próximos fins de semana ainda não foi divulgada.
Cultura
Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira
A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.
São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.
Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto.
“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.
Marcus Lontra conta mais sobre o trabalho de curadoria da mostra.
“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.
O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador explica como a exposição reflete a diversidade do museu.
“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.
A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.
A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!
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