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Cultura

Brejo paraibano recebe festival Raízes do Brejo até domingo

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A cerca de duas horas e meia da capital paraibana, João Pessoa, existe uma região que surpreende quem imagina o Nordeste apenas como terra de sol forte e paisagem seca. É o Brejo paraibano, uma área de clima ameno que recebe turistas de todos os lugares, interessados em conhecer a história, arte, tradições, costumes e gastronomia local.

O turismo cultural fortalece a economia de cidades da região por meio de eventos como o Raízes do Brejo, que em sua 7ª edição movimenta dez cidades com programação gratuita. A iniciativa é promovida pelo Fórum Regional de Turismo Sustentável do Brejo Paraibano, com apoio do Governo do Estado. De acordo com a organização, o evento leva em média dez mil pessoas a cada município participante, totalizando cerca de cem mil visitantes. O Raízes do Brejo gera emprego e renda, valoriza o comércio, o artesanato e os artistas da região, como destaca o presidente do Fórum Regional, Josenildo Fernandes.

“A partir do momento que a gente divulga o município, leva turistas, pessoas para o município em busca desse evento, eles acabam divulgando o município como um todo. Então a rota, ela é bem importante para a divulgação do turismo local, como também aquecer a economia, como toda essa economia que vai gerando a partir dos pequenos negócios, dos artesãos, dos ambulantes que vendem, e também ativar negócios como pousadas, receptivos, guias de turismo”, diz

A sétima edição do Raízes do Brejo termina no dia 28 de dezembro, no município de Pilõezinhos.


Fonte: EBC Cultura

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Feira do Livro de SP reúne de autores consagrados aos independentes

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Em São Paulo, a quinta edição da Feira do Livro segue até domingo (7) com centenas de autores e expositores na Praça Charles Miller no Pacaembu, com entrada gratuita.

Esse é o quinto ano do festival literário que reúne mais de 160 expositores, entre editoras, livrarias e instituições dedicadas ao livro e à leitura. A programação traz três palcos oficiais e três de atividades paralelas.

O diretor-geral da Feira do Livro, Paulo Werneck, comenta sobre o destaque para a literatura latino-americana.

“A gente sempre teve grandes autores da América Latina visitando a feira. Então vai ter a Pilar Quintana, por exemplo, é uma das maiores autoras do mundo atualmente. Ela escreveu aquele livro A Cachorra, que é um livro muito celebrado. E a Alejandro Droznes, que é um autor que fala sobre a Copa Libertadores da América e a história da América Latina. Vem gente de várias regiões: Chile, Argentina, Colômbia…”

O evento traz autores consagrados como Ana Maria Machado e Silviano Santiago, além de nomes da nova safra, e livreiros independentes de São Paulo, que falam sobre o Mapa das Livrarias de Rua.

A literatura infanto-juvenil marca presença, em atividades como o bate-papo com Madu Costa, autora do livro “Trança a trança”, sobre uma avó que trança o cabelo da neta. A escritora explica que o livro ilustrado celebra o pertencimento e a ancestralidade do povo negro.

“Essa ancestralidade permanece no sorriso que a menina e a avó entregam. Elas de pé no chão, no quilombo, da roda, do contato com a terra.  Dessa coisa da herança ancestral,  num texto que tem tantas camadas, dá um tratado sobre as relações africanas e as heranças africanas na constituição da nossa identidade”.

A feira também discute questões contemporâneas, como o genocídio na Palestina, com o cientista político Norman Finkelstein, e o excesso de tempo de tela entre as crianças, num papo com os escritores infantis Jaminho Alves e Luis Lodi.

A programação da Feira do Livro é gratuita e os detalhes estão no site afeiradolivro.com.br

* Com colaboração de Victor Ribeiro.


Fonte: EBC Cultura

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