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Bordando memórias e suturando feridas pelas mãos de Marlene Barros

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Em São Paulo, uma exposição gratuita celebra a obra da artista maranhense Marlene Barros no Centro Cultural Banco do Brasil. São 15 obras entre esculturas, bordados, crochês e instalações que refletem sobre o universo feminino. 

Nas mãos de Marlene Barros, o bordado e o crochê são repensados para além da esfera doméstica e ganham novos sentidos na reflexão sobre o corpo feminino e o trabalho invisibilizado das mulheres. A artista conta que vem de uma família de mulheres tecelãs, costureiras e bordadeiras e transformou aqueles fazeres têxteis em matéria-prima. 

“fazer com que agora eles deixem de ser só uma técnica e passe a ser uma linguagem. São formas de revelar essas memórias e suturar essas feridas, possibilitando assim que possamos reescrever outras histórias, livres de preconceito”. 


São Paulo (SP), 28/08/2026 - O Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo recebe a exposição Marlene Barros: Tecitura do Feminino, primeira mostra individual da artista maranhense na instituição. Com curadoria de Betânia Pinheiro, a mostra reúne 15 trabalhos produzidos em diferentes momentos da trajetória de Marlene Barros, entre esculturas, bordados, crochês, instalações e objetos. Foto: @pedrosobrinho_/Instagram
São Paulo (SP), 28/08/2026 - O Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo recebe a exposição Marlene Barros: Tecitura do Feminino, primeira mostra individual da artista maranhense na instituição. Com curadoria de Betânia Pinheiro, a mostra reúne 15 trabalhos produzidos em diferentes momentos da trajetória de Marlene Barros, entre esculturas, bordados, crochês, instalações e objetos. Foto: @pedrosobrinho_/Instagram

O CCBB-SP recebe a exposição Marlene Barros: Tecitura do Feminino, primeira mostra individual da artista maranhense na instituição. Foto: @pedrosobrinho_/Instagram

É a costura tecendo reparações sobre temas como maternidade, identidade, sexualidade e violência. A curadora da mostra, Betânia Pinheiro, comenta os elementos que se destacam na obra de Marlene Barros: “A linha, a trama, o volume e o nó não são só elementos formais. Eles carregam marcas de tempo, repetição e permanência que se traduzem em materialidade, gesto e linguagem por meio de costuras, bordados, amarrações e crochê”.

Entre os trabalhos expostos está a obra “Quem pariu, que embale”, na qual a artista questiona a função do cuidado dos filhos atribuída exclusivamente às mães. Marlene Barros comenta a instalação “Coso porque está roto”, um conjunto de casacos com órgãos humanos bordados. 

“A roupa que serve para nos cobrir,  também pode revelar aquilo que deveria permanecer escondido. […] Alguns órgãos do corpo que poderiam finalmente mostrar suas entranhas, suas marcas, suas feridas. Aqui é a parte interna que, na verdade, é um um casaco de força que simboliza meu corpo. O nosso corpo é um casaco de força. Costurar é um gesto feminino, um gesto ancestral”

A curadora Betânia Pinheiro ressalta a atualidade dos temas presentes na mostra: 

 “A reflexão que esse essa mostra traz é o feminino como uma construção histórica, social e cultural, que é muito oportuna no momento atual quando está acontecendo tantas ocorrências com o gênero por transitar no mundo num corpo de mulher.” 

Além da exposição, o público também pode participar de atividades educativas, como visitas mediadas, oficinas e palestras. “Marlene Barros: Tecitura do Feminino” fica em cartaz no CCBB de São Paulo até o dia 25 de janeiro. 

 


Fonte: EBC Cultura

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Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira

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A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.

São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.

Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto. 

“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.

Marcus Lontra conta mais sobre o  trabalho de curadoria da mostra.

“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.

O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador  explica como a exposição reflete a diversidade do museu.

“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.

A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.

A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!


Fonte: EBC Cultura

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