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Votações Abertas: Sinop é o único município de MT finalista em prêmio nacional de habitação e regularização fundiária

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação, é finalista do Prêmio 21 de Agosto, promovido pelo Instituto Habita, e concorre com dois projetos no 8º Congresso Brasileiro de Habitação Social e Regularização Fundiária. Único município de Mato Grosso entre os finalistas, Sinop disputa as categorias Desenvolvimento e Execução, com o Programa Nossa Casa, e Inovação em Políticas Públicas, com o Programa Escritura na Mão. A votação popular já está aberta e pode ser realizada pelo link: https://institutohabita.com.br/premio2026/ até o dia 21 de agosto.

O Programa Escritura na Mão se consolidou como a principal política pública de regularização fundiária urbana do município. Desde 2022, aproximadamente 2,5 mil imóveis foram regularizados em 18 bairros e comunidades, o que garantiu segurança jurídica, valorização patrimonial e acesso aos direitos de propriedade para milhares de famílias.

Já o Programa Nossa Casa resulta de uma parceria entre a Prefeitura de Sinop, o Governo de Mato Grosso e o Governo Federal para ampliar a oferta de moradias populares. A iniciativa prevê a construção de 992 unidades habitacionais distribuídas em oito empreendimentos. Para viabilizar o projeto, o município destinou mais de 83 mil metros quadrados em áreas públicas, investimento que supera R$ 28 milhões.

O secretário municipal de Planejamento Urbano e Habitação, Luiz Magnani, destacou que os dois projetos representam importantes avanços na política habitacional de Sinop e refletem o compromisso da administração municipal com a melhoria da qualidade de vida da população. “O Programa Nossa Casa e o Escritura na Mão transformam a realidade de milhares de famílias sinopenses. De um lado, ampliamos o acesso à moradia digna por meio da construção de novas habitações. De outro, garantimos segurança jurídica para famílias que aguardavam há anos pela regularização de seus imóveis. São iniciativas que promovem inclusão social, cidadania e desenvolvimento urbano planejado”, afirmou.

Segundo o secretário, o reconhecimento nacional demonstra que as ações desenvolvidas em Sinop se tornaram referência para outros municípios brasileiros. “Estar entre os finalistas de um prêmio nacional é o reconhecimento de um trabalho sério, técnico e comprometido com as necessidades da população. Isso mostra que Sinop tem construído políticas públicas eficientes e capazes de gerar resultados concretos para quem mais precisa”, disse.

O secretário também reforçou a importância da participação popular na votação, já que o resultado depende do apoio da comunidade. “Convido toda a população de Sinop a participar dessa votação. Cada voto fortalece o nosso município e ajuda a mostrar para todo o Brasil a qualidade dos projetos que estão sendo desenvolvidos aqui. É uma oportunidade de valorizar o trabalho realizado em benefício das famílias sinopenses e contribuir para que Sinop conquiste esse importante reconhecimento nacional”, afirmou.

Os vencedores do Prêmio 21 de Agosto serão anunciados durante o 8º Congresso Brasileiro de Habitação Social e Regularização Fundiária, que ocorrerá entre os dias 25 e 27 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR). A votação popular segue aberta até 21 de agosto no site oficial do Instituto Habita. Para participar, basta acessar o link e registrar o voto nos projetos de Sinop.

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Estudo mostra que o eleitorado regional representa 9,3% de MT; vitória para estadual e federal exige chapa competitiva, redução da dispersão de votos e expansão para outros polos.

Por: Adriane Barbosa do Nascimento

A Região Oeste de Mato Grosso possui 245.705 eleitores distribuídos em 22 municípios. É um contingente expressivo, equivalente a aproximadamente 9,3% do eleitorado estadual. Diante desse número, uma pergunta se torna inevitável: a região tem força suficiente para eleger um deputado estadual e um deputado federal em 2026?

A resposta é positiva, mas exige uma explicação importante. No Brasil, deputados não são eleitos apenas pela quantidade individual de votos. Primeiro, é necessário que o partido ou a federação alcance votação suficiente para conquistar uma cadeira. Somente depois se verifica quais candidatos foram os mais votados dentro daquela chapa. Em outras palavras, não basta o candidato ter votos; sua legenda também precisa ser competitiva.

Para deputado estadual, Mato Grosso dispõe de 24 cadeiras. Pelas projeções baseadas no eleitorado atual e no comparecimento de 2024, o quociente eleitoral poderá ficar próximo de 80 mil votos. Isso não significa que todo candidato precise alcançar esse número individualmente. Significa que a federação deve construir uma votação estadual próxima ou superior a essa faixa para participar, com maior segurança, da distribuição das cadeiras.

Nesse cenário, uma candidatura estadual da Região Oeste seria competitiva com aproximadamente 28 mil a 35 mil votos, desde que a federação alcance algo próximo de 90 mil a 110 mil votos em Mato Grosso. A situação para deputado federal é mais difícil. Mato Grosso possui apenas oito cadeiras na Câmara dos Deputados, o que eleva consideravelmente o quociente eleitoral. A federação provavelmente precisará aproximar-se de 250 mil votos em todo o Estado para disputar uma cadeira em condições consistentes. O candidato regional, por sua vez, deveria buscar uma votação individual entre 50 mil e 65 mil votos.

Isso demonstra que a Região Oeste pode praticamente construir a base eleitoral de um deputado estadual, mas não consegue, sozinha, resolver a eleição de um deputado federal. A candidatura federal precisa partir da região com força — entre 30 mil e 38 mil votos — e ampliar sua presença em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e outros polos relevantes.

Também é importante compreender que as duas candidaturas não precisam dividir os eleitores regionais. A mesma pessoa pode votar em um candidato a deputado estadual e em outro a deputado federal. Uma dobradinha regional bem organizada permite que os dois recebam votos do mesmo eleitorado. O desafio está em apresentar candidaturas complementares, com identidade regional e capacidade de expansão estadual.

A força eleitoral da região está concentrada. Cáceres possui 62.365 eleitores e representa 25,39% do eleitorado regional. Somada a Pontes e Lacerda, Sapezal e Mirassol d’Oeste, essa participação chega a aproximadamente 56%. Os oito maiores municípios concentram mais de 76% dos eleitores. Isso mostra que uma estratégia regional precisa começar pelos maiores centros, mas não pode abandonar os municípios menores, onde uma presença organizada pode produzir resultados proporcionalmente relevantes.

Outro ponto merece atenção. Entre 2024 e 2026, a Região Oeste perdeu 688 eleitores, passando de 246.393 para 245.705. A redução é pequena, mas revela que o crescimento eleitoral não acontecerá automaticamente. A região precisará melhorar o comparecimento, reduzir a dispersão de votos e transformar identidade territorial em representação política efetiva.

Mais importante que perguntar quantos votos um candidato precisa ter é verificar três condições ao mesmo tempo: quantos votos a federação alcançará em Mato Grosso, qual será a posição do candidato regional dentro da chapa e quanto da votação obtida na região poderá ser ampliada para outras partes do Estado. A eleição depende do equilíbrio entre esses três fatores.

A Região Oeste possui eleitorado para exercer maior protagonismo político. O que ainda precisa construir é coordenação. Quando os votos se dispersam entre muitas candidaturas sem viabilidade de legenda, a região participa da eleição, mas não necessariamente conquista representação. Quando existe organização, chapa competitiva e um projeto territorial reconhecível, 245 mil eleitores deixam de ser apenas uma estatística e passam a constituir uma força política.

A eleição de 2026, portanto, não será apenas uma disputa entre nomes. Será também uma decisão sobre a capacidade da Região Oeste de transformar população, território e votos em presença efetiva na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Afinal, uma região politicamente representada não apenas reivindica: participa diretamente das decisões que definem investimentos, infraestrutura, saúde, produção e desenvolvimento.

Fonte de dados: BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. Resultados – 2024. Portal de Dados Abertos do TSE. Brasília, DF: Tribunal Superior Eleitoral, 2024. Disponível em: https://dadosabertos.tse.jus.br/dataset/resultados-2024. Acesso em: 2 ago. 2026.

Autora: Adriane do Nascimento é Advogada, Consultora Econômica e Doutoranda em Direito Constitucional pelo IDP. Mestra em Economia, Políticas Públicas e Desenvolvimento, é registrada no CORECON-MT sob o nº 0001/ME. Especialista em Direito Tributário, Societário e Direito do Trabalho. É sócia-administradora da Sociedade de Advocacia Simões Santos, Nascimento & Associados. Foi consultora da Comissão Especial de Direito Tributário do Conselho Federal da OAB (2022–2024) e é autora de artigos e obras acadêmicas voltadas à tributação, desenvolvimento econômico e políticas públicas. Recebeu o 1º lugar no XXIX Prêmio Brasil de Economia (2023) e o 3º lugar no XXX Prêmio Brasil de Economia (2024), promovidos pelo COFECON.

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