Sorriso
UPA Central apresenta balanço de atendimentos e ações desenvolvidas ao longo de 2025
Sorriso
A Unidade de Pronto Atendimento Sara Akemi Ichicava, em Sorriso, encerrou 2025 com números expressivos de atendimento. De acordo com o Relatório de Atendimento Médico por Classificação de Risco, no período de 1º de janeiro a 29 de dezembro de 2025, a unidade contabilizou 254.275 atendimentos, considerando consultas médicas, triagens e atendimentos ortopédicos.
Os atendimentos médicos classificados pelo Sistema de Protocolo de Manchester, que avalia o grau de risco dos pacientes, totalizaram 125.310 registros, distribuídos conforme os níveis de prioridade estabelecidos pelo protocolo.
Emergência (vermelho): 13.925
Muito urgente (laranja): 4.162
Urgência (amarelo): 15.556
Normal (verde): 39.445
Baixa complexidade (azul): 52.222
Além disso, os atendimentos de Ortopedia somados à Triagem totalizaram 128.965, reforçando a elevada demanda assistencial absorvida pela UPA Central ao longo do ano.
Paralelamente ao volume de atendimentos, a UPA desenvolveu um conjunto de ações voltadas à qualificação profissional, à organização dos fluxos assistenciais e ao fortalecimento do cuidado integral ao paciente.
Entre os destaques do primeiro semestre está a realização do 11º Módulo do Programa Capacita UPA, em março, com o tema “Interpretação de Eletrocardiograma para Enfermagem”, contribuindo para maior precisão clínica nos atendimentos de urgência e emergência.
Em abril, a implantação da Secretaria de Unidade em todos os plantões qualificou notificações e rotinas administrativas, garantindo mais organização e agilidade. No mesmo período, a Campanha Anual de Vacinação contra a Influenza assegurou a imunização e a atualização do esquema vacinal dos profissionais da UPA 24h, fortalecendo a segurança assistencial.
No mês de maio, a coordenação promoveu a fixação das equipes de enfermagem nos setores de Emergência e Enfermaria, ampliando a continuidade do cuidado. Ainda em maio, foi realizado o 12º Módulo do Capacita UPA, com o tema “Balanço Hídrico para Enfermagem”, aprofundando conhecimentos técnicos essenciais à prática diária.
A partir de junho, com apoio da Secretaria Municipal de Saúde, a unidade passou a contar com dois médicos especialistas (Clínica Médica e Infectologia) e duas médicas residentes em Clínica Médica, ampliando a assistência integral aos pacientes internados. Em julho, houve a ampliação da oferta de exames de imagem e a implantação de um enfermeiro responsável técnico pelas remoções para exames e transferências, garantindo mais segurança nos deslocamentos.
Outro avanço relevante foi a implantação de visitas em Psiquiatria para pacientes internados e a ampliação do atendimento às fichas azuis, integrado ao modelo Fast Track, promovendo maior resolutividade e melhor gestão dos fluxos assistenciais.
Em agosto, foi realizado o 13º Módulo do Programa Capacita UPA, com o tema “Transfusão Segura: Hemocomponentes e Boas Práticas”, reforçando protocolos e a segurança do paciente. No mesmo mês, a implantação de equipe de guarda armada ampliou a segurança de profissionais e usuários.
As ações de humanização também marcaram 2025, com a Campanha do Dia das Crianças, em outubro, voltada aos pacientes pediátricos, e a Campanha Outubro Rosa, direcionada às servidoras da unidade, promovendo conscientização e cuidado com a saúde da mulher.
“Mesmo com o alto volume de atendimentos, o balanço evidencia que a unidade manteve o compromisso com a qualificação permanente das equipes, a ampliação dos serviços e a oferta de um atendimento seguro, humanizado e resolutivo”, destacou Wesley.
Sorriso
Projeto “Construindo Bases para a Resiliência Ecológica” é apresentado aos produtores do Jonas Pinheiro
Absorver impactos, adaptar-se a mudanças e recuperar suas funções e estruturas essenciais após sofrer perturbações, sejam elas climáticas, incêndios ou causadas pela ação humana. Esse é o conceito central de resiliência ecológica. E, exatamente esse conceito dá o norte ao projeto apresentado nesta manhã, 03 de junho, para os agricultores do Assentamento Jonas Pinheiro. Em andamento na Escola Matilde Luiza Zanatta Gomes, o Construindo Bases para a Resiliência Ecológica dos Agricultores Familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro, tem como principal a recuperação ambiental de área degradada na comunidade.
Quem falou sobre o projeto para os agricultores foi a professora Ilzeny Rodrigues, responsável pelo Construindo Bases. Ilzeny contou com o apoio do secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Clóvis Picolo Filho e de toda a equipe da pasta, além do apoio da equipe da Escola Matilde e da Secretaria de Educação (Semel).
Clóvis frisa que há um grande passivo ambiental no Assentamento e o mote do projeto é justamente recuperar essas áreas degradadas com o plantio de espécies nativas. Serão distribuídas cerca de 25 mil mudas. “Recuperar essas áreas é essencial para que os produtores possam regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dessas propriedades, bem como ampliar a produção e venda dos produtos da agricultura familiar”, detalha.
Para o agricultor Márcio Manoel da Silva, um dos fundadores do Jonas Pinheiro e da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Celeste (Coopercel), o Construindo Bases será essencial para a regularização das áreas. “Vai beneficiar toda a comunidade”, diz.
Mas chegar a esse momento não foi uma tarefa fácil.
Tudo começou com o sonho da professora Ilzeny Rodrigues que que há cerca de 10 anos atua na Escola Matilde e almejava ter uma grande estufa na unidade. No percurso desse sonho, ela conheceu Joyce Goblit, então professora de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus de Sorriso que a convidou para participar de uma ação aberta no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que selecionava projetos ambientais.
“Era um sonho meu poder fazer uma grande estufa que contribuísse de alguma forma com a escola e a comunidade em que está inserida”, diz Ilzeny.
Joyce propôs a Ilzeny participar da seleção. Ilzeny, por sua vez, confidenciou que sonhava em ter uma grande estufa. Orientada por Joyce, Ilzeny pesquisou o passivo ambiental do Assentamento e viu ali a oportunidade de mudar o cenário do Jonas Pinheiro. Com o apoio dos moradores do Jonas Pinheiro e da professora Ana Catarina Tibaldi dos Reis, hoje adjunta da Semasa, Ilzeny inscreveu o projeto pela própria associação da escola e teve a grata satisfação em ver que seu trabalho foi um dos nove selecionados no país.
Vencida a etapa de seleção, Ilzeny colocou mãos à obra. O grupo adquiriu sementes de várias espécies nativas como a fava arara, aroeira do campo, louro branco, pinha nativa, jatobá, pinho cuiabano, dentre várias outras.
Com as mudas já crescidas é hora de iniciar a distribuição e recuperar o passivo ambiental do Jonas Pinheiro. “É a oportunidade de todos os assentados regularizar sua situação ambiental; todas as propriedades tem que ter pelo menos 20% de área recuperada; um projeto muito bonito que nos conectou com a nossa terra e a nossa realidade”, se emociona Ilzeny. Para a professora “hoje é um dia muito especial para a nossa Escola e o Assentamento; celebramos esse momento inclusive com a Feira do Produtor, das mulheres do Assentamento aqui na escola”, comemora ela.
Para Clóvis, a recuperação ambiental vai garantir que os agricultores possam regularizar a própria documentação de seus lotes. “Sem essa área recuperada, não há como regularizar o CAR, por exemplo, ou fazer financiamento, por isso esse momento é tão especial”, explica.
Sobre o ISPN
O ISPN é uma organização da sociedade civil que, há mais de 35 anos, atua pelo fortalecimento de meios de vida sustentáveis, com protagonismo comunitário e valorização dos saberes e da sociobiodiversidade. A justiça socioambiental e climática é o horizonte que orienta nossa caminhada.
A história começa em 1990, quando um grupo de pesquisadores decidiu unir esforços para qualificar e documentar suas pesquisas e atuar em defesa do meio ambiente em diálogo com os debates sociais. Dessa iniciativa nasceu o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).
Em 1994, o ISPN foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para coordenar o Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com foco no Cerrado. O SPG apoia projetos de base comunitária em mais de 120 países, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).
Essa experiência impulsionou a atuação com projetos ecossociais, que hoje ganham força com o Fundo Ecos, um mecanismo independente de filantropia para a justiça socioambiental.
Em 2013, ampliou a atuação para a Caatinga e, dois anos depois, com apoio do Fundo Amazônia, passamos a apoiar iniciativas também nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.
Desde então, já apoiou mais de mil projetos em diferentes biomas, por meio de uma carteira diversificada de financiadores, com o intuito de qualificar, promover e multiplicar conhecimentos que contribuam para a consolidação de paisagens produtivas ecossociais, garantindo o presente e o futuro das comunidades e da natureza.
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