Sorriso
Sorriso marca presença no 14º Abrascão e destaca ações de prevenção à sífilis
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Sorriso está sendo representado pela coordenadora da Atenção Primária à Saúde, Cátia Luciano, que desde a última sexta-feira (27) participa, em Brasília, do 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão), um dos maiores eventos do país na área. O Município leva ao encontro o trabalho “Distribuição dos casos de sífilis congênita: estudo ecológico em Sorriso, Mato Grosso, nos últimos dez anos”, selecionado entre 95 pesquisas apresentadas de todas as regiões do país.
Os temas discutidos no congresso tocaram diretamente a realidade de quem vive o SUS no dia a dia, como a Atenção Primária chega às famílias, de que forma a Equidade se torna prática, a importância da Vigilância para proteger vidas e como a Ciência pode inspirar e transformar as Políticas Públicas.
Nesse ambiente de tanta troca e aprendizado, Sorriso apresentou os desafios reais e humanos sobre a sífilis — um desafio persistente para a saúde pública, especialmente na proteção materno-infantil. A pesquisa reforçou a urgência da vigilância, da prevenção e do cuidado contínuo com gestantes e bebês.
Assinado por Cátia Freitas Luciano Venites e Débora Aparecida da Silva Santos, o estudo analisa como a sífilis congênita se comportou entre 2015 e 2024 no Município. A pesquisa traz um panorama detalhado sobre a prevalência da doença, o perfil dos casos e os desafios enfrentados para evitar a transmissão vertical, reforçando a importância do pré-natal qualificado.
A sífilis congênita ocorre quando a gestante não tratou, tratou inadequadamente ou transmitiu Treponema pallidum via transplacentária. É um evento evitável com diagnóstico precoce e tratamento adequado durante o pré-natal. Segundo o estudo, a doença está relacionada a falhas no sistema de saúde, exigindo análises locais para subsidiar ações de vigilância e controle.
Para Cátia Luciano, a pesquisa reforça o compromisso do Município com a produção científica, a vigilância epidemiológica e o aprimoramento das políticas públicas de saúde. Cada gráfico, cada análise, cada reflexão apresentada no congresso carrega o propósito de garantir que as crianças tenham um começo de vida mais saudável e que as gestantes recebam o cuidado que merecem.
“Estar aqui apresentando uma pesquisa produzida em Sorriso é motivo de muita alegria e orgulho. Ser selecionado entre trabalhos de tanta relevância mostra o quanto nosso esforço tem dado frutos. Essa conquista não é minha, é de toda a equipe — é resultado de um trabalho coletivo, sério e comprometido. Trazer esse estudo ao Abrascão nos fortalece como gestão e também enquanto SUS, abrindo caminhos para que outros pesquisadores do Município continuem avançando”, destacou.
Realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil, o encontro segue até 3 de dezembro e reúne pesquisadores, gestores, trabalhadores da saúde, estudantes e representantes de movimentos sociais que atuam na área.
Sorriso
Projeto “Construindo Bases para a Resiliência Ecológica” é apresentado aos produtores do Jonas Pinheiro
Absorver impactos, adaptar-se a mudanças e recuperar suas funções e estruturas essenciais após sofrer perturbações, sejam elas climáticas, incêndios ou causadas pela ação humana. Esse é o conceito central de resiliência ecológica. E, exatamente esse conceito dá o norte ao projeto apresentado nesta manhã, 03 de junho, para os agricultores do Assentamento Jonas Pinheiro. Em andamento na Escola Matilde Luiza Zanatta Gomes, o Construindo Bases para a Resiliência Ecológica dos Agricultores Familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro, tem como principal a recuperação ambiental de área degradada na comunidade.
Quem falou sobre o projeto para os agricultores foi a professora Ilzeny Rodrigues, responsável pelo Construindo Bases. Ilzeny contou com o apoio do secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Clóvis Picolo Filho e de toda a equipe da pasta, além do apoio da equipe da Escola Matilde e da Secretaria de Educação (Semel).
Clóvis frisa que há um grande passivo ambiental no Assentamento e o mote do projeto é justamente recuperar essas áreas degradadas com o plantio de espécies nativas. Serão distribuídas cerca de 25 mil mudas. “Recuperar essas áreas é essencial para que os produtores possam regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dessas propriedades, bem como ampliar a produção e venda dos produtos da agricultura familiar”, detalha.
Para o agricultor Márcio Manoel da Silva, um dos fundadores do Jonas Pinheiro e da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Celeste (Coopercel), o Construindo Bases será essencial para a regularização das áreas. “Vai beneficiar toda a comunidade”, diz.
Mas chegar a esse momento não foi uma tarefa fácil.
Tudo começou com o sonho da professora Ilzeny Rodrigues que que há cerca de 10 anos atua na Escola Matilde e almejava ter uma grande estufa na unidade. No percurso desse sonho, ela conheceu Joyce Goblit, então professora de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus de Sorriso que a convidou para participar de uma ação aberta no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que selecionava projetos ambientais.
“Era um sonho meu poder fazer uma grande estufa que contribuísse de alguma forma com a escola e a comunidade em que está inserida”, diz Ilzeny.
Joyce propôs a Ilzeny participar da seleção. Ilzeny, por sua vez, confidenciou que sonhava em ter uma grande estufa. Orientada por Joyce, Ilzeny pesquisou o passivo ambiental do Assentamento e viu ali a oportunidade de mudar o cenário do Jonas Pinheiro. Com o apoio dos moradores do Jonas Pinheiro e da professora Ana Catarina Tibaldi dos Reis, hoje adjunta da Semasa, Ilzeny inscreveu o projeto pela própria associação da escola e teve a grata satisfação em ver que seu trabalho foi um dos nove selecionados no país.
Vencida a etapa de seleção, Ilzeny colocou mãos à obra. O grupo adquiriu sementes de várias espécies nativas como a fava arara, aroeira do campo, louro branco, pinha nativa, jatobá, pinho cuiabano, dentre várias outras.
Com as mudas já crescidas é hora de iniciar a distribuição e recuperar o passivo ambiental do Jonas Pinheiro. “É a oportunidade de todos os assentados regularizar sua situação ambiental; todas as propriedades tem que ter pelo menos 20% de área recuperada; um projeto muito bonito que nos conectou com a nossa terra e a nossa realidade”, se emociona Ilzeny. Para a professora “hoje é um dia muito especial para a nossa Escola e o Assentamento; celebramos esse momento inclusive com a Feira do Produtor, das mulheres do Assentamento aqui na escola”, comemora ela.
Para Clóvis, a recuperação ambiental vai garantir que os agricultores possam regularizar a própria documentação de seus lotes. “Sem essa área recuperada, não há como regularizar o CAR, por exemplo, ou fazer financiamento, por isso esse momento é tão especial”, explica.
Sobre o ISPN
O ISPN é uma organização da sociedade civil que, há mais de 35 anos, atua pelo fortalecimento de meios de vida sustentáveis, com protagonismo comunitário e valorização dos saberes e da sociobiodiversidade. A justiça socioambiental e climática é o horizonte que orienta nossa caminhada.
A história começa em 1990, quando um grupo de pesquisadores decidiu unir esforços para qualificar e documentar suas pesquisas e atuar em defesa do meio ambiente em diálogo com os debates sociais. Dessa iniciativa nasceu o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).
Em 1994, o ISPN foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para coordenar o Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com foco no Cerrado. O SPG apoia projetos de base comunitária em mais de 120 países, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).
Essa experiência impulsionou a atuação com projetos ecossociais, que hoje ganham força com o Fundo Ecos, um mecanismo independente de filantropia para a justiça socioambiental.
Em 2013, ampliou a atuação para a Caatinga e, dois anos depois, com apoio do Fundo Amazônia, passamos a apoiar iniciativas também nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.
Desde então, já apoiou mais de mil projetos em diferentes biomas, por meio de uma carteira diversificada de financiadores, com o intuito de qualificar, promover e multiplicar conhecimentos que contribuam para a consolidação de paisagens produtivas ecossociais, garantindo o presente e o futuro das comunidades e da natureza.
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