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Sorriso amplia capacidade energética com nova subestação e investimento de R$ 35 milhões

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Sorriso ganhou, na manhã desta terça-feira (7), uma nova subestação de distribuição de energia, entregue em ato que contou com a presença do prefeito Alei Fernandes, diretores da empresa e autoridades locais. A estrutura, implantada pela Energisa Mato Grosso com investimento superior a R$ 35 milhões, amplia a capacidade do sistema elétrico e reforça a infraestrutura necessária para o crescimento do município.

Com a entrada em operação da subestação Alphaville, a capacidade de fornecimento de energia em Sorriso passa de 150 megawatts (MW) para 200 MW, um aumento de aproximadamente 40%, acompanhando a expansão populacional e produtiva da região.

A unidade conta com dois transformadores de 50 MVA, com possibilidade de ampliação futura, e integra o conjunto de investimentos voltados à modernização e ao fortalecimento do sistema elétrico no norte de Mato Grosso.

Durante o ato, o prefeito destacou a importância da obra para a segurança energética e o planejamento de longo prazo do município. “Logo no início da gestão, trabalhamos para viabilizar a área destinada à instalação da subestação, confiando no planejamento de expansão. Hoje, essa entrega garante mais estabilidade ao sistema e nos dá segurança para sustentar o crescimento de Sorriso pelos próximos anos”, afirmou.

De acordo com o diretor-presidente da Energisa Mato Grosso, Marcelo Vinhaes, a região norte do Estado tem demandado ampliação contínua da infraestrutura energética. “A região apresenta forte crescimento e impacto para o desenvolvimento de Mato Grosso. Para 2026, a previsão é de investimento recorde de R$ 2,1 bilhões em todo o Estado”, disse.

Dados do Governo de Mato Grosso apontam que Sorriso cresceu de 85 mil para mais de 120 mil habitantes nos últimos cinco anos, além de registrar aumento de 302% no Produto Interno Bruto (PIB) no período.

Segundo o gerente de manutenção e transmissão da Energisa MT, Werneck Lebre Dias, a nova subestação contribui diretamente para a qualidade do fornecimento. “A estrutura amplia a confiabilidade do sistema, reduzindo quedas de energia e oscilações de tensão, além de aumentar a capacidade para atender ao crescimento econômico e à instalação de novas empresas”, explicou.

Subestações de distribuição são responsáveis por transformar a energia elétrica proveniente das linhas de transmissão em níveis adequados para o consumo final, garantindo estabilidade e segurança no fornecimento para residências, comércios e indústrias.

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Projeto “Construindo Bases para a Resiliência Ecológica” é apresentado aos produtores do Jonas Pinheiro

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Absorver impactos, adaptar-se a mudanças e recuperar suas funções e estruturas essenciais após sofrer perturbações, sejam elas climáticas, incêndios ou causadas pela ação humana. Esse é o conceito central de resiliência ecológica. E, exatamente esse conceito dá o norte ao projeto apresentado nesta manhã, 03 de junho, para os agricultores do Assentamento Jonas Pinheiro. Em andamento na Escola Matilde Luiza Zanatta Gomes, o Construindo Bases para a Resiliência Ecológica dos Agricultores Familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro, tem como principal a recuperação ambiental de área degradada na comunidade.

Quem falou sobre o projeto para os agricultores foi a professora Ilzeny Rodrigues, responsável pelo Construindo Bases. Ilzeny contou com o apoio do secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Clóvis Picolo Filho e de toda a equipe da pasta, além do apoio da equipe da Escola Matilde e da Secretaria de Educação (Semel).

Clóvis frisa que há um grande passivo ambiental no Assentamento e o mote do projeto é justamente recuperar essas áreas degradadas com o plantio de espécies nativas. Serão distribuídas cerca de 25 mil mudas. “Recuperar essas áreas é essencial para que os produtores possam regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dessas propriedades, bem como ampliar a produção e venda dos produtos da agricultura familiar”, detalha.

Para o agricultor Márcio Manoel da Silva, um dos fundadores do Jonas Pinheiro e da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Celeste (Coopercel), o Construindo Bases será essencial para a regularização das áreas. “Vai beneficiar toda a comunidade”, diz.

Mas chegar a esse momento não foi uma tarefa fácil.

Tudo começou com o sonho da professora Ilzeny Rodrigues que que há cerca de 10 anos atua na Escola Matilde e almejava ter uma grande estufa na unidade. No percurso desse sonho, ela conheceu Joyce Goblit, então professora de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus de Sorriso que a convidou para participar de uma ação aberta no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que selecionava projetos ambientais.

“Era um sonho meu poder fazer uma grande estufa que contribuísse de alguma forma com a escola e a comunidade em que está inserida”, diz Ilzeny.

Joyce propôs a Ilzeny participar da seleção. Ilzeny, por sua vez, confidenciou que sonhava em ter uma grande estufa. Orientada por Joyce, Ilzeny pesquisou o passivo ambiental do Assentamento e viu ali a oportunidade de mudar o cenário do Jonas Pinheiro. Com o apoio dos moradores do Jonas Pinheiro e da professora Ana Catarina Tibaldi dos Reis, hoje adjunta da Semasa, Ilzeny inscreveu o projeto pela própria associação da escola e teve a grata satisfação em ver que seu trabalho foi um dos nove selecionados no país.

Vencida a etapa de seleção, Ilzeny colocou mãos à obra. O grupo adquiriu sementes de várias espécies nativas como a fava arara, aroeira do campo, louro branco, pinha nativa, jatobá, pinho cuiabano, dentre várias outras.

Com as mudas já crescidas é hora de iniciar a distribuição e recuperar o passivo ambiental do Jonas Pinheiro. “É a oportunidade de todos os assentados regularizar sua situação ambiental; todas as propriedades tem que ter pelo menos 20% de área recuperada; um projeto muito bonito que nos conectou com a nossa terra e a nossa realidade”, se emociona Ilzeny. Para a professora “hoje é um dia muito especial para a nossa Escola e o Assentamento; celebramos esse momento inclusive com a Feira do Produtor, das mulheres do Assentamento aqui na escola”, comemora ela.

Para Clóvis, a recuperação ambiental vai garantir que os agricultores possam regularizar a própria documentação de seus lotes. “Sem essa área recuperada, não há como regularizar o CAR, por exemplo, ou fazer financiamento, por isso esse momento é tão especial”, explica.

Sobre o ISPN

O ISPN é uma organização da sociedade civil que, há mais de 35 anos, atua pelo fortalecimento de meios de vida sustentáveis, com protagonismo comunitário e valorização dos saberes e da sociobiodiversidade. A justiça socioambiental e climática é o horizonte que orienta nossa caminhada.

A história começa em 1990, quando um grupo de pesquisadores decidiu unir esforços para qualificar e documentar suas pesquisas e atuar em defesa do meio ambiente em diálogo com os debates sociais. Dessa iniciativa nasceu o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).

Em 1994, o ISPN foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para coordenar o Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com foco no Cerrado. O SPG apoia projetos de base comunitária em mais de 120 países, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

Essa experiência impulsionou a atuação com projetos ecossociais, que hoje ganham força com o Fundo Ecos, um mecanismo independente de filantropia para a justiça socioambiental.

Em 2013, ampliou a atuação para a Caatinga e, dois anos depois, com apoio do Fundo Amazônia, passamos a apoiar iniciativas também nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.

Desde então, já apoiou mais de mil projetos em diferentes biomas, por meio de uma carteira diversificada de financiadores, com o intuito de qualificar, promover e multiplicar conhecimentos que contribuam para a consolidação de paisagens produtivas ecossociais, garantindo o presente e o futuro das comunidades e da natureza.

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