Sorriso
Representante de Sorriso participa do I Encontro Nacional sobre Primeira Infância e Conselhos Tutelares
Sorriso
Ângela Costa é conselheira tutelar em Sorriso e integra discussões na capital federal
A conselheira tutelar Ângela Costa representa Sorriso no Encontro Nacional por Todas as Infâncias Protegidas: Primeira Infância e Fortalecimento dos Conselhos Tutelares, que está sendo realizado ontem e hoje (23 e 24 de fevereiro), no auditório da Associação de Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB), no Distrito Federal.
“Ficamos muito felizes de ter a Ângela representando Sorriso neste evento de tanta relevância e que tanto vai contribuir para a melhoria contínua de nossos serviços, sempre com foco na garantia do bem-estar das nossas crianças”, afirma a secretária de Assistência Social, Daniela Marsola Stel.
“Estou muito feliz, conhecendo novas realidades, recebendo muitas informações e com certeza vou dividir todo este aprendizado com as demais colegas conselheiras”, destaca Ângela.
A iniciativa é promovida pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), por meio da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA), e organizada pela Coordenação-Geral de Políticas para Convivência Familiar, Comunitária e Primeira Infância (CGCFCPI) e pela Coordenação-Geral de Fortalecimento do Sistema de Garantia de Direitos (CGFSGD), com apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e parceria do Fórum Colegiado Nacional de Conselheiros Tutelares (FCNCT), do Ministério da Educação (MEC) e do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA).
O evento integra a agenda de entregas das unidades responsáveis e reunirá conselheiros tutelares de todo o país, gestores públicos, técnicos, pesquisadores, além de representantes do Fórum Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Fórum DCA) e organizações da sociedade civil.
Para a Secretária Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente do MDHC, Pilar Lacerda, o encontro expressa o compromisso do Estado brasileiro com a proteção integral das crianças de 0 a 6 anos, ao reconhecer a centralidade da Primeira Infância na formulação e na implementação das políticas públicas.
“O I Encontro Nacional por Todas as Infâncias Protegidas reafirma o compromisso do governo federal com a implementação da Política Nacional Integrada pela Primeira Infância, ao promover o debate qualificado sobre a construção do Plano Operativo da Primeira Infância como instrumento nacional de gestão, coordenação e monitoramento das ações voltadas às crianças de 0 a 6 anos, articulando esse processo ao fortalecimento da atuação dos Conselhos Tutelares no âmbito do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente”, afirma.
Pilar acrescentou que “os Conselhos Tutelares exercem papel estratégico na garantia da proteção integral, na identificação e no enfrentamento das violações de direitos e na articulação da rede de atendimento nos territórios, sendo fundamentais para a efetivação das políticas públicas e para a promoção do cuidado e do desenvolvimento integral das crianças em todo o país”.
Diálogo
O evento também marca um momento importante da agenda nacional ao consolidar um espaço de diálogo, troca de experiências e articulação entre diferentes atores do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente, promovendo debates sobre estratégias de gestão, monitoramento e intersetorialidade, fortalecendo, assim, a atuação dos Conselhos Tutelares em todo o país.
Sorriso
Projeto “Construindo Bases para a Resiliência Ecológica” é apresentado aos produtores do Jonas Pinheiro
Absorver impactos, adaptar-se a mudanças e recuperar suas funções e estruturas essenciais após sofrer perturbações, sejam elas climáticas, incêndios ou causadas pela ação humana. Esse é o conceito central de resiliência ecológica. E, exatamente esse conceito dá o norte ao projeto apresentado nesta manhã, 03 de junho, para os agricultores do Assentamento Jonas Pinheiro. Em andamento na Escola Matilde Luiza Zanatta Gomes, o Construindo Bases para a Resiliência Ecológica dos Agricultores Familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro, tem como principal a recuperação ambiental de área degradada na comunidade.
Quem falou sobre o projeto para os agricultores foi a professora Ilzeny Rodrigues, responsável pelo Construindo Bases. Ilzeny contou com o apoio do secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Clóvis Picolo Filho e de toda a equipe da pasta, além do apoio da equipe da Escola Matilde e da Secretaria de Educação (Semel).
Clóvis frisa que há um grande passivo ambiental no Assentamento e o mote do projeto é justamente recuperar essas áreas degradadas com o plantio de espécies nativas. Serão distribuídas cerca de 25 mil mudas. “Recuperar essas áreas é essencial para que os produtores possam regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dessas propriedades, bem como ampliar a produção e venda dos produtos da agricultura familiar”, detalha.
Para o agricultor Márcio Manoel da Silva, um dos fundadores do Jonas Pinheiro e da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Celeste (Coopercel), o Construindo Bases será essencial para a regularização das áreas. “Vai beneficiar toda a comunidade”, diz.
Mas chegar a esse momento não foi uma tarefa fácil.
Tudo começou com o sonho da professora Ilzeny Rodrigues que que há cerca de 10 anos atua na Escola Matilde e almejava ter uma grande estufa na unidade. No percurso desse sonho, ela conheceu Joyce Goblit, então professora de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus de Sorriso que a convidou para participar de uma ação aberta no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que selecionava projetos ambientais.
“Era um sonho meu poder fazer uma grande estufa que contribuísse de alguma forma com a escola e a comunidade em que está inserida”, diz Ilzeny.
Joyce propôs a Ilzeny participar da seleção. Ilzeny, por sua vez, confidenciou que sonhava em ter uma grande estufa. Orientada por Joyce, Ilzeny pesquisou o passivo ambiental do Assentamento e viu ali a oportunidade de mudar o cenário do Jonas Pinheiro. Com o apoio dos moradores do Jonas Pinheiro e da professora Ana Catarina Tibaldi dos Reis, hoje adjunta da Semasa, Ilzeny inscreveu o projeto pela própria associação da escola e teve a grata satisfação em ver que seu trabalho foi um dos nove selecionados no país.
Vencida a etapa de seleção, Ilzeny colocou mãos à obra. O grupo adquiriu sementes de várias espécies nativas como a fava arara, aroeira do campo, louro branco, pinha nativa, jatobá, pinho cuiabano, dentre várias outras.
Com as mudas já crescidas é hora de iniciar a distribuição e recuperar o passivo ambiental do Jonas Pinheiro. “É a oportunidade de todos os assentados regularizar sua situação ambiental; todas as propriedades tem que ter pelo menos 20% de área recuperada; um projeto muito bonito que nos conectou com a nossa terra e a nossa realidade”, se emociona Ilzeny. Para a professora “hoje é um dia muito especial para a nossa Escola e o Assentamento; celebramos esse momento inclusive com a Feira do Produtor, das mulheres do Assentamento aqui na escola”, comemora ela.
Para Clóvis, a recuperação ambiental vai garantir que os agricultores possam regularizar a própria documentação de seus lotes. “Sem essa área recuperada, não há como regularizar o CAR, por exemplo, ou fazer financiamento, por isso esse momento é tão especial”, explica.
Sobre o ISPN
O ISPN é uma organização da sociedade civil que, há mais de 35 anos, atua pelo fortalecimento de meios de vida sustentáveis, com protagonismo comunitário e valorização dos saberes e da sociobiodiversidade. A justiça socioambiental e climática é o horizonte que orienta nossa caminhada.
A história começa em 1990, quando um grupo de pesquisadores decidiu unir esforços para qualificar e documentar suas pesquisas e atuar em defesa do meio ambiente em diálogo com os debates sociais. Dessa iniciativa nasceu o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).
Em 1994, o ISPN foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para coordenar o Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com foco no Cerrado. O SPG apoia projetos de base comunitária em mais de 120 países, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).
Essa experiência impulsionou a atuação com projetos ecossociais, que hoje ganham força com o Fundo Ecos, um mecanismo independente de filantropia para a justiça socioambiental.
Em 2013, ampliou a atuação para a Caatinga e, dois anos depois, com apoio do Fundo Amazônia, passamos a apoiar iniciativas também nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.
Desde então, já apoiou mais de mil projetos em diferentes biomas, por meio de uma carteira diversificada de financiadores, com o intuito de qualificar, promover e multiplicar conhecimentos que contribuam para a consolidação de paisagens produtivas ecossociais, garantindo o presente e o futuro das comunidades e da natureza.
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