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Região Centro-Oeste comemora os 15 anos de implantação da Academia da Saúde

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Nesta terça-feira, dia 31 de março, Sorriso é palco de um encontro diferente: a cidade recebe representantes das Academias de Saúde de todo o Centro-Oeste brasileiro. O secretário de Saúde, Vanio Jordani, frisa que a escolha de Sorriso para sediar o evento é reflexo de todo o trabalho desenvolvido pela Equipe Multiprofissional (eMulti) que atua na Academia. “Parabenizamos todos os colaboradores desse grande projeto voltado para a saúde e bem-estar da nossa população”, salienta o gestor.

A assessora técnica da Coordenação de Práticas Corporais e Atividade Física na Atenção Primária em Saúde (APS) do Ministério da saúde, Emilly Marcela Mendes de Souza e a coordenadora de Práticas Corporais e Atividade Física na APS, Laura Iumi Nobre Ota, ambas do Ministério da Saúde, prestigiaram o evento.

Já da coordenação estadual, estiveram presentes a responsável técnica estadual do Programa Academia na Saúde da Coordenadoria de Promoção e Humanização da Saúde- COPHS/SAS/SES-MT, Andressa Fantim Giroldo Pinho; a coordenadora estadual da Promoção e Humanização da Saúde, Rosiene Rosa Pires e a responsável técnica estadual de Alimentação e Nutrição da Coordenadoria de Promoção e Humanização da Saúde, Jane Kátia Vivas Taveira, que parabenizaram o trabalho desenvolvido na cidade. Andressa pontuou que o foco central da Academia da Saúde é trabalhar com ações de promoção da saúde e prevenção de doenças.

Vice-prefeito do Município, Acacio Ambrosini, falou da satisfação em celebrar os 15 anos da Academia em Sorriso. Para a secretária da Mulher e da Família, Mara Fernandes, o evento celebra o cuidado que Sorriso tem com a saúde de sua população. A Academia local, vale ressaltar, foi instalada em 2016 e desde então oferta à comunidade vários projetos voltados ao cuidado e bem-estar.

Conforme o coordenador da Academia local, o educador físico, João Ricardo de Oliveira, “o sucesso obtido em Sorriso é um conjunto do trabalho desenvolvido em parceria por todas as equipes da Saúde e a população que abraçou essa ideia”.

Uma das alunas da Academia, Raimunda Ferreira de Lima, destacou que não perde a aula por nada. “Quando comecei estava praticamente deficiente, impossibilitada de andar, hoje estou aqui maravilhosa”, disse. Já Maria Vergínia contou que integra o grupo local desde o início das atividades, na época com o professor Thiago Paulino. “E continuo aqui até hoje porque me faz muito bem”, detalha.

A programação que foi realizada no próprio espaço da Academia da Saúde na rua Iraí, n.º 900, Bairro Industrial contou com um circuito com as atividades desenvolvidas pelos profissionais sorrisenses.

Em Sorriso, as atividades propostas contemplam pessoas de diferentes idades e necessidades. Além das caminhadas orientadas, são oferecidos exercícios funcionais, atividades específicas para idosos, pilates — inclusive para gestantes —, alongamentos, oficinas de postura, ações nutricionais e grupos terapêuticos, como o atendimento a pacientes com chikungunya.

As atividades acontecem em diversos bairros do município, nas unidades de saúde, em espaços comunitários e na própria Academia da Saúde, sempre com acompanhamento de profissionais como educadores físicos, farmacêuticos, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, agentes de saúde, entre outros profissionais.

Todos os serviços são gratuitos e abertos à comunidade. Quem quiser participar ou saber mais sobre horários e locais pode entrar em contato diretamente com a Academia da Saúde pelo telefone (66) 3545-8049.

Além dos coordenadores do Ministério da Saúde, da equipe estadual e dos sorrisenses, a diretora do Escritório Regional de saúde de Sinop, Elaine Alves Silva, e os técnicos da Atenção Primária à Saúde, Anisângela Campos, Carlos Urbiné Silva, Marinês dos Passos Tibola e Kátia da Silva Rocha se fizeram presentes.

Os 15 anos

O encontro no Município celebrou os 15 anos do Programa Academia da Saúde (PAS). Lançado em 2011 e redefinido em 2013, o programa é uma estratégia de promoção da saúde e produção do cuidado que funciona com a implantação de espaços públicos conhecidos como polos onde são ofertadas práticas de atividades físicas para população. Esses polos fazem parte da rede de Atenção Primária à Saúde e são dotados de infraestrutura, equipamentos e profissionais qualificados.

A ideia do programa surgiu inspirada em algumas iniciativas que vinham sendo desenvolvidas em diversos municípios como Recife/PE, Curitiba/PR, Vitória/ES, Aracaju/SE e Belo Horizonte/MG. Essas experiências locais tinham em comum a prática da atividade física e outras ações de promoção da saúde, a presença de profissionais orientadores, o uso e a potencialização de espaços públicos como espaços de inclusão, de participação, de lazer e de promoção da cultura da paz, além de serem custeadas e mantidas pelo poder público.

A avaliação positiva dessas experiências reforçou a ideia do fortalecimento de iniciativas semelhantes em todo o país na forma de um programa nacional no âmbito do Sistema Único de Saúde.

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Projeto “Construindo Bases para a Resiliência Ecológica” é apresentado aos produtores do Jonas Pinheiro

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Absorver impactos, adaptar-se a mudanças e recuperar suas funções e estruturas essenciais após sofrer perturbações, sejam elas climáticas, incêndios ou causadas pela ação humana. Esse é o conceito central de resiliência ecológica. E, exatamente esse conceito dá o norte ao projeto apresentado nesta manhã, 03 de junho, para os agricultores do Assentamento Jonas Pinheiro. Em andamento na Escola Matilde Luiza Zanatta Gomes, o Construindo Bases para a Resiliência Ecológica dos Agricultores Familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro, tem como principal a recuperação ambiental de área degradada na comunidade.

Quem falou sobre o projeto para os agricultores foi a professora Ilzeny Rodrigues, responsável pelo Construindo Bases. Ilzeny contou com o apoio do secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Clóvis Picolo Filho e de toda a equipe da pasta, além do apoio da equipe da Escola Matilde e da Secretaria de Educação (Semel).

Clóvis frisa que há um grande passivo ambiental no Assentamento e o mote do projeto é justamente recuperar essas áreas degradadas com o plantio de espécies nativas. Serão distribuídas cerca de 25 mil mudas. “Recuperar essas áreas é essencial para que os produtores possam regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dessas propriedades, bem como ampliar a produção e venda dos produtos da agricultura familiar”, detalha.

Para o agricultor Márcio Manoel da Silva, um dos fundadores do Jonas Pinheiro e da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Celeste (Coopercel), o Construindo Bases será essencial para a regularização das áreas. “Vai beneficiar toda a comunidade”, diz.

Mas chegar a esse momento não foi uma tarefa fácil.

Tudo começou com o sonho da professora Ilzeny Rodrigues que que há cerca de 10 anos atua na Escola Matilde e almejava ter uma grande estufa na unidade. No percurso desse sonho, ela conheceu Joyce Goblit, então professora de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus de Sorriso que a convidou para participar de uma ação aberta no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que selecionava projetos ambientais.

“Era um sonho meu poder fazer uma grande estufa que contribuísse de alguma forma com a escola e a comunidade em que está inserida”, diz Ilzeny.

Joyce propôs a Ilzeny participar da seleção. Ilzeny, por sua vez, confidenciou que sonhava em ter uma grande estufa. Orientada por Joyce, Ilzeny pesquisou o passivo ambiental do Assentamento e viu ali a oportunidade de mudar o cenário do Jonas Pinheiro. Com o apoio dos moradores do Jonas Pinheiro e da professora Ana Catarina Tibaldi dos Reis, hoje adjunta da Semasa, Ilzeny inscreveu o projeto pela própria associação da escola e teve a grata satisfação em ver que seu trabalho foi um dos nove selecionados no país.

Vencida a etapa de seleção, Ilzeny colocou mãos à obra. O grupo adquiriu sementes de várias espécies nativas como a fava arara, aroeira do campo, louro branco, pinha nativa, jatobá, pinho cuiabano, dentre várias outras.

Com as mudas já crescidas é hora de iniciar a distribuição e recuperar o passivo ambiental do Jonas Pinheiro. “É a oportunidade de todos os assentados regularizar sua situação ambiental; todas as propriedades tem que ter pelo menos 20% de área recuperada; um projeto muito bonito que nos conectou com a nossa terra e a nossa realidade”, se emociona Ilzeny. Para a professora “hoje é um dia muito especial para a nossa Escola e o Assentamento; celebramos esse momento inclusive com a Feira do Produtor, das mulheres do Assentamento aqui na escola”, comemora ela.

Para Clóvis, a recuperação ambiental vai garantir que os agricultores possam regularizar a própria documentação de seus lotes. “Sem essa área recuperada, não há como regularizar o CAR, por exemplo, ou fazer financiamento, por isso esse momento é tão especial”, explica.

Sobre o ISPN

O ISPN é uma organização da sociedade civil que, há mais de 35 anos, atua pelo fortalecimento de meios de vida sustentáveis, com protagonismo comunitário e valorização dos saberes e da sociobiodiversidade. A justiça socioambiental e climática é o horizonte que orienta nossa caminhada.

A história começa em 1990, quando um grupo de pesquisadores decidiu unir esforços para qualificar e documentar suas pesquisas e atuar em defesa do meio ambiente em diálogo com os debates sociais. Dessa iniciativa nasceu o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).

Em 1994, o ISPN foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para coordenar o Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com foco no Cerrado. O SPG apoia projetos de base comunitária em mais de 120 países, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

Essa experiência impulsionou a atuação com projetos ecossociais, que hoje ganham força com o Fundo Ecos, um mecanismo independente de filantropia para a justiça socioambiental.

Em 2013, ampliou a atuação para a Caatinga e, dois anos depois, com apoio do Fundo Amazônia, passamos a apoiar iniciativas também nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.

Desde então, já apoiou mais de mil projetos em diferentes biomas, por meio de uma carteira diversificada de financiadores, com o intuito de qualificar, promover e multiplicar conhecimentos que contribuam para a consolidação de paisagens produtivas ecossociais, garantindo o presente e o futuro das comunidades e da natureza.

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