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Prefeitura divulga alteração no horário do transporte coletivo nos dias 24 e 31

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Na véspera de Natal e Ano Novo (24 e 31 de dezembro), os horários do transporte coletivo serão alterados. Confira:

Linhas 100, 200, 300, 400 e 500 começam a rodar às 4h30 e encerram a última volta às 18h30.

Linhas 210, 310 e 700 começam a rodar à 5h e finalizam o expediente às 19h.

Linha 600 | Distrito de Primavera começa a rodar às 04h45, com viagens partindo às 12h30 e às 16h30 em Sorriso, retornado do Distrito para Sorriso às 05h45, as 13h30 e as 17h30.

Nos dias 25 de dezembro e 1.º de janeiro de 2026, os ônibus não rodam.

Precisa de informações? Mande mensagem, de texto ou de voz, para o Disk Busão, pelo 66 99725 1531.

Mais reforço para o coletivo

A Prefeitura está instalando 10 novos abrigos de ônibus, e realocando outros, tornando mais dinâmico o transporte coletivo no Município.

Os abrigos novos estão sendo instalados nos seguintes locais:

Av. Porto Alegre, fundos da Escola Estadual Mario Spinelli, sentido Centro;

Av. Curitiba, ao lado da Escola Municipal Jardim Amazônia, sentido Centro;

Av. Mario Raiter, próximo ao INSS, sentido Parque Ecológico Municipal Claudino Francio;

Av. Tancredo Neves, em frente ao Park Shopping, sentido Prefeitura;

Av. Porto Alegre, em frente à UPA (sentido CTG)

Área Verde Central, sentido Praça da Juventude serão instalados dois abrigos novos e será retirado um ponto antigo;

Rua Gramado, esquina com Zilda Arns ( Residencial Mario Raiter) – será instalado um abrigo novo e retirado o abrigo antigo.

Na Avenida Porto Alegre, ao lado da UPA, e na Praça da Juventude, serão retirados abrigos antigos, que não tem movimentação de passageiros. Já outros locais passarão a contar com abrigos para o coletivo:

Rua Alencar Bortolanza, ao lado do mercado Filezão;

Rua Graciliano Ramos, entre a Rua Mario Lago e Rua Millôr Fernandes;

Rua Graciliano Ramos, esq. com Rua Euclides da Cunha.

Avenida Jaime Barrichello, no PSF do Bairro Morada do Bosque.

“Queremos entregar 10 novos abrigos agora em 2025, 20 em 2026 e mais 20 em 2027, ampliando assim para quase 140 os abrigos de ônibus”, antecipa o prefeito Alei Fernandes, destacando que a melhoria na infraestrutura do coletivo é fruto do diálogo com o Ministério Público do Estado (MPE).

Relembre

A gratuidade do transporte coletivo foi efetivada por meio da lei 3.677, sancionada no dia 29 de abril. A iniciativa está sendo adotada como um teste, para avaliar a adesão da população à utilização do ônibus em sua rotina, e, futuramente, permitir a concessão do serviço.

Por mês, a Prefeitura gastava cerca de R$ 500 mil, com a locação de ônibus, combustível e o pagamento de condutores. Dados da Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Saneamento (Sintra), apontam que o valor que era recebido com as passagens, em média R$ 85 mil, não supria nem mesmo as despesas com pessoal.

À época, o vice-prefeito Acacio Ambrosini contextualizou a importância da iniciativa. “Ao mesmo tempo que nos deparamos com o baixo retorno com o pagamento das passagens, o que torna inviável uma concessão neste momento, acreditamos que muitas pessoas possam achar caro pagar R$ 3,70 para se deslocar de ônibus, então, pensando no bem maior da comunidade , decidimos propor a gratuidade da tarifa do coletivo, estimulando a adoção desta nova opção, avançando assim em mobilidade e sustentabilidade”.

Com o transporte coletivo rodando com a catraca livre, o uso do busão como opção de transporte mais que dobrou. Em outubro, foram registrados 123.393 giros nas catracas nos ônibus do transporte coletivo municipal. De janeiro a abril, antes de o passe livre ser implantado, as catracas dos ônibus giravam, em média, 48.724 vezes por mês, o que mostra que a adesão ao transporte coletivo aumentou 153%.

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Projeto “Construindo Bases para a Resiliência Ecológica” é apresentado aos produtores do Jonas Pinheiro

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Absorver impactos, adaptar-se a mudanças e recuperar suas funções e estruturas essenciais após sofrer perturbações, sejam elas climáticas, incêndios ou causadas pela ação humana. Esse é o conceito central de resiliência ecológica. E, exatamente esse conceito dá o norte ao projeto apresentado nesta manhã, 03 de junho, para os agricultores do Assentamento Jonas Pinheiro. Em andamento na Escola Matilde Luiza Zanatta Gomes, o Construindo Bases para a Resiliência Ecológica dos Agricultores Familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro, tem como principal a recuperação ambiental de área degradada na comunidade.

Quem falou sobre o projeto para os agricultores foi a professora Ilzeny Rodrigues, responsável pelo Construindo Bases. Ilzeny contou com o apoio do secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Clóvis Picolo Filho e de toda a equipe da pasta, além do apoio da equipe da Escola Matilde e da Secretaria de Educação (Semel).

Clóvis frisa que há um grande passivo ambiental no Assentamento e o mote do projeto é justamente recuperar essas áreas degradadas com o plantio de espécies nativas. Serão distribuídas cerca de 25 mil mudas. “Recuperar essas áreas é essencial para que os produtores possam regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dessas propriedades, bem como ampliar a produção e venda dos produtos da agricultura familiar”, detalha.

Para o agricultor Márcio Manoel da Silva, um dos fundadores do Jonas Pinheiro e da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Celeste (Coopercel), o Construindo Bases será essencial para a regularização das áreas. “Vai beneficiar toda a comunidade”, diz.

Mas chegar a esse momento não foi uma tarefa fácil.

Tudo começou com o sonho da professora Ilzeny Rodrigues que que há cerca de 10 anos atua na Escola Matilde e almejava ter uma grande estufa na unidade. No percurso desse sonho, ela conheceu Joyce Goblit, então professora de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus de Sorriso que a convidou para participar de uma ação aberta no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que selecionava projetos ambientais.

“Era um sonho meu poder fazer uma grande estufa que contribuísse de alguma forma com a escola e a comunidade em que está inserida”, diz Ilzeny.

Joyce propôs a Ilzeny participar da seleção. Ilzeny, por sua vez, confidenciou que sonhava em ter uma grande estufa. Orientada por Joyce, Ilzeny pesquisou o passivo ambiental do Assentamento e viu ali a oportunidade de mudar o cenário do Jonas Pinheiro. Com o apoio dos moradores do Jonas Pinheiro e da professora Ana Catarina Tibaldi dos Reis, hoje adjunta da Semasa, Ilzeny inscreveu o projeto pela própria associação da escola e teve a grata satisfação em ver que seu trabalho foi um dos nove selecionados no país.

Vencida a etapa de seleção, Ilzeny colocou mãos à obra. O grupo adquiriu sementes de várias espécies nativas como a fava arara, aroeira do campo, louro branco, pinha nativa, jatobá, pinho cuiabano, dentre várias outras.

Com as mudas já crescidas é hora de iniciar a distribuição e recuperar o passivo ambiental do Jonas Pinheiro. “É a oportunidade de todos os assentados regularizar sua situação ambiental; todas as propriedades tem que ter pelo menos 20% de área recuperada; um projeto muito bonito que nos conectou com a nossa terra e a nossa realidade”, se emociona Ilzeny. Para a professora “hoje é um dia muito especial para a nossa Escola e o Assentamento; celebramos esse momento inclusive com a Feira do Produtor, das mulheres do Assentamento aqui na escola”, comemora ela.

Para Clóvis, a recuperação ambiental vai garantir que os agricultores possam regularizar a própria documentação de seus lotes. “Sem essa área recuperada, não há como regularizar o CAR, por exemplo, ou fazer financiamento, por isso esse momento é tão especial”, explica.

Sobre o ISPN

O ISPN é uma organização da sociedade civil que, há mais de 35 anos, atua pelo fortalecimento de meios de vida sustentáveis, com protagonismo comunitário e valorização dos saberes e da sociobiodiversidade. A justiça socioambiental e climática é o horizonte que orienta nossa caminhada.

A história começa em 1990, quando um grupo de pesquisadores decidiu unir esforços para qualificar e documentar suas pesquisas e atuar em defesa do meio ambiente em diálogo com os debates sociais. Dessa iniciativa nasceu o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).

Em 1994, o ISPN foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para coordenar o Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com foco no Cerrado. O SPG apoia projetos de base comunitária em mais de 120 países, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

Essa experiência impulsionou a atuação com projetos ecossociais, que hoje ganham força com o Fundo Ecos, um mecanismo independente de filantropia para a justiça socioambiental.

Em 2013, ampliou a atuação para a Caatinga e, dois anos depois, com apoio do Fundo Amazônia, passamos a apoiar iniciativas também nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.

Desde então, já apoiou mais de mil projetos em diferentes biomas, por meio de uma carteira diversificada de financiadores, com o intuito de qualificar, promover e multiplicar conhecimentos que contribuam para a consolidação de paisagens produtivas ecossociais, garantindo o presente e o futuro das comunidades e da natureza.

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