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Prefeitura de Sorriso investe mais de R$1,8 milhão em material escolar

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A Prefeitura de Sorriso, através da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), informa que a entrega dos vales para material escolar destinados a alunos da rede municipal com Cadastro Único atualizado, começa no dia 19 de janeiro.

O benefício será entregue aos pais e responsáveis na forma de um cartão, que deverá ser apresentado nas papelarias credenciadas. Na parte de trás do cartão, há um QR Code com a lista completa das empresas credenciadas para a compra dos materiais escolares.

Os vales deverão ser retirados na SEMED, localizada na avenida Tancredo Neves, nº 124, Centro Sul, das 07h às 11h e das 13h às 17h. Para a retirada, os responsáveis devem apresentar o recibo de atualização do Cadastro Único, que deve ser obtido antecipadamente nos CRAS (Centros de Referência de Assistência Social) de Sorriso:

  • CRAS São José – Av. São Jorge, São José II;
  • CRAS São Domingos – Rua Santa Luzia, São Domingos;
  • CRAS – Praça CEU – Rua Passo Fundo, Industrial 1ª Etapa;
  • CRAS Vitória Régia – Rua Concórdia, bairro Vitória Régia.

Os valores unitários dos kits foram definidos pela gestão municipal conforme a faixa etária:

  • Kit Cemeis: R$ 177,22
  • Kit Pré I e Pré II: R$ 202,62
  • Kit do 1º ao 5º ano: R$ 195,49
  • Kit do 6º ao 9º ano: R$ 168,12

O investimento total para os vales de material escolar ultrapassa R$ 1.813.701,65, beneficiando milhares de estudantes da rede municipal de ensino (cerca de 6 mil). Ao todo, seis papelarias foram credenciadas para o fornecimento dos itens, e equipes de fiscalização da Prefeitura visitaram os estabelecimentos para verificar a qualidade dos materiais que serão oferecidos às famílias.

“Sabemos que ter o que precisa para estudar faz diferença na rotina das famílias e contribui para que as crianças iniciem o ano letivo com dignidade e motivação para estudar”, disse a secretária de Educação, Adriana Reicherdt.

Quanto aos uniformes escolares, a Prefeitura informa que a retirada será realizada diretamente nas unidades escolares a partir do dia 28 de janeiro, data em que ocorre o retorno das aulas da rede municipal. As famílias devem procurar a escola onde o aluno está matriculado, conforme cronograma definido por cada unidade.

Para evitar tumulto, as famílias devem procurar o quanto antes os CRAS listados para manter Cadastro Único atualizado e garantir o acesso aos benefícios.

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Projeto “Construindo Bases para a Resiliência Ecológica” é apresentado aos produtores do Jonas Pinheiro

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Absorver impactos, adaptar-se a mudanças e recuperar suas funções e estruturas essenciais após sofrer perturbações, sejam elas climáticas, incêndios ou causadas pela ação humana. Esse é o conceito central de resiliência ecológica. E, exatamente esse conceito dá o norte ao projeto apresentado nesta manhã, 03 de junho, para os agricultores do Assentamento Jonas Pinheiro. Em andamento na Escola Matilde Luiza Zanatta Gomes, o Construindo Bases para a Resiliência Ecológica dos Agricultores Familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro, tem como principal a recuperação ambiental de área degradada na comunidade.

Quem falou sobre o projeto para os agricultores foi a professora Ilzeny Rodrigues, responsável pelo Construindo Bases. Ilzeny contou com o apoio do secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Clóvis Picolo Filho e de toda a equipe da pasta, além do apoio da equipe da Escola Matilde e da Secretaria de Educação (Semel).

Clóvis frisa que há um grande passivo ambiental no Assentamento e o mote do projeto é justamente recuperar essas áreas degradadas com o plantio de espécies nativas. Serão distribuídas cerca de 25 mil mudas. “Recuperar essas áreas é essencial para que os produtores possam regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dessas propriedades, bem como ampliar a produção e venda dos produtos da agricultura familiar”, detalha.

Para o agricultor Márcio Manoel da Silva, um dos fundadores do Jonas Pinheiro e da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Celeste (Coopercel), o Construindo Bases será essencial para a regularização das áreas. “Vai beneficiar toda a comunidade”, diz.

Mas chegar a esse momento não foi uma tarefa fácil.

Tudo começou com o sonho da professora Ilzeny Rodrigues que que há cerca de 10 anos atua na Escola Matilde e almejava ter uma grande estufa na unidade. No percurso desse sonho, ela conheceu Joyce Goblit, então professora de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus de Sorriso que a convidou para participar de uma ação aberta no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que selecionava projetos ambientais.

“Era um sonho meu poder fazer uma grande estufa que contribuísse de alguma forma com a escola e a comunidade em que está inserida”, diz Ilzeny.

Joyce propôs a Ilzeny participar da seleção. Ilzeny, por sua vez, confidenciou que sonhava em ter uma grande estufa. Orientada por Joyce, Ilzeny pesquisou o passivo ambiental do Assentamento e viu ali a oportunidade de mudar o cenário do Jonas Pinheiro. Com o apoio dos moradores do Jonas Pinheiro e da professora Ana Catarina Tibaldi dos Reis, hoje adjunta da Semasa, Ilzeny inscreveu o projeto pela própria associação da escola e teve a grata satisfação em ver que seu trabalho foi um dos nove selecionados no país.

Vencida a etapa de seleção, Ilzeny colocou mãos à obra. O grupo adquiriu sementes de várias espécies nativas como a fava arara, aroeira do campo, louro branco, pinha nativa, jatobá, pinho cuiabano, dentre várias outras.

Com as mudas já crescidas é hora de iniciar a distribuição e recuperar o passivo ambiental do Jonas Pinheiro. “É a oportunidade de todos os assentados regularizar sua situação ambiental; todas as propriedades tem que ter pelo menos 20% de área recuperada; um projeto muito bonito que nos conectou com a nossa terra e a nossa realidade”, se emociona Ilzeny. Para a professora “hoje é um dia muito especial para a nossa Escola e o Assentamento; celebramos esse momento inclusive com a Feira do Produtor, das mulheres do Assentamento aqui na escola”, comemora ela.

Para Clóvis, a recuperação ambiental vai garantir que os agricultores possam regularizar a própria documentação de seus lotes. “Sem essa área recuperada, não há como regularizar o CAR, por exemplo, ou fazer financiamento, por isso esse momento é tão especial”, explica.

Sobre o ISPN

O ISPN é uma organização da sociedade civil que, há mais de 35 anos, atua pelo fortalecimento de meios de vida sustentáveis, com protagonismo comunitário e valorização dos saberes e da sociobiodiversidade. A justiça socioambiental e climática é o horizonte que orienta nossa caminhada.

A história começa em 1990, quando um grupo de pesquisadores decidiu unir esforços para qualificar e documentar suas pesquisas e atuar em defesa do meio ambiente em diálogo com os debates sociais. Dessa iniciativa nasceu o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).

Em 1994, o ISPN foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para coordenar o Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com foco no Cerrado. O SPG apoia projetos de base comunitária em mais de 120 países, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

Essa experiência impulsionou a atuação com projetos ecossociais, que hoje ganham força com o Fundo Ecos, um mecanismo independente de filantropia para a justiça socioambiental.

Em 2013, ampliou a atuação para a Caatinga e, dois anos depois, com apoio do Fundo Amazônia, passamos a apoiar iniciativas também nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.

Desde então, já apoiou mais de mil projetos em diferentes biomas, por meio de uma carteira diversificada de financiadores, com o intuito de qualificar, promover e multiplicar conhecimentos que contribuam para a consolidação de paisagens produtivas ecossociais, garantindo o presente e o futuro das comunidades e da natureza.

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