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Neste primeiro trimestre, unidades do Ganha Tempo registram quase 42 mil atendimentos

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Ganha Tempo Central e Ganha Tempo Zona Leste abrem de segunda a sexta, das 7h às 17h

Juntas, as duas unidades do Ganha Tempo, promoveram 41,7 mil atendimentos de janeiro a março. Ao todo, a média é de 681 atendimentos por dia, sendo 499 na unidade central e 182 na Zona Leste. No ano passado, as duas unidades somaram 135 mil serviços.

Central

Nos primeiros três meses deste ano, o Ganha Tempo Central promoveu quase 30,5 mil atendimentos, mantendo uma média de quase 500 atendimentos por dia. Março foi o líder do trimestre, com 10,8 mil atendimentos. a segunda posição ficou para janeiro, com 10,5 mil atendimentos. O terceiro lugar foi para o mês de fevereiro, com pouco mais de 9 mil registros.

“No acumulado deste trimestre, o serviço líder de demanda foi o Sistema Nacional de Emprego, o Sine, com 8 mil atendimentos, na sequência, a emissão e entrega do documento de identidade, com 7,8 mil atendimentos; seguido pelo Detran, com 7,5 mil serviços”, lista o coordenador do Ganha Tempo Central, Celso Kozak.

Zona Leste

Já a unidade Zona Leste realizou, de janeiro a março, mais de 11 mil atendimentos. “Para ser exato, foram 11.317 atendimentos”, destaca o coordenador da unidade, Enivaldo Golmini, listando que março foi o recordista do trimestre, com 4044 serviços. A segunda colocação fica com janeiro, com 564 atendimentos e o bronze fica com fevereiro, com 420 atendimentos.

Os serviços com maior demanda foram os da Agência Comunitária dos Correios, a emissão (e retirada) da carteira de identidade, o Sistema Nacional de Emprego (Sine) e o posto do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).

Localização e funcionamento

O Ganha Tempo Zona Leste está localizado na Rua Panambi, nº 350, no bairro Industrial 1ª Etapa, e pode ser acionado pelo 3545 4740. Já o Ganha Tempo Central fica na esquina das ruas Cartola e Mato Grosso, próximo à Praça da Juventude. O telefone para contato é o 3545 4750.

Ambas as unidades funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h, reunindo diversos serviços como emissão de documentos, acesso a vagas de emprego, atendimento do Procon, entre outros, garantindo mais agilidade e praticidade à população.

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Projeto “Construindo Bases para a Resiliência Ecológica” é apresentado aos produtores do Jonas Pinheiro

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Absorver impactos, adaptar-se a mudanças e recuperar suas funções e estruturas essenciais após sofrer perturbações, sejam elas climáticas, incêndios ou causadas pela ação humana. Esse é o conceito central de resiliência ecológica. E, exatamente esse conceito dá o norte ao projeto apresentado nesta manhã, 03 de junho, para os agricultores do Assentamento Jonas Pinheiro. Em andamento na Escola Matilde Luiza Zanatta Gomes, o Construindo Bases para a Resiliência Ecológica dos Agricultores Familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro, tem como principal a recuperação ambiental de área degradada na comunidade.

Quem falou sobre o projeto para os agricultores foi a professora Ilzeny Rodrigues, responsável pelo Construindo Bases. Ilzeny contou com o apoio do secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Clóvis Picolo Filho e de toda a equipe da pasta, além do apoio da equipe da Escola Matilde e da Secretaria de Educação (Semel).

Clóvis frisa que há um grande passivo ambiental no Assentamento e o mote do projeto é justamente recuperar essas áreas degradadas com o plantio de espécies nativas. Serão distribuídas cerca de 25 mil mudas. “Recuperar essas áreas é essencial para que os produtores possam regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dessas propriedades, bem como ampliar a produção e venda dos produtos da agricultura familiar”, detalha.

Para o agricultor Márcio Manoel da Silva, um dos fundadores do Jonas Pinheiro e da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Celeste (Coopercel), o Construindo Bases será essencial para a regularização das áreas. “Vai beneficiar toda a comunidade”, diz.

Mas chegar a esse momento não foi uma tarefa fácil.

Tudo começou com o sonho da professora Ilzeny Rodrigues que que há cerca de 10 anos atua na Escola Matilde e almejava ter uma grande estufa na unidade. No percurso desse sonho, ela conheceu Joyce Goblit, então professora de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus de Sorriso que a convidou para participar de uma ação aberta no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que selecionava projetos ambientais.

“Era um sonho meu poder fazer uma grande estufa que contribuísse de alguma forma com a escola e a comunidade em que está inserida”, diz Ilzeny.

Joyce propôs a Ilzeny participar da seleção. Ilzeny, por sua vez, confidenciou que sonhava em ter uma grande estufa. Orientada por Joyce, Ilzeny pesquisou o passivo ambiental do Assentamento e viu ali a oportunidade de mudar o cenário do Jonas Pinheiro. Com o apoio dos moradores do Jonas Pinheiro e da professora Ana Catarina Tibaldi dos Reis, hoje adjunta da Semasa, Ilzeny inscreveu o projeto pela própria associação da escola e teve a grata satisfação em ver que seu trabalho foi um dos nove selecionados no país.

Vencida a etapa de seleção, Ilzeny colocou mãos à obra. O grupo adquiriu sementes de várias espécies nativas como a fava arara, aroeira do campo, louro branco, pinha nativa, jatobá, pinho cuiabano, dentre várias outras.

Com as mudas já crescidas é hora de iniciar a distribuição e recuperar o passivo ambiental do Jonas Pinheiro. “É a oportunidade de todos os assentados regularizar sua situação ambiental; todas as propriedades tem que ter pelo menos 20% de área recuperada; um projeto muito bonito que nos conectou com a nossa terra e a nossa realidade”, se emociona Ilzeny. Para a professora “hoje é um dia muito especial para a nossa Escola e o Assentamento; celebramos esse momento inclusive com a Feira do Produtor, das mulheres do Assentamento aqui na escola”, comemora ela.

Para Clóvis, a recuperação ambiental vai garantir que os agricultores possam regularizar a própria documentação de seus lotes. “Sem essa área recuperada, não há como regularizar o CAR, por exemplo, ou fazer financiamento, por isso esse momento é tão especial”, explica.

Sobre o ISPN

O ISPN é uma organização da sociedade civil que, há mais de 35 anos, atua pelo fortalecimento de meios de vida sustentáveis, com protagonismo comunitário e valorização dos saberes e da sociobiodiversidade. A justiça socioambiental e climática é o horizonte que orienta nossa caminhada.

A história começa em 1990, quando um grupo de pesquisadores decidiu unir esforços para qualificar e documentar suas pesquisas e atuar em defesa do meio ambiente em diálogo com os debates sociais. Dessa iniciativa nasceu o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).

Em 1994, o ISPN foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para coordenar o Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com foco no Cerrado. O SPG apoia projetos de base comunitária em mais de 120 países, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

Essa experiência impulsionou a atuação com projetos ecossociais, que hoje ganham força com o Fundo Ecos, um mecanismo independente de filantropia para a justiça socioambiental.

Em 2013, ampliou a atuação para a Caatinga e, dois anos depois, com apoio do Fundo Amazônia, passamos a apoiar iniciativas também nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.

Desde então, já apoiou mais de mil projetos em diferentes biomas, por meio de uma carteira diversificada de financiadores, com o intuito de qualificar, promover e multiplicar conhecimentos que contribuam para a consolidação de paisagens produtivas ecossociais, garantindo o presente e o futuro das comunidades e da natureza.

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