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Junto ao titular da Sintra, prefeito apresenta o planejamento de obras até 2027

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“Uma oportunidade para podermos dialogar, avançar e, juntos, somar forças para melhorar a infraestrutura e a mobilidade de Sorriso, tanto no campo, quanto na cidade”, declarou o prefeito Alei Fernandes sobre a reunião realizada na manhã de terça-feira (24 de março), na sede da Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Saneamento (Sintra), para apresentar, aos vereadores, o planejamento da pasta para este e o próximo ano.

Para o titular da Sintra, Milton Geller, poder conversar com os vereadores sobre as obras em andamento, bem como sobre as que ainda estão em fase de projeção, é de fundamental importância para o Município. “O vereador é peça-chave para a democracia, pois é ele que ajuda a trazer as demandas da população, acompanha e fiscaliza nosso trabalho, portanto, abrir as portas para recebe-los é muito mais que uma obrigação, é uma alegria, pois assim podemos ter reforço para buscar recursos, firmar parcerias e conseguir tirar do papel muitos projetos estruturantes para Sorriso”.

Durante a reunião, Geller pode apresentar ao grupo de edis o que já foi executado em 2025, o que está sendo feito este ano e o que deve ser trabalhado em 2027.

Os investimentos devem superar R$ 120 milhões em recursos próprios. Além deste montante, também é estimada a utilização de R$ 29 milhões por meio de parcerias público-privadas e quase R$ 98 milhões em ações junto ao Governo do Estado.

Para este intervalo de tempo, estão em execução e “no forno” duas dezenas de ações, com foco, principalmente, em modernizar a drenagem e trazer mais fluidez ao tráfego, criando rotas alternativas com vistas a melhorar a mobilidade e ofertar mais segurança a quem trafega pelo Município.

Entre as ações que já estão sendo realizadas, a interligação da Avenida Noêmia Dalmolin à MT-560, a impermeabilização do Parque Municipal Vila Bela – Ângelo Vigolo | Lago da Zona Leste, e a construção de estacionamento na Área Verde Central. A instalação de infraestrutura no Parque Tecnológico Luiz Girolleti também deve se concretizar em breve.

As ações devem ser realizadas tanto com equipes “prata da casa” quanto por empresas terceirizadas, de forma a dinamizar o processo e permitir a atuação em diversas frentes.

Devem ser iniciadas ainda neste ano as obras de pavimentação e drenagem da Rua Ayrton Senna, e, em outro ponto da cidade, também a pavimentação e a drenagem de todo o estacionamento da Arena Sorriso.

Estão em fase de licitação as obras de pavimentação e drenagem do estacionamento no entorno do Paço Municipal; e a drenagem das ruas Maranhão e Palmares, no trecho compreendido entre os bairros São Mateus, São Domingos e Boa Esperança I e II.

Para facilitar o trabalho das equipes, dinamizar processos e economizar recursos, também deve se tornar realidade uma base de abastecimento de combustível na Sintra.

“Temos também projetos para melhorar vários pontos da cidade, trazendo bem-estar à nossa população e tornando nossa cidade cada vez melhor para se investir, desenvolver e, o mais importante, boa para se viver”, complementou o prefeito.

Entre as ações que estão sendo projetadas, está a revitalização da fachada, muros e construção de calçadas no Cemitério Municipal José Maria Pinheiro de Oliveira.

Também nesta lista de projeções, a extensão da Avenida Jaime Barrichello, na Zona Leste; e, em outro extremo, na Zona Oeste, o prolongamento em mais quatro quilômetros, da Natalino João Brescansin. A dinamização do trânsito também deve aumentar com a extensão da Avenida Curitiba aos fundos do Rota do Sol, de forma a interligá-la à BR-163; bem como a pavimentação e drenagem da Lupicínio Rodrigues, permitindo sua interligação à Rua Sebastiana Muller Pimentel.

Outro ponto que está na mira para garantir mais fluidez ao tráfego, mas somente para 2027, é a interligação das avenidas Rio Grande do Sul e João Batista Francio.

Para trazer mais conforto e segurança a quem vai e vem pelas estradas vicinais, estão em projeto a pavimentação de trechos em várias regiões, como a Vale do Verde (19,5 quilômetros), a Bedin-Jatobá (26,5 quilômetros), a Camicia (6,3 quilômetros) e a construção de uma ponte de concreto sobre o Rio Celeste, na Estrada Pau Oco.

Melhorar a drenagem, principalmente do eixo central, continua como prioridade para a Prefeitura, tanto que está sendo projetada a substituição da drenagem da Tancredo Neves, utilizando Polietileno de Alta Densidade (PEAD) e fazendo sua extensão até o Córrego Central.

“São ações já apresentadas em nosso Plano Plurianual, demandadas por nossa população e necessárias para que possamos seguir nos trilhos do desenvolvimento sustentável”, pontua Milton, lembrando que a Sintra segue à disposição, não apenas dos vereadores, mas de toda a população de Sorriso.

“Além de todo este planejamento, seguimos também com as ações de manutenção de nossa cidade e nossas estradas”, ratificou o gestor, acrescentando para entrar em contato diretamente com a pasta é possível acionar, via Whats App, o 66 9690 1823.

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Projeto “Construindo Bases para a Resiliência Ecológica” é apresentado aos produtores do Jonas Pinheiro

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Absorver impactos, adaptar-se a mudanças e recuperar suas funções e estruturas essenciais após sofrer perturbações, sejam elas climáticas, incêndios ou causadas pela ação humana. Esse é o conceito central de resiliência ecológica. E, exatamente esse conceito dá o norte ao projeto apresentado nesta manhã, 03 de junho, para os agricultores do Assentamento Jonas Pinheiro. Em andamento na Escola Matilde Luiza Zanatta Gomes, o Construindo Bases para a Resiliência Ecológica dos Agricultores Familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro, tem como principal a recuperação ambiental de área degradada na comunidade.

Quem falou sobre o projeto para os agricultores foi a professora Ilzeny Rodrigues, responsável pelo Construindo Bases. Ilzeny contou com o apoio do secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Clóvis Picolo Filho e de toda a equipe da pasta, além do apoio da equipe da Escola Matilde e da Secretaria de Educação (Semel).

Clóvis frisa que há um grande passivo ambiental no Assentamento e o mote do projeto é justamente recuperar essas áreas degradadas com o plantio de espécies nativas. Serão distribuídas cerca de 25 mil mudas. “Recuperar essas áreas é essencial para que os produtores possam regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dessas propriedades, bem como ampliar a produção e venda dos produtos da agricultura familiar”, detalha.

Para o agricultor Márcio Manoel da Silva, um dos fundadores do Jonas Pinheiro e da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Celeste (Coopercel), o Construindo Bases será essencial para a regularização das áreas. “Vai beneficiar toda a comunidade”, diz.

Mas chegar a esse momento não foi uma tarefa fácil.

Tudo começou com o sonho da professora Ilzeny Rodrigues que que há cerca de 10 anos atua na Escola Matilde e almejava ter uma grande estufa na unidade. No percurso desse sonho, ela conheceu Joyce Goblit, então professora de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus de Sorriso que a convidou para participar de uma ação aberta no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que selecionava projetos ambientais.

“Era um sonho meu poder fazer uma grande estufa que contribuísse de alguma forma com a escola e a comunidade em que está inserida”, diz Ilzeny.

Joyce propôs a Ilzeny participar da seleção. Ilzeny, por sua vez, confidenciou que sonhava em ter uma grande estufa. Orientada por Joyce, Ilzeny pesquisou o passivo ambiental do Assentamento e viu ali a oportunidade de mudar o cenário do Jonas Pinheiro. Com o apoio dos moradores do Jonas Pinheiro e da professora Ana Catarina Tibaldi dos Reis, hoje adjunta da Semasa, Ilzeny inscreveu o projeto pela própria associação da escola e teve a grata satisfação em ver que seu trabalho foi um dos nove selecionados no país.

Vencida a etapa de seleção, Ilzeny colocou mãos à obra. O grupo adquiriu sementes de várias espécies nativas como a fava arara, aroeira do campo, louro branco, pinha nativa, jatobá, pinho cuiabano, dentre várias outras.

Com as mudas já crescidas é hora de iniciar a distribuição e recuperar o passivo ambiental do Jonas Pinheiro. “É a oportunidade de todos os assentados regularizar sua situação ambiental; todas as propriedades tem que ter pelo menos 20% de área recuperada; um projeto muito bonito que nos conectou com a nossa terra e a nossa realidade”, se emociona Ilzeny. Para a professora “hoje é um dia muito especial para a nossa Escola e o Assentamento; celebramos esse momento inclusive com a Feira do Produtor, das mulheres do Assentamento aqui na escola”, comemora ela.

Para Clóvis, a recuperação ambiental vai garantir que os agricultores possam regularizar a própria documentação de seus lotes. “Sem essa área recuperada, não há como regularizar o CAR, por exemplo, ou fazer financiamento, por isso esse momento é tão especial”, explica.

Sobre o ISPN

O ISPN é uma organização da sociedade civil que, há mais de 35 anos, atua pelo fortalecimento de meios de vida sustentáveis, com protagonismo comunitário e valorização dos saberes e da sociobiodiversidade. A justiça socioambiental e climática é o horizonte que orienta nossa caminhada.

A história começa em 1990, quando um grupo de pesquisadores decidiu unir esforços para qualificar e documentar suas pesquisas e atuar em defesa do meio ambiente em diálogo com os debates sociais. Dessa iniciativa nasceu o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).

Em 1994, o ISPN foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para coordenar o Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com foco no Cerrado. O SPG apoia projetos de base comunitária em mais de 120 países, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

Essa experiência impulsionou a atuação com projetos ecossociais, que hoje ganham força com o Fundo Ecos, um mecanismo independente de filantropia para a justiça socioambiental.

Em 2013, ampliou a atuação para a Caatinga e, dois anos depois, com apoio do Fundo Amazônia, passamos a apoiar iniciativas também nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.

Desde então, já apoiou mais de mil projetos em diferentes biomas, por meio de uma carteira diversificada de financiadores, com o intuito de qualificar, promover e multiplicar conhecimentos que contribuam para a consolidação de paisagens produtivas ecossociais, garantindo o presente e o futuro das comunidades e da natureza.

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