Sorriso
Com auxílio da comunidade, Armazém Social realiza sonho de Natal
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O Armazém Social tem seu trabalho centrado na solidariedade. Mesmo conceito pregado com o espirito natalino de cuidado e empatia com o outro. E foi por meio da solidariedade que o sonho do pequeno Nicolas, de 8 anos, tornou-se realidade no último domingo, 14.
Dentre os vários pedidos recebidos pelas equipes do CRAS estava o de Nicolas: ele queria uma televisão para se distrair. Pedido recebido, a equipe da Secretaria da Mulher e da Família (Semfa) imediatamente soube como realizar o sonho: há poucos dias uma família deixou um aparelho de televisão no Armazém Social para que fosse doado a quem precisasse. E no domingo o bom velhinho fez o “frete” para a casa de Nicolas que adorou o presente.
“Esse é o verdadeiro espirito do Natal e do Armazém”, pontua a primeira-dama e gestora da pasta da Mulher e da Família, Mara Fernandes. “A função do Armazém é justamente receber esses itens, avaliar os pedidos e encaminhar cada item recebido de acordo com a necessidade de quem nos procura. Mas só conseguimos fazer isso com o apoio da nossa população. O conceito central é a solidariedade, a empatia, a capacidade de colocar-se no lugar do outro e colaborar de alguma maneira”, ressalta.
Mara lembra que o Armazém recebe doações de materiais de construção, móveis, eletrodomésticos, roupas, calçados, brinquedos, materiais escolares, colchões, itens de higiene pessoal e materiais de limpeza. Todos esses itens são bem-vindos ao espaço que funciona como uma central de recepção, triagem e armazenamento da rede do bem.
Vale sempre lembrar que qualquer pessoa que tiver sobras de materiais, troca de móveis ou de eletros em perfeitas condições poderá doar e dessa forma poderemos aumentar a rede do bem. “O que sobrou na construção da sua casa poderá moldar o sonho da casa própria ou da reforma da casa de outra pessoa; da mesma forma com a roupa, o calçado, o material escolar, nossa equipe está pronta para receber as doações, fazer a triagem e destinar para quem precisa”, explica Mara.
A secretária detalha que o Armazém atende famílias em situação de vulnerabilidade social, incluindo as cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); famílias atendidas pela Semfa e instituições de acolhimento e demais situações de vulnerabilidade.
Como doar
Para quem quiser doar e contribuir com um Natal e dia a dia melhor para outros sorrisenses, o caminho é fácil: basta deixar a doação na Casa Aconchego na Avenida Curitiba, n.º 3445; ou ainda no próprio Armazém localizado na Rua Santa Luzia, nº 230, Bairro São Domingos. Já para quem tem algo para doar, mas não tem como levar a um dos pontos de arrecadação, basta scanear o QR-code (abaixo na galeria de fotos) e chamar a equipe do Armazém que realiza a coleta domiciliar dos objetos.
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Projeto “Construindo Bases para a Resiliência Ecológica” é apresentado aos produtores do Jonas Pinheiro
Absorver impactos, adaptar-se a mudanças e recuperar suas funções e estruturas essenciais após sofrer perturbações, sejam elas climáticas, incêndios ou causadas pela ação humana. Esse é o conceito central de resiliência ecológica. E, exatamente esse conceito dá o norte ao projeto apresentado nesta manhã, 03 de junho, para os agricultores do Assentamento Jonas Pinheiro. Em andamento na Escola Matilde Luiza Zanatta Gomes, o Construindo Bases para a Resiliência Ecológica dos Agricultores Familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro, tem como principal a recuperação ambiental de área degradada na comunidade.
Quem falou sobre o projeto para os agricultores foi a professora Ilzeny Rodrigues, responsável pelo Construindo Bases. Ilzeny contou com o apoio do secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Clóvis Picolo Filho e de toda a equipe da pasta, além do apoio da equipe da Escola Matilde e da Secretaria de Educação (Semel).
Clóvis frisa que há um grande passivo ambiental no Assentamento e o mote do projeto é justamente recuperar essas áreas degradadas com o plantio de espécies nativas. Serão distribuídas cerca de 25 mil mudas. “Recuperar essas áreas é essencial para que os produtores possam regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dessas propriedades, bem como ampliar a produção e venda dos produtos da agricultura familiar”, detalha.
Para o agricultor Márcio Manoel da Silva, um dos fundadores do Jonas Pinheiro e da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Celeste (Coopercel), o Construindo Bases será essencial para a regularização das áreas. “Vai beneficiar toda a comunidade”, diz.
Mas chegar a esse momento não foi uma tarefa fácil.
Tudo começou com o sonho da professora Ilzeny Rodrigues que que há cerca de 10 anos atua na Escola Matilde e almejava ter uma grande estufa na unidade. No percurso desse sonho, ela conheceu Joyce Goblit, então professora de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus de Sorriso que a convidou para participar de uma ação aberta no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que selecionava projetos ambientais.
“Era um sonho meu poder fazer uma grande estufa que contribuísse de alguma forma com a escola e a comunidade em que está inserida”, diz Ilzeny.
Joyce propôs a Ilzeny participar da seleção. Ilzeny, por sua vez, confidenciou que sonhava em ter uma grande estufa. Orientada por Joyce, Ilzeny pesquisou o passivo ambiental do Assentamento e viu ali a oportunidade de mudar o cenário do Jonas Pinheiro. Com o apoio dos moradores do Jonas Pinheiro e da professora Ana Catarina Tibaldi dos Reis, hoje adjunta da Semasa, Ilzeny inscreveu o projeto pela própria associação da escola e teve a grata satisfação em ver que seu trabalho foi um dos nove selecionados no país.
Vencida a etapa de seleção, Ilzeny colocou mãos à obra. O grupo adquiriu sementes de várias espécies nativas como a fava arara, aroeira do campo, louro branco, pinha nativa, jatobá, pinho cuiabano, dentre várias outras.
Com as mudas já crescidas é hora de iniciar a distribuição e recuperar o passivo ambiental do Jonas Pinheiro. “É a oportunidade de todos os assentados regularizar sua situação ambiental; todas as propriedades tem que ter pelo menos 20% de área recuperada; um projeto muito bonito que nos conectou com a nossa terra e a nossa realidade”, se emociona Ilzeny. Para a professora “hoje é um dia muito especial para a nossa Escola e o Assentamento; celebramos esse momento inclusive com a Feira do Produtor, das mulheres do Assentamento aqui na escola”, comemora ela.
Para Clóvis, a recuperação ambiental vai garantir que os agricultores possam regularizar a própria documentação de seus lotes. “Sem essa área recuperada, não há como regularizar o CAR, por exemplo, ou fazer financiamento, por isso esse momento é tão especial”, explica.
Sobre o ISPN
O ISPN é uma organização da sociedade civil que, há mais de 35 anos, atua pelo fortalecimento de meios de vida sustentáveis, com protagonismo comunitário e valorização dos saberes e da sociobiodiversidade. A justiça socioambiental e climática é o horizonte que orienta nossa caminhada.
A história começa em 1990, quando um grupo de pesquisadores decidiu unir esforços para qualificar e documentar suas pesquisas e atuar em defesa do meio ambiente em diálogo com os debates sociais. Dessa iniciativa nasceu o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).
Em 1994, o ISPN foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para coordenar o Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com foco no Cerrado. O SPG apoia projetos de base comunitária em mais de 120 países, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).
Essa experiência impulsionou a atuação com projetos ecossociais, que hoje ganham força com o Fundo Ecos, um mecanismo independente de filantropia para a justiça socioambiental.
Em 2013, ampliou a atuação para a Caatinga e, dois anos depois, com apoio do Fundo Amazônia, passamos a apoiar iniciativas também nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.
Desde então, já apoiou mais de mil projetos em diferentes biomas, por meio de uma carteira diversificada de financiadores, com o intuito de qualificar, promover e multiplicar conhecimentos que contribuam para a consolidação de paisagens produtivas ecossociais, garantindo o presente e o futuro das comunidades e da natureza.
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