Sorriso
CCPI promove a 18.ª edição das Olimpíadas da Pessoa Idosa
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Começa na segunda-feira (17 de novembro), a 18.ª edição das Olímpiadas da Pessoa Idosa. Às 18h, os idosos que disputarão os jogos participam da Caminhada da Alegria, simbolizando assim a Volta Olímpica, no Ginásio Domingão. Às 19h, será feita a abertura oficial do evento esportivo, e, na sequência, entram em quadra os atletas do vôlei adaptado.
Além desta modalidade, que será disputada no Ginásio Domingão, serão promovidas outras competições até o dia 28 de novembro, no Centro de Convivência da Pessoa Idosa. “Tradicionalmente, a volta olímpica é dada sempre após uma competição, celebrando a vitória, no entanto, optamos por abrir a Olimpíada com a nossa Caminhada da Alegria para evidenciar a importância deste momento, quando os idosos poderão mostrar seus talentos, suas habilidades e, o mais importante, viverem momentos de muita integração, alegria, diversão e competição saudável”, explica a coordenadora do Centro de Convivência da Pessoa Idosa (CCPI), Silvana Milan.
Cerca de 250 atletas “master” disputaram animadas partidas de biribol, canastra, três sete, bocha, bolãozinho, sinuca, dança de salão, dominó e resta um. Em todas as modalidades, os participantes da Olimpíada terão o acompanhamento de educadores físicos e toda equipe do CCPI. Depois da abertura com o vôlei adaptado, os jogos recomeçam na terça-feira (18 de novembro) e seguem até dia 28, sempre no período da tarde. As disputas do vôlei adaptado serão no Ginásio Domingão e as demais modalidades, no CCPI.
O encerramento das Olimpíadas, no dia 28, com a dança de salão, entrega de medalhas e a tradicional matinê. A secretária de Assistência Social de Sorriso, Daniela Marsola Stel lembra que a torcida é muito importante. “Com certeza a participação da família e dos amigos para torcer por nossos atletas fará a diferença e tornará ainda mais especial estes momentos”, convida, enaltecendo a participação dos representantes do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (Comdipi) neste processo. “A participação do conselho é fundamental, pois ajuda não somente a consolidar os direitos da pessoa idosa, como estimular a promoção da saúde dos nossos idosos, tanto no aspecto físico quanto no aspecto emocional”, completa.
Sorriso
Projeto “Construindo Bases para a Resiliência Ecológica” é apresentado aos produtores do Jonas Pinheiro
Absorver impactos, adaptar-se a mudanças e recuperar suas funções e estruturas essenciais após sofrer perturbações, sejam elas climáticas, incêndios ou causadas pela ação humana. Esse é o conceito central de resiliência ecológica. E, exatamente esse conceito dá o norte ao projeto apresentado nesta manhã, 03 de junho, para os agricultores do Assentamento Jonas Pinheiro. Em andamento na Escola Matilde Luiza Zanatta Gomes, o Construindo Bases para a Resiliência Ecológica dos Agricultores Familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro, tem como principal a recuperação ambiental de área degradada na comunidade.
Quem falou sobre o projeto para os agricultores foi a professora Ilzeny Rodrigues, responsável pelo Construindo Bases. Ilzeny contou com o apoio do secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Clóvis Picolo Filho e de toda a equipe da pasta, além do apoio da equipe da Escola Matilde e da Secretaria de Educação (Semel).
Clóvis frisa que há um grande passivo ambiental no Assentamento e o mote do projeto é justamente recuperar essas áreas degradadas com o plantio de espécies nativas. Serão distribuídas cerca de 25 mil mudas. “Recuperar essas áreas é essencial para que os produtores possam regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dessas propriedades, bem como ampliar a produção e venda dos produtos da agricultura familiar”, detalha.
Para o agricultor Márcio Manoel da Silva, um dos fundadores do Jonas Pinheiro e da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Celeste (Coopercel), o Construindo Bases será essencial para a regularização das áreas. “Vai beneficiar toda a comunidade”, diz.
Mas chegar a esse momento não foi uma tarefa fácil.
Tudo começou com o sonho da professora Ilzeny Rodrigues que que há cerca de 10 anos atua na Escola Matilde e almejava ter uma grande estufa na unidade. No percurso desse sonho, ela conheceu Joyce Goblit, então professora de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus de Sorriso que a convidou para participar de uma ação aberta no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que selecionava projetos ambientais.
“Era um sonho meu poder fazer uma grande estufa que contribuísse de alguma forma com a escola e a comunidade em que está inserida”, diz Ilzeny.
Joyce propôs a Ilzeny participar da seleção. Ilzeny, por sua vez, confidenciou que sonhava em ter uma grande estufa. Orientada por Joyce, Ilzeny pesquisou o passivo ambiental do Assentamento e viu ali a oportunidade de mudar o cenário do Jonas Pinheiro. Com o apoio dos moradores do Jonas Pinheiro e da professora Ana Catarina Tibaldi dos Reis, hoje adjunta da Semasa, Ilzeny inscreveu o projeto pela própria associação da escola e teve a grata satisfação em ver que seu trabalho foi um dos nove selecionados no país.
Vencida a etapa de seleção, Ilzeny colocou mãos à obra. O grupo adquiriu sementes de várias espécies nativas como a fava arara, aroeira do campo, louro branco, pinha nativa, jatobá, pinho cuiabano, dentre várias outras.
Com as mudas já crescidas é hora de iniciar a distribuição e recuperar o passivo ambiental do Jonas Pinheiro. “É a oportunidade de todos os assentados regularizar sua situação ambiental; todas as propriedades tem que ter pelo menos 20% de área recuperada; um projeto muito bonito que nos conectou com a nossa terra e a nossa realidade”, se emociona Ilzeny. Para a professora “hoje é um dia muito especial para a nossa Escola e o Assentamento; celebramos esse momento inclusive com a Feira do Produtor, das mulheres do Assentamento aqui na escola”, comemora ela.
Para Clóvis, a recuperação ambiental vai garantir que os agricultores possam regularizar a própria documentação de seus lotes. “Sem essa área recuperada, não há como regularizar o CAR, por exemplo, ou fazer financiamento, por isso esse momento é tão especial”, explica.
Sobre o ISPN
O ISPN é uma organização da sociedade civil que, há mais de 35 anos, atua pelo fortalecimento de meios de vida sustentáveis, com protagonismo comunitário e valorização dos saberes e da sociobiodiversidade. A justiça socioambiental e climática é o horizonte que orienta nossa caminhada.
A história começa em 1990, quando um grupo de pesquisadores decidiu unir esforços para qualificar e documentar suas pesquisas e atuar em defesa do meio ambiente em diálogo com os debates sociais. Dessa iniciativa nasceu o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).
Em 1994, o ISPN foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para coordenar o Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com foco no Cerrado. O SPG apoia projetos de base comunitária em mais de 120 países, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).
Essa experiência impulsionou a atuação com projetos ecossociais, que hoje ganham força com o Fundo Ecos, um mecanismo independente de filantropia para a justiça socioambiental.
Em 2013, ampliou a atuação para a Caatinga e, dois anos depois, com apoio do Fundo Amazônia, passamos a apoiar iniciativas também nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.
Desde então, já apoiou mais de mil projetos em diferentes biomas, por meio de uma carteira diversificada de financiadores, com o intuito de qualificar, promover e multiplicar conhecimentos que contribuam para a consolidação de paisagens produtivas ecossociais, garantindo o presente e o futuro das comunidades e da natureza.
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