Search
Close this search box.

Sorriso

Campanhas Janeiro Branco e Roxo unem esforços pela saúde mental e combate à hanseníase

Publicado em

Sorriso

Janeiro começa com um convite especial ao cuidado integral. Unindo as campanhas Janeiro Branco e Janeiro Roxo, o Município, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, desenvolve ao longo do mês atividades de conscientização voltadas à saúde mental e aos cuidados com a hanseníase.

As ações têm como objetivo informar, acolher e incentivar a prevenção e o diagnóstico precoce através de orientações nas unidades de saúde, rodas de conversa, atendimentos especializados e distribuição de informações educativas, reforçando que cuidar da saúde vai muito além do tratamento de doenças.

Dentro da campanha Janeiro Branco, o foco está em quebrar o silêncio e o preconceito que ainda cercam a saúde mental. Para a psicóloga Elen Cristina Bonete, da Academia da Saúde, a desinformação ainda é um grande desafio.

“A saúde mental ainda é tratada com muitos preconceitos e falta de informação. Falar sobre emoções, buscar ajuda profissional e criar redes de apoio são atitudes fundamentais para prevenir o agravamento de transtornos mentais e promover qualidade de vida”, enfatiza.

Segundo Elen, algumas ações podem ajudar a ter e a manter uma saúde mental de qualidade, começando pela busca de uma ajuda profissional sempre que necessário.

“O ideal é não guardar o sofrimento para si e estabelecer uma rotina com momentos de lazer, atividades físicas e sono adequado. Evitar o isolamento social, fortalecer vínculos afetivos e buscar por suporte ao notar tristeza, desânimo, ansiedade intensa ou pensamentos negativos recorrentes fazem toda a diferença”, pontua a psicóloga.

Hanseníase

O mês chama atenção também para outra campanha: Janeiro Roxo. A cor traz como foco a conscientização, prevenção e combate à hanseníase, uma doença antiga, cercada de estigmas, mas que tem tratamento gratuito e cura, especialmente quando diagnosticada precocemente.

Celebrado sempre no último domingo do mês de janeiro, neste ano no dia 25, o Dia Mundial de Combate e Prevenção da Hanseníase ganha ainda mais relevância ao reforçar a adoção de estratégias essenciais no enfrentamento da bactéria Mycobacterium Leprae, conhecida também como bacilo de Hansen.

A dermatologista Juliana Reis reforça a importância de ficar atento aos sinais visíveis e invisíveis no corpo. Segundo ela, De acordo com a médica, o preconceito afasta as pessoas do cuidado, por isso campanhas educativas são essenciais para mostrar que a hanseníase tem tratamento eficaz e que o acompanhamento médico é fundamental.

“Manchas na pele com alteração de sensibilidade, formigamentos ou dormências, pode ser sinal de hanseníase. Quanto mais cedo a procura por atendimento médico, maiores são as chances de evitar sequelas e interromper a transmissão”, explica a médica.

Apesar de silenciosa, a doença pode ser diagnosticada através de manchas na pele com perda de sensibilidade ao calor, frio ou dor, formigamentos frequentes e diminuição da força muscular, que se manifesta, geralmente pela dormência nas extremidades, como mãos e pés. O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações e sequelas, frisa Dra. Juliana.

“Ao notar qualquer alteração suspeita, procure a unidade de saúde. Cuidados simples, como manter a higiene pessoal e fortalecer o sistema imunológico, também são fundamentais para a promoção da saúde e a prevenção da hanseníase”, finaliza.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Sorriso

Projeto “Construindo Bases para a Resiliência Ecológica” é apresentado aos produtores do Jonas Pinheiro

Publicados

em

Absorver impactos, adaptar-se a mudanças e recuperar suas funções e estruturas essenciais após sofrer perturbações, sejam elas climáticas, incêndios ou causadas pela ação humana. Esse é o conceito central de resiliência ecológica. E, exatamente esse conceito dá o norte ao projeto apresentado nesta manhã, 03 de junho, para os agricultores do Assentamento Jonas Pinheiro. Em andamento na Escola Matilde Luiza Zanatta Gomes, o Construindo Bases para a Resiliência Ecológica dos Agricultores Familiares do Assentamento Rural Jonas Pinheiro, tem como principal a recuperação ambiental de área degradada na comunidade.

Quem falou sobre o projeto para os agricultores foi a professora Ilzeny Rodrigues, responsável pelo Construindo Bases. Ilzeny contou com o apoio do secretário de Agricultura e Meio Ambiente (SAMA), Clóvis Picolo Filho e de toda a equipe da pasta, além do apoio da equipe da Escola Matilde e da Secretaria de Educação (Semel).

Clóvis frisa que há um grande passivo ambiental no Assentamento e o mote do projeto é justamente recuperar essas áreas degradadas com o plantio de espécies nativas. Serão distribuídas cerca de 25 mil mudas. “Recuperar essas áreas é essencial para que os produtores possam regularizar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dessas propriedades, bem como ampliar a produção e venda dos produtos da agricultura familiar”, detalha.

Para o agricultor Márcio Manoel da Silva, um dos fundadores do Jonas Pinheiro e da Cooperativa dos Pequenos Produtores Rurais do Vale do Celeste (Coopercel), o Construindo Bases será essencial para a regularização das áreas. “Vai beneficiar toda a comunidade”, diz.

Mas chegar a esse momento não foi uma tarefa fácil.

Tudo começou com o sonho da professora Ilzeny Rodrigues que que há cerca de 10 anos atua na Escola Matilde e almejava ter uma grande estufa na unidade. No percurso desse sonho, ela conheceu Joyce Goblit, então professora de Sociologia do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus de Sorriso que a convidou para participar de uma ação aberta no Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que selecionava projetos ambientais.

“Era um sonho meu poder fazer uma grande estufa que contribuísse de alguma forma com a escola e a comunidade em que está inserida”, diz Ilzeny.

Joyce propôs a Ilzeny participar da seleção. Ilzeny, por sua vez, confidenciou que sonhava em ter uma grande estufa. Orientada por Joyce, Ilzeny pesquisou o passivo ambiental do Assentamento e viu ali a oportunidade de mudar o cenário do Jonas Pinheiro. Com o apoio dos moradores do Jonas Pinheiro e da professora Ana Catarina Tibaldi dos Reis, hoje adjunta da Semasa, Ilzeny inscreveu o projeto pela própria associação da escola e teve a grata satisfação em ver que seu trabalho foi um dos nove selecionados no país.

Vencida a etapa de seleção, Ilzeny colocou mãos à obra. O grupo adquiriu sementes de várias espécies nativas como a fava arara, aroeira do campo, louro branco, pinha nativa, jatobá, pinho cuiabano, dentre várias outras.

Com as mudas já crescidas é hora de iniciar a distribuição e recuperar o passivo ambiental do Jonas Pinheiro. “É a oportunidade de todos os assentados regularizar sua situação ambiental; todas as propriedades tem que ter pelo menos 20% de área recuperada; um projeto muito bonito que nos conectou com a nossa terra e a nossa realidade”, se emociona Ilzeny. Para a professora “hoje é um dia muito especial para a nossa Escola e o Assentamento; celebramos esse momento inclusive com a Feira do Produtor, das mulheres do Assentamento aqui na escola”, comemora ela.

Para Clóvis, a recuperação ambiental vai garantir que os agricultores possam regularizar a própria documentação de seus lotes. “Sem essa área recuperada, não há como regularizar o CAR, por exemplo, ou fazer financiamento, por isso esse momento é tão especial”, explica.

Sobre o ISPN

O ISPN é uma organização da sociedade civil que, há mais de 35 anos, atua pelo fortalecimento de meios de vida sustentáveis, com protagonismo comunitário e valorização dos saberes e da sociobiodiversidade. A justiça socioambiental e climática é o horizonte que orienta nossa caminhada.

A história começa em 1990, quando um grupo de pesquisadores decidiu unir esforços para qualificar e documentar suas pesquisas e atuar em defesa do meio ambiente em diálogo com os debates sociais. Dessa iniciativa nasceu o Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).

Em 1994, o ISPN foi selecionado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para coordenar o Small Grants Programme (SGP) no Brasil, com foco no Cerrado. O SPG apoia projetos de base comunitária em mais de 120 países, com apoio do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

Essa experiência impulsionou a atuação com projetos ecossociais, que hoje ganham força com o Fundo Ecos, um mecanismo independente de filantropia para a justiça socioambiental.

Em 2013, ampliou a atuação para a Caatinga e, dois anos depois, com apoio do Fundo Amazônia, passamos a apoiar iniciativas também nos estados do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.

Desde então, já apoiou mais de mil projetos em diferentes biomas, por meio de uma carteira diversificada de financiadores, com o intuito de qualificar, promover e multiplicar conhecimentos que contribuam para a consolidação de paisagens produtivas ecossociais, garantindo o presente e o futuro das comunidades e da natureza.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA