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Projeto de tratamento com cetamina avança e beneficia pacientes atendidos pelo CAPS em Primavera do Leste

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A Secretaria Municipal de Saúde realizou, na manhã desta segunda-feira (22), no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), mais uma importante etapa do projeto de tratamento com cetamina, reforçando o compromisso do município com a inovação e a ampliação da assistência em saúde mental.


Durante a ação, duas pacientes receberam cetamina por via subcutânea com segurança e dentro de todos os protocolos estabelecidos, representando mais um avanço na oferta de uma alternativa terapêutica para pessoas com depressão resistente, ideação suicida e anos de sofrimento.


O médico psiquiatra responsável pelo projeto destacou a importância deste momento para a consolidação da iniciativa no município.


“As duas pacientes receberam cetamina subcutânea com segurança e sucesso, dentro de tudo aquilo que planejamos. Foi um passo muito importante para oferecer uma nova possibilidade terapêutica a pessoas com depressão resistente, ideação suicida e anos de sofrimento.”


O especialista também agradeceu à secretária municipal de Saúde, Laura Leandra, pelo apoio à implantação e ao desenvolvimento do projeto.


“Muito obrigado por acreditar nessa iniciativa e por apoiar um cuidado em saúde mental mais humano, moderno e resolutivo. Hoje foi um dia que certamente marca um avanço importante para o nosso município e, principalmente, para os pacientes que mais precisam.”


A Secretaria Municipal de Saúde segue investindo em estratégias inovadoras e baseadas em evidências científicas para fortalecer a rede de atenção psicossocial. O avanço do projeto reafirma o compromisso da gestão municipal em oferecer um atendimento cada vez mais qualificado, humanizado e resolutivo para a população de Primavera do Leste.

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Mato Grosso, um dos maiores protagonistas do agronegócio brasileiro, vive um paradoxo na cadeia leiteira. Em cerca de uma década, o Estado praticamente deixou de produzir leite longa vida (UHT), resultado da perda de competitividade e da retração da indústria de laticínios.

Entre as empresas que marcaram a produção de leite longa vida no Estado estavam a Leite Nenê, produzida em Nova Canaã do Norte, a Lacbom, da Coopnoroeste, em Araputanga, e o Laticínio Vencedor, em São José dos Quatro Marcos. Essas indústrias ajudaram a impulsionar a economia regional, gerando empregos, renda e mercado para centenas de produtores rurais.

Com o passar dos anos, a produção de leite longa vida foi sendo interrompida. Hoje, o leite UHT consumido pelos mato-grossenses é abastecido, predominantemente, por indústrias de outros estados, enquanto a produção local se concentra em outros derivados lácteos.

O cenário tem gerado críticas à condução das políticas voltadas para a cadeia leiteira durante a gestão do governador Mauro Mendes. Produtores e representantes do setor afirmam que faltaram ações estruturantes para manter a competitividade da atividade, o que contribuiu para a redução da industrialização, o fechamento de linhas de produção e o abandono da atividade por parte de muitos pecuaristas.

Embora o Governo de Mato Grosso tenha anunciado incentivos fiscais em 2026 para fortalecer os laticínios, lideranças do setor avaliam que as medidas chegaram após anos de perdas acumuladas.

O resultado é um cenário preocupante: um estado reconhecido como potência do agronegócio deixou de produzir, em escala comercial, um dos alimentos mais presentes na mesa dos brasileiros — o leite longa vida —, impactando produtores, trabalhadores e a economia de diversas regiões do Estado.

 

Por: TM Notícias

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