Cidades
Projeto de tratamento com cetamina avança e beneficia pacientes atendidos pelo CAPS em Primavera do Leste
Cidades
A Secretaria Municipal de Saúde realizou, na manhã desta segunda-feira (22), no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), mais uma importante etapa do projeto de tratamento com cetamina, reforçando o compromisso do município com a inovação e a ampliação da assistência em saúde mental.
Durante a ação, duas pacientes receberam cetamina por via subcutânea com segurança e dentro de todos os protocolos estabelecidos, representando mais um avanço na oferta de uma alternativa terapêutica para pessoas com depressão resistente, ideação suicida e anos de sofrimento.
O médico psiquiatra responsável pelo projeto destacou a importância deste momento para a consolidação da iniciativa no município.
“As duas pacientes receberam cetamina subcutânea com segurança e sucesso, dentro de tudo aquilo que planejamos. Foi um passo muito importante para oferecer uma nova possibilidade terapêutica a pessoas com depressão resistente, ideação suicida e anos de sofrimento.”
O especialista também agradeceu à secretária municipal de Saúde, Laura Leandra, pelo apoio à implantação e ao desenvolvimento do projeto.
“Muito obrigado por acreditar nessa iniciativa e por apoiar um cuidado em saúde mental mais humano, moderno e resolutivo. Hoje foi um dia que certamente marca um avanço importante para o nosso município e, principalmente, para os pacientes que mais precisam.”
A Secretaria Municipal de Saúde segue investindo em estratégias inovadoras e baseadas em evidências científicas para fortalecer a rede de atenção psicossocial. O avanço do projeto reafirma o compromisso da gestão municipal em oferecer um atendimento cada vez mais qualificado, humanizado e resolutivo para a população de Primavera do Leste.
Cáceres
Cáceres: Conflito de interesses na gestão de hospital leva TCE a cobrar mudanças

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) reconheceu irregularidades relacionadas a possíveis conflitos de interesses na transferência da gestão do Hospital Regional Doutor Antônio Fontes, em Cáceres, a cerca de 220 km de Cuiabá, para a Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (AGIR). A decisão aponta falhas na fiscalização e na prevenção de conflitos entre servidores públicos e a entidade contratada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). Apesar disso, o Tribunal afastou a responsabilidade individual de três envolvidos, não aplicou multas e manteve o contrato em vigor.
A investigação teve início após denúncia apresentada por Jean Peterson de Camargo, que questionou a participação de servidores públicos no processo de contratação da AGIR e a posterior ocupação de cargos na entidade responsável pela administração do hospital.
Um dos casos analisados foi o de Wellyngton Alessandro Dolce, ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres. Ele participou da preparação do processo de contratação e coordenou a comissão responsável pela transferência da gestão para a AGIR. Após deixar a direção da unidade, em 2 de fevereiro de 2026, passou a atuar como diretor da entidade, sendo identificado nessa função em documentos oficiais de 5 de fevereiro.
Para o TCE, a mudança direta da função pública para um cargo de direção na organização contratada revelou falhas na prevenção de conflitos de interesses. Entretanto, não foram encontradas provas de favorecimento à AGIR, uso de informações privilegiadas ou negociação antecipada da contratação.
Outra situação envolveu o médico Iago Cunha Matos, que manteve vínculo com a SES-MT enquanto exercia o cargo de diretor técnico da AGIR. Segundo o processo, ele iniciou suas atividades na entidade em 28 de janeiro de 2026 e permaneceu na função pública até pelo menos 14 de maio.
A Secretaria havia registrado orientação para que o profissional não acumulasse as duas atividades. No entanto, não ficou comprovado que ele tenha sido formalmente comunicado ou praticado atos em benefício da AGIR enquanto trabalhava para o Estado.
A investigação também analisou a conduta do ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Gomes de Figueiredo, responsável por designações de servidores envolvidos na contratação e na transição da gestão hospitalar. O Tribunal concluiu que não havia provas de que ele soubesse antecipadamente da contratação de Wellyngton pela entidade ou tivesse cometido erro grave.
Apesar de reconhecer as irregularidades, o TCE afastou a responsabilização dos três envolvidos, por entender que não foram demonstradas violações de obrigações legais específicas que justificassem punições individuais.
O Tribunal também rejeitou os pedidos de anulação da seleção da AGIR, realização de novo processo de contratação e retomada da gestão do hospital pelo Estado, uma vez que não ficou comprovado direcionamento na escolha da entidade.
Na decisão, o TCE recomendou que a SES-MT estabeleça regras mais rígidas para prevenir conflitos de interesses, incluindo restrições à contratação de ex-servidores pelas entidades responsáveis pela gestão de hospitais públicos. Também determinou que o contrato do Hospital Regional de Cáceres seja incluído no planejamento de futuras fiscalizações.
Por: João Fraga/VGN
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