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Programa Melhor em Casa de Primavera do Leste se torna referência e recebe equipe de Campo Verde

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A Secretaria Municipal de Saúde de Primavera do Leste segue fortalecendo os serviços oferecidos à população e consolidando programas que já se tornaram referência em Mato Grosso. Na tarde desta quarta-feira (17), a equipe do Programa Melhor em Casa recebeu profissionais do município de Campo Verde para uma visita técnica, com o objetivo de apresentar o funcionamento do serviço e compartilhar experiências na assistência domiciliar.


Reconhecido pela qualidade do atendimento, o Programa Melhor em Casa de Primavera do Leste conta com uma equipe multiprofissional formada por médico, enfermeiros, técnicos em enfermagem, fisioterapeuta, nutricionista, psicóloga, assistente social, farmacêutica e fonoaudióloga, que atuam de forma integrada para garantir um cuidado humanizado aos pacientes atendidos em seus próprios lares.


Para a coordenadora do programa, Franciele Santana, ser referência para outros municípios representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido pela equipe.


“Hoje, eu e a Vanessa atuamos como coordenadoras do Programa Melhor em Casa. Ser referência nessa área é motivo de grande satisfação e orgulho para nós. Saber que contamos com uma equipe multiprofissional comprometida em oferecer o melhor atendimento aos pacientes é algo muito gratificante. Nosso papel vai muito além de administrar medicamentos ou realizar procedimentos. Estamos presentes para acolher, orientar e oferecer todo o suporte necessário tanto aos pacientes quanto aos seus cuidadores, considerando todas as suas necessidades”, destacou.


A também coordenadora do programa, Vanessa, ressaltou que o reconhecimento de outros municípios demonstra a eficiência do trabalho realizado em Primavera do Leste.


“Atendemos muitos pacientes acamados e, em alguns casos, em cuidados paliativos. Acompanhar a evolução desses pacientes e proporcionar mais qualidade de vida é uma recompensa para toda a equipe. Também é motivo de orgulho receber profissionais e gestores de outros municípios que vêm conhecer nosso trabalho para implantar ou aperfeiçoar esse serviço em suas cidades. Esse reconhecimento reforça nosso compromisso em continuar oferecendo uma assistência cada vez mais humana, qualificada e acolhedora”, afirmou.


A gerente de Atenção Domiciliar de Campo Verde, Alaene F. Fernandes Costa, agradeceu a recepção e destacou a organização encontrada durante a visita.


“Quero agradecer pela receptividade e pelo carinho com que fomos recebidos. Foi uma experiência de fundamental importância para nossa equipe. Encontramos um trabalho fantástico, uma equipe comprometida, organizada e determinada. Levaremos Primavera do Leste como exemplo para o nosso município. Saímos daqui muito entusiasmados com tudo o que vimos e com a certeza de que essa troca de experiências será muito valiosa para nós”, disse.


A enfermeira de Campo Verde, Deise Cândida Alves, destacou que a visita permitiu conhecer de perto a rotina da equipe e identificar práticas que poderão ser aplicadas em seu município.


“Foi muito importante acompanhar o trabalho da equipe multiprofissional, as visitas domiciliares e os diferentes tipos de atendimento realizados. O conhecimento adquirido aqui será muito enriquecedor para nós. Percebemos a experiência dos profissionais de Primavera do Leste e a integração entre toda a equipe, algo que faz a diferença na assistência aos pacientes e que certamente levaremos como aprendizado”, ressaltou.


O médico Robson, integrante da equipe do Melhor em Casa de Primavera do Leste, destacou que momentos como esse fortalecem os serviços de saúde em toda a região.


“Nosso programa já possui mais tempo de atuação e essa vivência acaba contribuindo para compartilhar experiências com outras equipes. Ao mesmo tempo, essa troca é muito importante porque também aprendemos, conhecemos novas ideias e buscamos constantemente aprimorar o atendimento oferecido aos nossos pacientes”, afirmou.


A visita reforça o reconhecimento do Programa Melhor em Casa de Primavera do Leste como referência em assistência domiciliar no estado e evidencia o compromisso da Secretaria Municipal de Saúde em investir na qualificação dos serviços, promovendo um atendimento cada vez mais humanizado e eficiente para a população.

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Mato Grosso registra 26 feminicídios em 2026 e junho bate recorde de assassinatos de mulheres

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Maior parte dos crimes foi cometida por maridos que usaram faca como arma.

Dados do Observatório Caliandra revelam que Cuiabá e Várzea Grande lideram ranking de mortes e crimes já deixaram 32 crianças órfãs no estado

Por: VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT

Mato Grosso já contabiliza 26 casos de feminicídios confirmados em 2026. Os dados são do Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado (MPMT), e apontam junho como o mês com o maior número de registros desse tipo de crime.

Cuiabá e Várzea Grande ainda lideram o ranking das cidades com mais vítimas de feminicídio. Cada uma registrou, até agora, três ocorrências. Também aparecem na lista Vila Bela da Santíssima Trindade e Tangará da Serra, com dois casos cada.

Já Tapurah, Sinop, São José do Xingu, Rondonópolis, Poxoréu, Porto dos Gaúchos, Nova Maringá, Nova Bandeirantes, Lucas do Rio Verde, Itaúba, Guarantã do Norte, Chapada dos Guimarães, Brasnorte e Castanheira registraram um caso cada.

Um dos últimos casos noticiados pelo  foi a morte da professora Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos, que teve o corpo encontrado na segunda-feira, 29 de junho, em um assentamento na cidade de Castanheira (a 787 km de Cuiabá). Segundo o registro, vizinhos sentiram falta da vítima, que havia saído para os fundos de sua propriedade rural e não retornou.

Durante as buscas, ela foi encontrada dentro de uma represa. Joel Laureano Ferreira, de 46 anos, foi preso pelo assassinato da mulher, que era sua namorada. Segundo a polícia, o suspeito teria estrangulado e quebrado o pescoço da vítima antes de jogar o corpo em uma represa. O Caliandra incluiu o assassinato dela no banco de dados do estado neste mês de julho.

Nesta semana, também foi confirmada a investigação por feminicídio da morte de Olga Beatriz, de 12 anos, que teria sido asfixiada pelo próprio pai. O inquérito foi concluído e a Polícia Civil indiciou o agressor, morador de Várzea Grande, que está preso preventivamente. O processo está em tramitação. O caso ainda não foi contabilizado nos dados do MPMT.

Ainda conforme o levantamento, facas e objetos semelhantes foram os itens mais utilizados nos crimes. Asfixia e estrangulamento aparecem empatados em segundo lugar. Armas de fogo ocupam a terceira posição, seguidas por atropelamento e espancamento.

Do total de casos, sete mulheres perderam a vida dentro da própria residência. O item “residência” ainda aparece em 13 ocorrências, podendo se referir à casa do criminoso ou a qualquer outro imóvel de familiares ou conhecidos. Quatro mortes ocorreram em ruas e avenidas das cidades.

Desprezo e discriminação pelo fato de serem mulheres, além do sentimento de posse, aparecem como as principais motivações apontadas para os crimes, praticados, em sua maioria, por ex-maridos ou ex-namorados.

Das 26 vítimas, apenas duas tinham medida protetiva ativa e oito haviam registrado boletim de ocorrência contra o agressor antes da morte. Mulheres pardas e com ensino médio completo lideram o perfil das vítimas em Mato Grosso.

Ainda conforme o Observatório Caliandra, 32 crianças ficaram órfãs em decorrência dos feminicídios registrados em 2026.

Denuncie

A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou situações de risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser registrado de forma online, por meio da Delegacia Digital.

Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.

O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes de feminicídio pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelece a Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.

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