Cidades
Primavera do Leste lança projeto piloto “Férias Sem Fome” em parceria entre Legislativo e Executivo
Cidades
A Prefeitura de Primavera do Leste, por meio das Secretarias Municipais de Educação e de Assistência Social, lançou nesta segunda-feira (6), na Escola Municipal Tia Dejane, o projeto piloto “Férias Sem Fome”. A iniciativa nasceu de uma indicação do vereador Rafael Abreu e foi construída em parceria entre o Poder Legislativo e o Poder Executivo, com o objetivo de garantir alimentação para crianças em situação de vulnerabilidade durante o período de férias escolares.
Inspirado em um projeto desenvolvido no Mato Grosso do Sul o programa será realizado durante duas semanas, entre os dias 6 e 10 e 13 e 17 de julho, oferecendo refeições aos estudantes cadastrados.
Nesta primeira etapa, 37 crianças aderiram ao projeto, que será desenvolvido inicialmente na Escola Tia Dejane. A proposta da Administração Municipal é avaliar os resultados e, posteriormente, ampliar a iniciativa para outras unidades da rede municipal de ensino.
O projeto conta com a colaboração de diversas entidades e voluntários, entre eles Rotary Club, Jornada Jovem, Projeto Impulso, Grupo Carros Antigos, Grupo FACES, Associação dos Amigos, Casa da Amizade, Livres para Correr, Unicred, Corpo de Bombeiros e o grupo Depende de Nós, responsável por auxiliar na organização da ação, preparo das refeições, levantamento de insumos e apoio operacional durante toda a execução do projeto.
As ações e o trabalho desenvolvido pelo grupo podem ser acompanhados pelo Instagram @dependedenosoficial
Durante o lançamento, o prefeito Sérgio Machnic destacou que a iniciativa poderá ser ampliada para toda a rede municipal.
“Estamos aqui na Escola Tia Dejane com um projeto piloto chamado Férias Sem Fome. O vereador Rafael Abreu buscou essa ideia no Mato Grosso do Sul e trouxe para Primavera do Leste. O Executivo Municipal, junto com a vice-prefeita Iva Viana, a Secretaria de Educação e a Secretaria de Assistência Social, escolheu esta unidade para iniciar o projeto. Dando certo, nosso objetivo é levar essa iniciativa para todas as escolas da rede municipal.”
O vereador Rafael Abreu, autor da indicação, ressaltou a importância da união entre os poderes públicos e as entidades parceiras para transformar a proposta em realidade.
“Hoje, graças ao trabalho conjunto entre a Prefeitura, a vice-prefeita, as secretarias e todas as entidades parceiras, conseguimos tirar esse projeto do papel. Sempre digo que as coisas só acontecem quando há união. São crianças que deixarão de passar necessidade de alimento durante as férias. Pode parecer simples, mas quem já enfrentou dificuldades sabe o quanto um prato de comida faz diferença.”
A secretária municipal de Educação, Kelly Joana, destacou o trabalho coletivo que tornou possível a implantação do projeto.
“Nós, da Educação, agradecemos ao vereador Rafael pela proposta e a todos os parceiros que abraçaram essa causa. É muito gratificante proporcionar aos nossos estudantes alimentação também durante o período de férias. Estamos iniciando esse trabalho na Escola Tia Dejane e esperamos que ele possa ser ampliado para outras unidades da rede.”
A secretária municipal de Assistência Social, Alexssandra Ziliotto, também acompanhou o lançamento do projeto e destacou a importância da atuação integrada entre as secretarias e os parceiros para garantir que a iniciativa aconteça de forma organizada e beneficie as famílias que mais precisam.
“Esse projeto representa cuidado e compromisso com nossas crianças. A Assistência Social está presente desde a organização até o fornecimento dos alimentos que serão preparados durante esse período de férias. Quando unimos esforços entre as secretarias, o Legislativo e as entidades parceiras, conseguimos levar dignidade e segurança alimentar para quem realmente precisa. Nosso objetivo é que nenhuma criança fique sem uma refeição durante o recesso escolar.”, destacou.
Além de garantir segurança alimentar às crianças atendidas, o Férias Sem Fome fortalece a integração entre o Legislativo, o Executivo e a sociedade civil organizada, demonstrando que a união de esforços pode transformar vidas e oferecer mais dignidade às famílias primaverenses.
Cáceres
Mato Grosso registra 26 feminicídios em 2026 e junho bate recorde de assassinatos de mulheres
Maior parte dos crimes foi cometida por maridos que usaram faca como arma.
Dados do Observatório Caliandra revelam que Cuiabá e Várzea Grande lideram ranking de mortes e crimes já deixaram 32 crianças órfãs no estado
Por: VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT
Mato Grosso já contabiliza 26 casos de feminicídios confirmados em 2026. Os dados são do Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado (MPMT), e apontam junho como o mês com o maior número de registros desse tipo de crime.
Cuiabá e Várzea Grande ainda lideram o ranking das cidades com mais vítimas de feminicídio. Cada uma registrou, até agora, três ocorrências. Também aparecem na lista Vila Bela da Santíssima Trindade e Tangará da Serra, com dois casos cada.
Já Tapurah, Sinop, São José do Xingu, Rondonópolis, Poxoréu, Porto dos Gaúchos, Nova Maringá, Nova Bandeirantes, Lucas do Rio Verde, Itaúba, Guarantã do Norte, Chapada dos Guimarães, Brasnorte e Castanheira registraram um caso cada.
Um dos últimos casos noticiados pelo
foi a morte da professora Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos, que teve o corpo encontrado na segunda-feira, 29 de junho, em um assentamento na cidade de Castanheira (a 787 km de Cuiabá). Segundo o registro, vizinhos sentiram falta da vítima, que havia saído para os fundos de sua propriedade rural e não retornou.
Durante as buscas, ela foi encontrada dentro de uma represa. Joel Laureano Ferreira, de 46 anos, foi preso pelo assassinato da mulher, que era sua namorada. Segundo a polícia, o suspeito teria estrangulado e quebrado o pescoço da vítima antes de jogar o corpo em uma represa. O Caliandra incluiu o assassinato dela no banco de dados do estado neste mês de julho.
Nesta semana, também foi confirmada a investigação por feminicídio da morte de Olga Beatriz, de 12 anos, que teria sido asfixiada pelo próprio pai. O inquérito foi concluído e a Polícia Civil indiciou o agressor, morador de Várzea Grande, que está preso preventivamente. O processo está em tramitação. O caso ainda não foi contabilizado nos dados do MPMT.
Ainda conforme o levantamento, facas e objetos semelhantes foram os itens mais utilizados nos crimes. Asfixia e estrangulamento aparecem empatados em segundo lugar. Armas de fogo ocupam a terceira posição, seguidas por atropelamento e espancamento.
Do total de casos, sete mulheres perderam a vida dentro da própria residência. O item “residência” ainda aparece em 13 ocorrências, podendo se referir à casa do criminoso ou a qualquer outro imóvel de familiares ou conhecidos. Quatro mortes ocorreram em ruas e avenidas das cidades.
Desprezo e discriminação pelo fato de serem mulheres, além do sentimento de posse, aparecem como as principais motivações apontadas para os crimes, praticados, em sua maioria, por ex-maridos ou ex-namorados.
Das 26 vítimas, apenas duas tinham medida protetiva ativa e oito haviam registrado boletim de ocorrência contra o agressor antes da morte. Mulheres pardas e com ensino médio completo lideram o perfil das vítimas em Mato Grosso.
Ainda conforme o Observatório Caliandra, 32 crianças ficaram órfãs em decorrência dos feminicídios registrados em 2026.
Denuncie
A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou situações de risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser registrado de forma online, por meio da Delegacia Digital.
Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.
O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes de feminicídio pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelece a Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.
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