Cidades
Junho Vermelho: UCT Sinop abre neste sábado (20) para receber doações de sangue
Cidades
Em alusão ao Junho Vermelho, campanha nacional de conscientização sobre a importância da doação de sangue, a Unidade de Coleta e Transfusão de Sangue de Sinop (UCT Sinop) abrirá neste sábado (20), das 7h às 13h, para uma ação especial de coleta. A iniciativa busca ampliar os estoques do banco de sangue e facilitar o acesso de pessoas que não conseguem comparecer à unidade durante a semana por causa dos compromissos profissionais e pessoais.
A UCT Sinop está localizada na Rua das Amendoeiras, no Setor Comercial, anexa ao Hospital Regional. O sangue coletado na unidade abastece hospitais e unidades de saúde de Sinop, municípios da região Norte de Mato Grosso e, em situações específicas, também atende demandas da capital, Cuiabá.
O coordenador de Enfermagem da UCT Sinop, Marcelo Klement, destacou que a campanha do Junho Vermelho reforça a mobilização em torno da doação de sangue e ressaltou a importância da participação da comunidade. “Neste mês temos um aumento do incentivo para o pessoal vir doar. Neste ano, a Secretaria de Saúde e alguns parceiros estão fornecendo alguns brindes. Neste sábado estaremos abertos, recebendo o pessoal que quiser doar sangue. O horário de atendimento será das 7h às 13h. Por uma questão de garantir que todos saiam daqui com a coleta realizada até esse horário, costumamos distribuir fichas até as 12h”, explicou.
Marcelo Klement também agradeceu o envolvimento da população e destacou o papel de Sinop na captação de bolsas de sangue em Mato Grosso. “Nós, enquanto UCT de Sinop, somos extremamente gratos à população. Sinop não é o segundo maior município em população, mas é o segundo maior em captação de bolsas de sangue. Isso demonstra a solidariedade da nossa comunidade e a consciência da importância desse gesto, que salva vidas todos os dias”, afirmou.
O coordenador reforçou ainda os critérios para doação e alertou sobre a necessidade de alimentação antes da coleta. “O doador regular precisa ter entre 18 e 69 anos, mas jovens a partir dos 16 anos podem doar, desde que tenham mais de 51 quilos e estejam acompanhados e autorizados pelos responsáveis legais. A pessoa não deve estar em jejum. Ao contrário dos exames laboratoriais, para doar sangue é necessário estar alimentado, porque isso reduz as chances de reações após a coleta e garante mais segurança ao doador”, ressaltou.
Para doar, é necessário apresentar documento oficial com foto e informar o CEP do endereço. Os requisitos incluem ter entre 16 e 69 anos, pesar acima de 51 quilos, estar em boas condições de saúde e ter dormido pelo menos seis horas na noite anterior. Jovens de 16 e 17 anos precisam estar acompanhados dos responsáveis legais. Pessoas acima de 60 anos podem doar caso tenham iniciado o processo de doação antes dessa idade.
A unidade orienta que pessoas que consumiram bebidas alcoólicas nas últimas 24 horas, apresentaram sintomas gripais ou febre nos últimos sete dias, realizaram cirurgias recentes ou estejam em período gestacional ou de amamentação aguardem o prazo recomendado antes de realizar a doação. Quem tomou a vacina contra a gripe deve esperar 48 horas. Já para vacinas com vírus ou bactérias vivos, como sarampo e febre amarela, o intervalo necessário é de quatro semanas.
As coletas ocorrem por ordem de chegada, sem necessidade de agendamento prévio. Mais informações podem ser obtidas pelo WhatsApp da UCT Sinop, no número (66) 99292-2634.
Cáceres
Mato Grosso registra 26 feminicídios em 2026 e junho bate recorde de assassinatos de mulheres
Maior parte dos crimes foi cometida por maridos que usaram faca como arma.
Dados do Observatório Caliandra revelam que Cuiabá e Várzea Grande lideram ranking de mortes e crimes já deixaram 32 crianças órfãs no estado
Por: VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT
Mato Grosso já contabiliza 26 casos de feminicídios confirmados em 2026. Os dados são do Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado (MPMT), e apontam junho como o mês com o maior número de registros desse tipo de crime.
Cuiabá e Várzea Grande ainda lideram o ranking das cidades com mais vítimas de feminicídio. Cada uma registrou, até agora, três ocorrências. Também aparecem na lista Vila Bela da Santíssima Trindade e Tangará da Serra, com dois casos cada.
Já Tapurah, Sinop, São José do Xingu, Rondonópolis, Poxoréu, Porto dos Gaúchos, Nova Maringá, Nova Bandeirantes, Lucas do Rio Verde, Itaúba, Guarantã do Norte, Chapada dos Guimarães, Brasnorte e Castanheira registraram um caso cada.
Um dos últimos casos noticiados pelo
foi a morte da professora Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos, que teve o corpo encontrado na segunda-feira, 29 de junho, em um assentamento na cidade de Castanheira (a 787 km de Cuiabá). Segundo o registro, vizinhos sentiram falta da vítima, que havia saído para os fundos de sua propriedade rural e não retornou.
Durante as buscas, ela foi encontrada dentro de uma represa. Joel Laureano Ferreira, de 46 anos, foi preso pelo assassinato da mulher, que era sua namorada. Segundo a polícia, o suspeito teria estrangulado e quebrado o pescoço da vítima antes de jogar o corpo em uma represa. O Caliandra incluiu o assassinato dela no banco de dados do estado neste mês de julho.
Nesta semana, também foi confirmada a investigação por feminicídio da morte de Olga Beatriz, de 12 anos, que teria sido asfixiada pelo próprio pai. O inquérito foi concluído e a Polícia Civil indiciou o agressor, morador de Várzea Grande, que está preso preventivamente. O processo está em tramitação. O caso ainda não foi contabilizado nos dados do MPMT.
Ainda conforme o levantamento, facas e objetos semelhantes foram os itens mais utilizados nos crimes. Asfixia e estrangulamento aparecem empatados em segundo lugar. Armas de fogo ocupam a terceira posição, seguidas por atropelamento e espancamento.
Do total de casos, sete mulheres perderam a vida dentro da própria residência. O item “residência” ainda aparece em 13 ocorrências, podendo se referir à casa do criminoso ou a qualquer outro imóvel de familiares ou conhecidos. Quatro mortes ocorreram em ruas e avenidas das cidades.
Desprezo e discriminação pelo fato de serem mulheres, além do sentimento de posse, aparecem como as principais motivações apontadas para os crimes, praticados, em sua maioria, por ex-maridos ou ex-namorados.
Das 26 vítimas, apenas duas tinham medida protetiva ativa e oito haviam registrado boletim de ocorrência contra o agressor antes da morte. Mulheres pardas e com ensino médio completo lideram o perfil das vítimas em Mato Grosso.
Ainda conforme o Observatório Caliandra, 32 crianças ficaram órfãs em decorrência dos feminicídios registrados em 2026.
Denuncie
A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou situações de risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser registrado de forma online, por meio da Delegacia Digital.
Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.
O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes de feminicídio pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelece a Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.
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