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IBGE abre 13 vagas temporárias em Primavera do Leste para o 12º Censo Agropecuário

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) abriu inscrições para um novo processo seletivo simplificado destinado à contratação temporária de profissionais que atuarão no 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. Em Mato Grosso, estão sendo ofertadas 376 vagas distribuídas em diferentes funções, sendo 13 delas destinadas ao município de Primavera do Leste.


As oportunidades contemplam os cargos de Agente Censitário Administrativo (37 vagas), Agente Censitário de Informática (36), Agente Operacional Regional (33), Agente Censitário Regional (33) e Agente Censitário Supervisor (237).


As remunerações variam entre R$ 2.128,00 e R$ 4.008,00, de acordo com a função exercida. Além dos salários, os contratados terão direito a benefícios como auxílio-alimentação no valor de R$ 1.192,00, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, férias proporcionais e 13º salário proporcional, conforme previsto na legislação.


Os profissionais selecionados atuarão em atividades administrativas, operacionais, de supervisão e de suporte tecnológico relacionadas à realização do censo. Entre as atribuições estão o acompanhamento da coleta de dados em campo, a coordenação de equipes, o suporte em tecnologia da informação e a organização dos postos de coleta.


De acordo com o edital, as contratações serão realizadas com base na Lei nº 8.745/1993, que regulamenta a contratação por tempo determinado para atender necessidades temporárias de excepcional interesse público.


As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, por meio do site do www.ibfc.org.br IBFC, banca organizadora do certame. O prazo segue até as 23h do dia 1º de julho de 2026, no horário de Brasília. A taxa de inscrição é de R$ 53,00.


O Censo Agropecuário é considerado uma das principais pesquisas estatísticas do país, reunindo informações essenciais para o planejamento e desenvolvimento do setor agropecuário brasileiro. A abertura das vagas representa uma oportunidade para quem busca ingressar temporariamente no serviço público e contribuir com um dos maiores levantamentos estatísticos nacionais.

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Cáceres

Mato Grosso registra 26 feminicídios em 2026 e junho bate recorde de assassinatos de mulheres

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Maior parte dos crimes foi cometida por maridos que usaram faca como arma.

Dados do Observatório Caliandra revelam que Cuiabá e Várzea Grande lideram ranking de mortes e crimes já deixaram 32 crianças órfãs no estado

Por: VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT

Mato Grosso já contabiliza 26 casos de feminicídios confirmados em 2026. Os dados são do Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado (MPMT), e apontam junho como o mês com o maior número de registros desse tipo de crime.

Cuiabá e Várzea Grande ainda lideram o ranking das cidades com mais vítimas de feminicídio. Cada uma registrou, até agora, três ocorrências. Também aparecem na lista Vila Bela da Santíssima Trindade e Tangará da Serra, com dois casos cada.

Já Tapurah, Sinop, São José do Xingu, Rondonópolis, Poxoréu, Porto dos Gaúchos, Nova Maringá, Nova Bandeirantes, Lucas do Rio Verde, Itaúba, Guarantã do Norte, Chapada dos Guimarães, Brasnorte e Castanheira registraram um caso cada.

Um dos últimos casos noticiados pelo  foi a morte da professora Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos, que teve o corpo encontrado na segunda-feira, 29 de junho, em um assentamento na cidade de Castanheira (a 787 km de Cuiabá). Segundo o registro, vizinhos sentiram falta da vítima, que havia saído para os fundos de sua propriedade rural e não retornou.

Durante as buscas, ela foi encontrada dentro de uma represa. Joel Laureano Ferreira, de 46 anos, foi preso pelo assassinato da mulher, que era sua namorada. Segundo a polícia, o suspeito teria estrangulado e quebrado o pescoço da vítima antes de jogar o corpo em uma represa. O Caliandra incluiu o assassinato dela no banco de dados do estado neste mês de julho.

Nesta semana, também foi confirmada a investigação por feminicídio da morte de Olga Beatriz, de 12 anos, que teria sido asfixiada pelo próprio pai. O inquérito foi concluído e a Polícia Civil indiciou o agressor, morador de Várzea Grande, que está preso preventivamente. O processo está em tramitação. O caso ainda não foi contabilizado nos dados do MPMT.

Ainda conforme o levantamento, facas e objetos semelhantes foram os itens mais utilizados nos crimes. Asfixia e estrangulamento aparecem empatados em segundo lugar. Armas de fogo ocupam a terceira posição, seguidas por atropelamento e espancamento.

Do total de casos, sete mulheres perderam a vida dentro da própria residência. O item “residência” ainda aparece em 13 ocorrências, podendo se referir à casa do criminoso ou a qualquer outro imóvel de familiares ou conhecidos. Quatro mortes ocorreram em ruas e avenidas das cidades.

Desprezo e discriminação pelo fato de serem mulheres, além do sentimento de posse, aparecem como as principais motivações apontadas para os crimes, praticados, em sua maioria, por ex-maridos ou ex-namorados.

Das 26 vítimas, apenas duas tinham medida protetiva ativa e oito haviam registrado boletim de ocorrência contra o agressor antes da morte. Mulheres pardas e com ensino médio completo lideram o perfil das vítimas em Mato Grosso.

Ainda conforme o Observatório Caliandra, 32 crianças ficaram órfãs em decorrência dos feminicídios registrados em 2026.

Denuncie

A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou situações de risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser registrado de forma online, por meio da Delegacia Digital.

Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.

O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes de feminicídio pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelece a Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.

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