Cuiabá
“Carnaval Off Cerrado” oferece alternativa turística ao Carnaval tradicional em Cuiabá
Cuiabá
Enquanto o Carnaval tradicional ocupa ruas e avenidas das grandes cidades, uma alternativa ganha espaço entre quem busca viver o feriado de forma mais tranquila, conectada à natureza, à cultura regional e a paisagens ainda pouco exploradas, bem no território de Cuiabá. Nos dias 14, 15 e 17 de fevereiro de 2026, Cuiabá e seu entorno recebem o Passeio Carnaval Off Cerrado, um evento turístico que une motociclismo, turismo rural e vivências culturais no coração do Cerrado mato-grossense, incluindo trajetos por cenários de grande beleza natural, como a Serra das Laranjeiras, ainda fora do circuito turístico tradicional.
Clique aqui para conferir o trajeto.
O passeio conta com o apoio da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura (SDTA), e é organizado pela Suzuki Porto Motos, em parceria com o setor motociclístico local. A iniciativa fortalece a integração entre poder público, iniciativa privada e comunidade, apostando no turismo de experiência como alternativa qualificada para o período carnavalesco.
Ao longo de três dias, os participantes percorrem três rotas distintas, planejadas para valorizar paisagens naturais, comunidades rurais e iniciativas produtivas do entorno da capital. Os trajetos combinam estradas de chão e trechos asfaltados, cruzando distritos, vilas e regiões onde a agricultura familiar, a produção artesanal e a relação com o território fazem parte do cotidiano. Em cada parada, o roteiro inclui visitas a produtores locais, apiários e espaços comunitários, promovendo contato direto com quem vive e produz no Cerrado.
A participação do poder público reforça o caráter estratégico do evento para o desenvolvimento do turismo regional. A Prefeitura de Cuiabá e a SDTA atuam no apoio institucional, no planejamento e na articulação territorial do passeio. Nesta semana, representantes da Prefeitura e da Secretaria acompanham os organizadores nas regiões que integram os trajetos para realizar vistorias técnicas e a instalação da sinalização oficial das rotas, garantindo orientação, segurança e valorização dos destinos incluídos no percurso.
A largada do Passeio Carnaval Off Cerrado acontece diariamente às 6h30, no Aquário Municipal, quando a cidade ainda desperta. O retorno está previsto para o fim da tarde, no Jaca Pier Bar, na Orla do Porto, ponto de chegada onde a experiência se completa com troca de histórias e convivência entre os participantes. Toda a estrutura do evento inclui carro de apoio, equipe médica, segurança e organização profissional, permitindo que o foco esteja na experiência e no percurso.
Três rotas, três experiências pelo Cerrado
No sábado, 14 de fevereiro, o trajeto parte de Cuiabá em direção ao distrito de Nossa Senhora da Guia, segue até Jangada e retorna pela BR-070. O percurso soma 146,7 quilômetros de estrada de chão e 164 quilômetros de asfalto, atravessando áreas rurais e comunidades tradicionais do entorno da capital.
No domingo, 15 de fevereiro, a rota segue de Cuiabá para Nova Esperança, passa pelo Lago Azul, Arica, Porto de Fora e Santo Antônio do Leverger, antes do retorno à capital. São 114,2 quilômetros de estradas de chão e 108,2 quilômetros asfaltados, em um roteiro marcado por rios, áreas produtivas e pontos de convivência comunitária.
Já na terça-feira, 17 de fevereiro, o passeio segue rumo ao Distrito de Aguaçu, atravessa a Serra das Laranjeiras, passa por Baús e chega à Cachoeira do Macaco, retornando depois a Cuiabá. Este é considerado um dos grandes diferenciais do evento. Ainda pouco conhecida e explorada, a região da Serra das Laranjeiras abriga paisagens de extrema beleza, com formações naturais preservadas, vistas exuberantes e forte potencial turístico. Realizar um passeio estruturado em um cenário tão expressivo, e ainda por descobrir, bem dentro do território de Cuiabá, amplia o valor da proposta e reforça o compromisso com a valorização de novos destinos, além dos roteiros já consagrados.
Turismo com propósito
O Passeio Carnaval Off Cerrado foi estruturado para responder a desafios reais do desenvolvimento regional. A proposta envolve o fomento ao turismo rural e cultural, a valorização das comunidades locais, a integração entre áreas urbanas e rurais, a movimentação econômica a partir de paradas estratégicas e a descentralização do fluxo turístico, ampliando o olhar sobre o Cerrado mato-grossense e revelando territórios com grande potencial ainda pouco explorado.
A realização do evento é liderada pelo instrutor de motociclismo Marcelo Careca e por Maik Alencar, da Suzuki Porto Motos, em parceria com o setor motociclístico local. A união entre iniciativa privada, comunidade motociclista e poder público evidencia um modelo colaborativo de evento turístico, capaz de gerar impacto econômico, fortalecer a identidade regional e ampliar o calendário de experiências em Cuiabá.
Para a Prefeitura de Cuiabá e a SDTA, o Carnaval Off Cerrado representa uma oportunidade de promover o turismo de experiência, valorizar o entorno rural da capital e incentivar iniciativas sustentáveis que conectam pessoas, território e cultura. Mais do que uma alternativa ao Carnaval tradicional, o evento propõe atravessar caminhos, histórias e paisagens com significado, mostrando que o Cerrado também celebra, longe do barulho, perto da terra e com novos cenários a serem descobertos.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
Cuiabá
Comerciantes impulsionam economia no Festival da Pamonha na Comunidade Rio dos Peixes
Com foco nos comerciantes da região, o 7º Festival da Pamonha da Comunidade Rio dos Peixes segue movimentando a economia local e fortalecendo a agricultura familiar. Realizado às margens da MT-251, o evento reúne produtores e trabalhadores que encontram na tradição do milho uma importante fonte de renda e visibilidade.
Presidente da Associação dos Pamonheiros e à frente da organização desde a primeira edição, Katia Maraiki Schroeder destaca o crescimento contínuo do festival e o impacto direto para quem vive da produção. “Esse evento é muito importante para nós. A cada ano o sucesso é maior. Aumentou a quantidade de milho e de produtores. Começamos com nove e hoje já são 14, e só cresce”, informou.
A diversidade de produtos também chama atenção e amplia as oportunidades de venda ao longo dos dias de evento.
“Hoje tem uma variedade muito grande: licor de milho, bolinho frito, picolé de pamonha, cural, milho cozido e bolo. A cada ano aumenta mais. E os preços são acessíveis, entre R$ 10 e R$ 15, para todo mundo poder consumir”, disse Katia.
Além das tradicionais pamonhas doces, salgadas e recheadas, o público encontra variedade de produtos derivados do milho ao longo do festival. Entre eles estão cural, milho cozido, bolos, doces e até licor de milho, reforçando a diversidade gastronômica e a identidade cultural da região.
A expectativa de público também reforça o potencial econômico para os comerciantes. “A gente calcula entre 4 mil e 5 mil pessoas por dia, porque aqui é rota de passagem. Muita gente para, consome e segue viagem. Isso movimenta bastante.”
Na ponta da venda, quem também sente esse impacto é o comerciante Léo Rodriguez, que trabalha em uma das pamonharias participantes e destaca os produtos mais procurados.
“A nossa especialidade é o caldo de quenga, que é um prato típico, mas também temos pamonha doce e salgada, cural, bolo de milho e sopa paraguaia. O que mais sai é a pamonha e o caldo”, contou.
Com opções variadas, os preços seguem uma média acessível, o que ajuda a atrair consumidores. Para além das vendas, Léo reforça o papel social do festival na geração de renda para trabalhadores da comunidade.
“Ajuda muito, principalmente quem trabalha de forma informal. É uma renda extra, um complemento. Além disso, o pessoal divulga o próprio trabalho, que já é tradição. Isso aqui alimenta muitas famílias”, comentou.
Com apoio institucional da Prefeitura de Cuiabá e presença do prefeito Abilio Brunini na abertura, o festival segue até o dia 21 de abril, consolidando-se como um dos principais eventos gastronômicos e culturais da região.
Segundo o secretário municipal de Agricultura e Trabalho, Vicente Falcão, o festival vai além da valorização cultural e tem impacto direto na economia, ao envolver centenas de trabalhadores e movimentar toda a cadeia produtiva do milho, da produção à comercialização.
“Isso impacta diretamente na economia. São cerca de 300 pessoas trabalhando no evento, desde a produção até as barracas. É um ciclo completo, da terra ao balcão, que gera renda, fortalece a agricultura familiar, garante alimento de qualidade e ainda fecha com sustentabilidade, reaproveitando os resíduos na própria produção”, pontuou.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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