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Cuiabá

Ampliação do Projeto Lutadoras é lançada com mais de 800 mulheres inscritas em Cuiabá

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Cuiabá

O lançamento oficial do Projeto Lutadoras Edição 2026 reuniu, na noite desta terça-feira (31), novas participantes, formandas da edição anterior, vereadoras, secretárias municipais e representantes das artes marciais em um grande ato de fortalecimento da política pública voltada à segurança feminina em Cuiabá. Ao todo, 866 mulheres já estão inscritas na nova edição, que oferece aulas gratuitas de defesa pessoal em diferentes modalidades.

Coordenado pela Secretaria Municipal da Mulher, com apoio do Núcleo da Primeira-Dama, o projeto se consolida como uma importante estratégia de prevenção à violência contra a mulher. A proposta vai além da prática esportiva e promove segurança, saúde física, equilíbrio emocional e fortalecimento da autoestima.

O evento contou com a presença do presidente da Federação Mato-grossense de Capoeira, Weto Salgado, mestres e professores de diversas modalidades, além da presidente da Federação de Jiu-Jitsu, Luzia Fernandes, professora faixa-preta e quatro vezes campeã mundial. Vereadores como Baixinha Giraldelli e Fellipe Corrêa participaram da cerimônia. A vereadora Katiuscia Manteli, que não pôde estar presente, foi lembrada pelo apoio e incentivo ao projeto.

A programação foi marcada pela entrega de 23 certificados às lutadoras que concluíram a edição anterior, apresentação da banda do Corpo de Bombeiros e demonstrações de jiu-jitsu, MMA, wrestling, muay thai, kickboxing, hapkido, capoeira e karatê.

Entre as novas participantes está Ana Carolina, moradora do bairro Jardim Florianópolis. Animada, ela contou que decidiu participar para ganhar mais confiança. “Nós, mulheres, andamos sozinhas, somos independentes. Precisamos saber nos defender. Quero aprender e me sentir mais segura”, afirmou.

Já Lorena Anjos, de 27 anos, moradora do bairro Primeiro de Março e formanda da edição passada, descreveu o projeto como transformador. “Foi uma descoberta. Encontrei-me em um esporte que nunca imaginei praticar. Além da luta, encontramos amizade, comunhão, uma irmandade feminina. Aprendemos a nos defender e a sobreviver em um mundo que ainda é muito violento contra a mulher”, relatou.

As formandas também receberam atendimento de beleza gratuito oferecido pelo espaço Por Elas Beauty, com serviços de cabelo e maquiagem, reforçando o cuidado com a autoestima.

A primeira-dama e vereadora de Cuiabá, Samantha Iris, destacou a importância do projeto como instrumento de fortalecimento emocional. “Nada pode parar uma mulher bem resolvida. A luta não é só sobre defesa física, é sobre se conhecer, se valorizar e entender a própria força. Queremos que esse projeto seja referência no Brasil”, afirmou.

A secretária municipal da Mulher, Hadassah Suzannah, agradeceu à equipe envolvida, em nome da diretora Eduarda Butakka, às secretarias parceiras, como Educação e Esportes, e aos professores que irão ministrar as aulas. Segundo ela, a ampliação para 2026 representa o compromisso da gestão em alcançar mulheres de todas as regiões da cidade. “É um trabalho de defesa pessoal, mas também de cidadania, acolhimento e fortalecimento feminino. Começamos de forma modesta, com 80 vagas, e hoje nos aproximamos de mil mulheres atendidas”, destacou.

A presidente da Federação de Jiu-Jitsu, Luzia Fernandes, ressaltou que a arte marcial ensina muito além da técnica. “A defesa pessoal ensina postura, atitude e consciência. Uma mulher que sabe do que é capaz se defende em qualquer situação”, pontuou.

O prefeito Abilio Brunini chegou durante as apresentações e fez questão de esclarecer o propósito da iniciativa. Segundo ele, o Projeto Lutadoras não tem como finalidade promover a violência, mas preparar as mulheres para situações de risco. “As artes marciais são sobre autocontrole, consciência corporal e preparo emocional. Se for necessário se defender, que estejam preparadas. Mas o objetivo principal é fortalecer a mente e a confiança”, afirmou.

O evento contou com a presença da secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela; da secretária de Comunicação, Ana Karla; da secretária municipal de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, coronel Francyanne Lacerda; do secretário adjunto de Projetos Esportivos e Educacionais, Pablo Queiroz; da secretária adjunta do Procon, Mariana Borges; da secretária adjunta de Bem-Estar Animal, Morgana Thereza Ens; do secretário adjunto de Relações Comunitárias, Amarildo Batista; e da secretária adjunta de Direitos Humanos, Vilmara Bombom.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Comerciantes impulsionam economia no Festival da Pamonha na Comunidade Rio dos Peixes

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Com foco nos comerciantes da região, o 7º Festival da Pamonha da Comunidade Rio dos Peixes segue movimentando a economia local e fortalecendo a agricultura familiar. Realizado às margens da MT-251, o evento reúne produtores e trabalhadores que encontram na tradição do milho uma importante fonte de renda e visibilidade.

Presidente da Associação dos Pamonheiros e à frente da organização desde a primeira edição, Katia Maraiki Schroeder destaca o crescimento contínuo do festival e o impacto direto para quem vive da produção. “Esse evento é muito importante para nós. A cada ano o sucesso é maior. Aumentou a quantidade de milho e de produtores. Começamos com nove e hoje já são 14, e só cresce”, informou.

A diversidade de produtos também chama atenção e amplia as oportunidades de venda ao longo dos dias de evento.

“Hoje tem uma variedade muito grande: licor de milho, bolinho frito, picolé de pamonha, cural, milho cozido e bolo. A cada ano aumenta mais. E os preços são acessíveis, entre R$ 10 e R$ 15, para todo mundo poder consumir”, disse Katia.

Além das tradicionais pamonhas doces, salgadas e recheadas, o público encontra variedade de produtos derivados do milho ao longo do festival. Entre eles estão cural, milho cozido, bolos, doces e até licor de milho, reforçando a diversidade gastronômica e a identidade cultural da região.

A expectativa de público também reforça o potencial econômico para os comerciantes. “A gente calcula entre 4 mil e 5 mil pessoas por dia, porque aqui é rota de passagem. Muita gente para, consome e segue viagem. Isso movimenta bastante.”

Na ponta da venda, quem também sente esse impacto é o comerciante Léo Rodriguez, que trabalha em uma das pamonharias participantes e destaca os produtos mais procurados.

“A nossa especialidade é o caldo de quenga, que é um prato típico, mas também temos pamonha doce e salgada, cural, bolo de milho e sopa paraguaia. O que mais sai é a pamonha e o caldo”, contou.

Com opções variadas, os preços seguem uma média acessível, o que ajuda a atrair consumidores. Para além das vendas, Léo reforça o papel social do festival na geração de renda para trabalhadores da comunidade.

“Ajuda muito, principalmente quem trabalha de forma informal. É uma renda extra, um complemento. Além disso, o pessoal divulga o próprio trabalho, que já é tradição. Isso aqui alimenta muitas famílias”, comentou.

Com apoio institucional da Prefeitura de Cuiabá e presença do prefeito Abilio Brunini na abertura, o festival segue até o dia 21 de abril, consolidando-se como um dos principais eventos gastronômicos e culturais da região.

Segundo o secretário municipal de Agricultura e Trabalho, Vicente Falcão, o festival vai além da valorização cultural e tem impacto direto na economia, ao envolver centenas de trabalhadores e movimentar toda a cadeia produtiva do milho, da produção à comercialização.

“Isso impacta diretamente na economia. São cerca de 300 pessoas trabalhando no evento, desde a produção até as barracas. É um ciclo completo, da terra ao balcão, que gera renda, fortalece a agricultura familiar, garante alimento de qualidade e ainda fecha com sustentabilidade, reaproveitando os resíduos na própria produção”, pontuou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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