Search
Close this search box.

Cáceres

Vitória Histórica e Compromisso com a Verdade: Câmara Aprova Projeto de R$ 68,9 Milhões para o Saneamento de Cáceres

Publicado em

Cáceres

O saneamento básico em Cáceres acaba de dar o seu passo mais importante rumo ao futuro. A Câmara Municipal aprovou por unanimidade o Projeto de Lei nº 011/2026, autorizando a contratação de uma operação de crédito de R$ 68,9 milhões voltada à ampliação definitiva do nosso sistema de esgotamento sanitário.

Mais do que uma obra, esse projeto trata de saúde, dignidade, preservação ambiental e desenvolvimento urbano. Hoje, Cáceres tem apenas cerca de 7% de seu esgoto tratado — um índice muito abaixo da média nacional de 52% e distante da meta de universalização. O déficit histórico impacta diretamente o solo, os lençóis freáticos, o nosso Rio Paraguai e, principalmente, a qualidade de vida da população.

O que esse investimento traz para Cáceres na prática?

A aprovação do PL nº 011/2026 não é uma ação genérica, mas uma etapa estruturada para transformar a cidade. Conforme esclarecido pelo engenheiro sanitarista Mauri Queiroz de Menezes, a primeira etapa do projeto prevê: Cerca de 100 quilômetros de novas redes coletoras; Atendimento inicial de aproximadamente 28% das unidades residenciais e comerciais; Cobertura em bairros como: Vitória Régia, Nova Era, Jardim do Trevo, Jardim Guanabara, Jardim Celeste, Vila Mariana, São Luiz, parte do Centro e parte da Cohab Velha.

Como bem destacou a diretora executiva da Águas do Pantanal, Samara Brant Ferreira: “A cada R$ 1 investido em saneamento básico, R$ 4 são economizados na saúde. A população ganha qualidade de vida e o município ganha em valorização imobiliária.”

A Verdade Completa: Transparência e Responsabilidade

Sabemos que uma obra dessa dimensão gera debates. A Águas do Pantanal defende que a população, imprensa, vereadores e órgãos de controle acompanhem cada etapa. No entanto, é fundamental que a sociedade tenha acesso à informação completa e correta, e não apenas a recortes isolados de audiências públicas.

Recentemente, circularam informações destacando questionamentos feitos de forma legítima durante a audiência por nossa controladora interna sobre a disponibilidade de planilhas de juros e amortização no site da Câmara. A Autarquia respeita e valoriza esses apontamentos, que fazem parte da democracia, mas reforça que todas as respostas técnicas e institucionais foram dadas na mesma ocasião.

Na sequência da audiência, nossa diretora executiva e a equipe técnica esclareceram que todos os documentos, informações financeiras, dados de juros e amortização foram protocolados junto ao Legislativo. Além disso, o Tesouro Nacional já atestou a capacidade de endividamento do município. Nas palavras da diretora Samara: “A autarquia não tem nada a esconder”.

Para coroar a lisura do processo, o próprio presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), vereador Franco Valério, confirmou durante o ato público que os documentos foram entregues e estão disponíveis no sistema da Câmara Municipal. O vereador ainda ressaltou a urgência do projeto: “Se nós não dermos andamento a uma necessidade que o município tem, que é praticamente não ter esgoto na cidade, quando vamos avançar?”.

Nossos Compromissos com Você, Cidadão

Para que não reste qualquer dúvida, reafirmamos os pilares deste projeto histórico:

1. Destinação vinculada dos recursos: Os recursos dessa operação de crédito têm finalidade específica e não são de livre utilização, tampouco representam repasse direto em dinheiro à Autarquia. A liberação dos valores pela Caixa Econômica Federal seguirá rigorosamente o cronograma físico-financeiro. O pagamento à empresa contratada (via licitação) só acontece mediante a medição exata do que foi construído.

2. O compromisso com o seu bolso: O valor do financiamento não será embutido na sua conta de água. O cidadão cacerense só passará a pagar pela tarifa de esgoto no futuro, quando a rede pública da sua rua estiver concluída e o seu imóvel for efetivamente interligado ao sistema de coleta e tratamento. É a garantia de que você pagará apenas pelo serviço efetivamente prestado.

A discussão sobre saneamento não deve ser reduzida a disputas políticas ou leituras parciais. A aprovação unânime do PL nº 011/2026 pelos vereadores reflete que a união por uma cidade mais limpa, sustentável e preparada para crescer falou mais alto.

A Águas do Pantanal segue à disposição de toda a sociedade. Acompanhe as próximas etapas em nossos canais oficiais e celebre conosco o início desta nova era. Cuidar do saneamento hoje é garantir o futuro do Pantanal amanhã.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cáceres

Com dois candidatos a deputado estadual, MDB de Cáceres, vai dividido para eleição presidencial

Publicados

em

Estudo mostra que o eleitorado regional representa 9,3% de MT; vitória para estadual e federal exige chapa competitiva, redução da dispersão de votos e expansão para outros polos.

Por: Adriane Barbosa do Nascimento

A Região Oeste de Mato Grosso possui 245.705 eleitores distribuídos em 22 municípios. É um contingente expressivo, equivalente a aproximadamente 9,3% do eleitorado estadual. Diante desse número, uma pergunta se torna inevitável: a região tem força suficiente para eleger um deputado estadual e um deputado federal em 2026?

A resposta é positiva, mas exige uma explicação importante. No Brasil, deputados não são eleitos apenas pela quantidade individual de votos. Primeiro, é necessário que o partido ou a federação alcance votação suficiente para conquistar uma cadeira. Somente depois se verifica quais candidatos foram os mais votados dentro daquela chapa. Em outras palavras, não basta o candidato ter votos; sua legenda também precisa ser competitiva.

Para deputado estadual, Mato Grosso dispõe de 24 cadeiras. Pelas projeções baseadas no eleitorado atual e no comparecimento de 2024, o quociente eleitoral poderá ficar próximo de 80 mil votos. Isso não significa que todo candidato precise alcançar esse número individualmente. Significa que a federação deve construir uma votação estadual próxima ou superior a essa faixa para participar, com maior segurança, da distribuição das cadeiras.

Nesse cenário, uma candidatura estadual da Região Oeste seria competitiva com aproximadamente 28 mil a 35 mil votos, desde que a federação alcance algo próximo de 90 mil a 110 mil votos em Mato Grosso. A situação para deputado federal é mais difícil. Mato Grosso possui apenas oito cadeiras na Câmara dos Deputados, o que eleva consideravelmente o quociente eleitoral. A federação provavelmente precisará aproximar-se de 250 mil votos em todo o Estado para disputar uma cadeira em condições consistentes. O candidato regional, por sua vez, deveria buscar uma votação individual entre 50 mil e 65 mil votos.

Isso demonstra que a Região Oeste pode praticamente construir a base eleitoral de um deputado estadual, mas não consegue, sozinha, resolver a eleição de um deputado federal. A candidatura federal precisa partir da região com força — entre 30 mil e 38 mil votos — e ampliar sua presença em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e outros polos relevantes.

Também é importante compreender que as duas candidaturas não precisam dividir os eleitores regionais. A mesma pessoa pode votar em um candidato a deputado estadual e em outro a deputado federal. Uma dobradinha regional bem organizada permite que os dois recebam votos do mesmo eleitorado. O desafio está em apresentar candidaturas complementares, com identidade regional e capacidade de expansão estadual.

A força eleitoral da região está concentrada. Cáceres possui 62.365 eleitores e representa 25,39% do eleitorado regional. Somada a Pontes e Lacerda, Sapezal e Mirassol d’Oeste, essa participação chega a aproximadamente 56%. Os oito maiores municípios concentram mais de 76% dos eleitores. Isso mostra que uma estratégia regional precisa começar pelos maiores centros, mas não pode abandonar os municípios menores, onde uma presença organizada pode produzir resultados proporcionalmente relevantes.

Outro ponto merece atenção. Entre 2024 e 2026, a Região Oeste perdeu 688 eleitores, passando de 246.393 para 245.705. A redução é pequena, mas revela que o crescimento eleitoral não acontecerá automaticamente. A região precisará melhorar o comparecimento, reduzir a dispersão de votos e transformar identidade territorial em representação política efetiva.

Mais importante que perguntar quantos votos um candidato precisa ter é verificar três condições ao mesmo tempo: quantos votos a federação alcançará em Mato Grosso, qual será a posição do candidato regional dentro da chapa e quanto da votação obtida na região poderá ser ampliada para outras partes do Estado. A eleição depende do equilíbrio entre esses três fatores.

A Região Oeste possui eleitorado para exercer maior protagonismo político. O que ainda precisa construir é coordenação. Quando os votos se dispersam entre muitas candidaturas sem viabilidade de legenda, a região participa da eleição, mas não necessariamente conquista representação. Quando existe organização, chapa competitiva e um projeto territorial reconhecível, 245 mil eleitores deixam de ser apenas uma estatística e passam a constituir uma força política.

A eleição de 2026, portanto, não será apenas uma disputa entre nomes. Será também uma decisão sobre a capacidade da Região Oeste de transformar população, território e votos em presença efetiva na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Afinal, uma região politicamente representada não apenas reivindica: participa diretamente das decisões que definem investimentos, infraestrutura, saúde, produção e desenvolvimento.

Fonte de dados: BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. Resultados – 2024. Portal de Dados Abertos do TSE. Brasília, DF: Tribunal Superior Eleitoral, 2024. Disponível em: https://dadosabertos.tse.jus.br/dataset/resultados-2024. Acesso em: 2 ago. 2026.

Autora: Adriane do Nascimento é Advogada, Consultora Econômica e Doutoranda em Direito Constitucional pelo IDP. Mestra em Economia, Políticas Públicas e Desenvolvimento, é registrada no CORECON-MT sob o nº 0001/ME. Especialista em Direito Tributário, Societário e Direito do Trabalho. É sócia-administradora da Sociedade de Advocacia Simões Santos, Nascimento & Associados. Foi consultora da Comissão Especial de Direito Tributário do Conselho Federal da OAB (2022–2024) e é autora de artigos e obras acadêmicas voltadas à tributação, desenvolvimento econômico e políticas públicas. Recebeu o 1º lugar no XXIX Prêmio Brasil de Economia (2023) e o 3º lugar no XXX Prêmio Brasil de Economia (2024), promovidos pelo COFECON.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA