Cáceres
Terminal portuário de R$ 500 milhões em Cáceres pode ter início da operação adiado para 2031
Cáceres

Da Redação
A conta da representação política no Oeste mato-grossense é simples, mas tem sido ignorada eleição após eleição: sem concentração, não há vitória. A última eleição de um representante foi há doze anos, e a região, composta por 22 municípios, assiste à Assembleia Legislativa legislar e destinar o orçamento público sem a presença de uma voz local para brigar pelas demandas do nosso povo.
O movimento que pretendia unificar candidaturas e evitar a dispersão do voto naufragou na vaidade partidária. Em Cáceres, polo natural da região e cidade que puxou essa bandeira, surgiram 13 candidaturas a deputado estadual. Em vez de uma ou duas opções de cada lado do espectro ideológico, partidos lançaram nomes apenas para cumprir tabela e garantir espaço em atas cartoriais. O resultado prático dessa enxurrada de nomes é o de sempre: dividir para perder, entregando cadeiras nas mãos de deputados de outras regiões que só aparecem por aqui em época de caçar voto.
Na contramão da fragmentação, o Partido dos Trabalhadores tomou uma decisão pragmática no campo da esquerda. Havia a possibilidade de duas candidaturas regionais, dividindo forças entre Cáceres, com o vereador Cézare Pastorello, e Pontes e Lacerda, com o agrônomo Saguio Moreira Santos. Houve recuo estratégico: o PT optou pelo afunilamento em torno de Pastorello com o objetivo claro de garantir uma cadeira direta no parlamento estadual pelo quociente eleitoral da federação.
Os números justificam o movimento. Na eleição presidencial de 2022, Lula obteve mais de 58 mil votos no Oeste, sendo 21.730 apenas no colégio eleitoral de Cáceres. Enquanto candidaturas do campo da direita se pulverizam em mais de uma dezena de opções disputando a mesma fatia, a candidatura de Cézare Pastorello surge como a única capaz de canalizar e herdar essa densidade eleitoral.
Nos bastidores da política local, analistas e lideranças partidárias já admitem que a viabilidade de Pastorello não depende apenas da militância de esquerda. Sua atuação na Câmara Municipal de Cáceres construiu trânsito fora das bolhas partidárias, atraindo eleitores de centro e cidadãos desiludidos com a polarização cega. Para esse grupo, o que pesa na balança não é a cor da bandeira, mas a urgência de colocar um representante da região dentro do Palácio Paiaguás e da Assembleia.
Faltando poucos dias para o primeiro domingo de outubro, a tendência observada nas ruas e conversas de bastidores é a migração do voto útil. Com os indecisos percebendo o risco real de o Oeste amargar mais quatro anos de isolamento, a candidatura de Pastorello passa a ser encarada não como uma aposta partidária, mas como a única alternativa matemática viável para que Cáceres e região quebrem o jejum de mais de uma década sem deputado estadual.

TERCEIRA CADEIRA
Com a pretensão de fazer três cadeiras por quociente partidário e aventurar uma quarta na sobra, a Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV) conseguiu aglutinar 23 candidaturas, e o histórico dos candidatos dá uma ideia de quantos votos o eleitorado teria que canalizar para viabilizar essa terceira cadeira.
Na classificação da Federação, Pastorello faz parte do G2, grupo que agrega os candidatos a deputado estadual com maior chance de eleição, com exceção de Lúdio Cabral e Valdir Barranco, que integram o G1, para reeleição.
No G2 estão Pastorello, Edna Sampa e Henrique Lopes. Edna Sampaio concorreu ao cargo em 2022 e teve 16.488 votos, com a maior parte concentrada em Cuiabá.
Já o professor Henrique Lopes concorreu em 2018 e obteve 18.300 votos. Tentou novamente em 2022, atingindo 15.154 votos.
Outro que faz parte da Federação e volta à política, depois de um longo tempo afastado é o ex-prefeito de Rondonópolis Zé do Pátio. Na sua última eleição para Deputado Estadual, em 2014, Zé do Pátio teve 17.431 pelo Solidariedade. Agora concorre na Federação pelo PV.
Os números colocam os concorrentes à terceira vaga da Federação todos abaixo de 18 mil votos, os que é uma oportunidade ímpar para a região, quando outros partidos tem em seus quadros candidatos que historicamente passam de 30 mil votos.
Cáceres
Mesmo com divisão entre partidos 5 nomes já se despontam para disputa da presidência da Câmara de Cáceres

Assessroria
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA-MT) realiza, nos dias 18 e 19 de novembro de 2026, o Seminário “Gestão Tripartite: A importância da integração União, Estado e Municípios na Gestão Ambiental”. O evento, que acontecerá na capital, tem como objetivo central fortalecer a cooperação entre os entes federativos, promover o intercâmbio de experiências e debater estratégias para aprimorar as políticas ambientais nos municípios, com foco prioritário na regularização de imóveis rurais.
O encontro ganha relevância diante do cenário normativo atual, moldado pela Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 15.190/2025). A legislação unificou as regras nacionais e gerou profundas transformações na integração e na coordenação entre as autoridades licenciadoras — sejam elas o Ibama, órgãos estaduais ou municipais — e os demais órgãos intervenientes.
Foco no Sudoeste e Parceria com Cáceres
Para esta edição, a região Sudoeste do estado recebeu atenção especial. Todos os 23 municípios da região foram convidados a participar das discussões. A organização e o suporte para a mobilização contam com a colaboração direta da Diretoria da Unidade Desconcentrada da SEMA-MT em Cáceres. A regional atua como peça-chave na articulação local para garantir a presença e o engajamento dos gestores municipais.
“E muito bom fazer a diferença na vida das pessoas. Nossa missão nas regionais vai além da fiscalização, trabalhamos lado a lado com os municípios para aproximar o Estado do produtor local. A participação unida da Região Sudoeste reflete o compromisso regional com o desenvolvimento sustentável”, declarou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres.
Avanços do CAR Digital 2.0 e Agricultura Familiar
Durante o seminário, o órgão ambiental apresentará as atualizações e os avanços tecnológicos do CAR Digital 2.0. A pauta principal será a regularização de pequenas propriedades e posses rurais de até 4 (quatro) módulos fiscais em Mato Grosso. O processo é conduzido com base nas diretrizes do Código Florestal, complementado pelas normas do Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural (SIMCAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA).
“A preocupação da Secretaria está totalmente voltada aos pequenos produtores e agricultores familiares que possuem CAF, PRONAF, DAP ou declaração de subsistência. Mudamos a perspectiva em torno da regularização rural, graças ao empenho do corpo técnico, reduzimos significativamente a burocracia e automatizamos processos, garantindo soluções rápidas sem abrir mão do rigor técnico”, afirmou Luiz Sergio Garcia, Diretor Regional da SEMA-MT em Cáceres-MT.
Reconhecimento e Fortalecimento Regional
O trabalho de descentralização e a busca pela eficiência no atendimento à população foram atribuídos ao esforço diário das Unidades Desconcentradas. Além da diretoria de Cáceres, as regionais de Tangará da Serra, Juína, Confresa, Rondonópolis, Barra do Garças, Sinop, Alta Floresta e Guarantã do Norte têm desempenhado um papel fundamental na redução de passivos ambientais históricos.
A consolidação desse modelo de gestão integrada conta com o apoio institucional e os investimentos promovidos pela Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, e pelo Governador Otaviano Pivetta, voltados à valorização das unidades regionais e ao fortalecimento da fiscalização e regularização em todo o território mato-grossense.
“O fortalecimento das nossas regionais é um pilar estratégico para Mato Grosso. Investir nas estruturas do interior garante que a preservação ambiental caminhe em total harmonia com a força econômica e produtiva dos nossos municípios”, pontuou Secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.
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