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Prefeitura revitaliza iluminação da Ponte Marechal Rondon e devolve brilho a um dos cartões-postais de Cáceres

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Cáceres

A Prefeitura de Cáceres está concluindo a revitalização da iluminação cênica da Ponte Marechal Rondon, devolvendo as cores e o destaque à sua imponente estrutura, considerada um dos principais cartões-postais do município. A ação integra os preparativos para o Festival Internacional de Pesca Esportiva (FIPe) e promete proporcionar um novo espetáculo visual para moradores e visitantes.

Na noite desta quarta-feira (1º), a iluminação foi acionada para testes e chamou a atenção de quem passava pelo local. As luzes coloridas realçaram a arquitetura histórica da ponte, encantando o público e antecipando o visual que será apresentado oficialmente durante o festival.

De acordo com o secretário de Infraestrutura, Luan Teixeira, a revitalização representa um esforço conjunto da administração municipal para valorizar um dos maiores símbolos da cidade.

“Os visitantes que vierem a Cáceres para o Festival Internacional de Pesca poderão contemplar a arquitetura dessa ponte histórica totalmente iluminada novamente. Foi um esforço da prefeita Eliene para entregarmos a Ponte Marechal Rondon revitalizada e iluminada, valorizando um patrimônio que faz parte da identidade da nossa cidade”, destacou.

A secretária municipal de Turismo e Cultura agradeceu o empenho da Secretaria Municipal de Infraestrutura, por meio da Coordenação de Iluminação Pública, ressaltando a importância da parceria para fortalecer o turismo e embelezar a cidade durante o maior evento turístico do município.

“A revitalização da iluminação da Ponte Marechal Rondon é um presente para Cáceres e para todos os visitantes do FIPe. Agradecemos à equipe da Infraestrutura por esse trabalho, que contribui para deixar nossa cidade ainda mais bonita e acolhedora”, afirmou.

As luzes serão acesas oficialmente na noite de abertura do Festival Internacional de Pesca Esportiva, nesta sexta-feira (3), marcando um dos momentos simbólicos da programação e reforçando a beleza da paisagem urbana de Cáceres.

A prefeita Eliene Liberato Dias, que retornou a Cáceres nesta quinta-feira após um período de 10 dias de férias, destacou que a revitalização da iluminação da ponte reafirma o compromisso da gestão com a valorização do patrimônio público e com o fortalecimento do turismo.

“Ficamos muito felizes em devolver à população e aos nossos visitantes uma Ponte Marechal Rondon novamente iluminada, valorizando um dos maiores símbolos de Cáceres. Esse investimento vai além da beleza; representa o cuidado com o patrimônio, o incentivo ao turismo e o orgulho que temos da nossa cidade. Tenho certeza de que essa iluminação será mais um atrativo durante o FIPe e continuará encantando todos que passam por aqui”, afirmou a prefeita.

Esdras Crepaldi / DRT 940 MT

 

 

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Médico desiste de candidatura a deputado por problemas de saúde

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Estudo mostra que o eleitorado regional representa 9,3% de MT; vitória para estadual e federal exige chapa competitiva, redução da dispersão de votos e expansão para outros polos.

Por: Adriane Barbosa do Nascimento

A Região Oeste de Mato Grosso possui 245.705 eleitores distribuídos em 22 municípios. É um contingente expressivo, equivalente a aproximadamente 9,3% do eleitorado estadual. Diante desse número, uma pergunta se torna inevitável: a região tem força suficiente para eleger um deputado estadual e um deputado federal em 2026?

A resposta é positiva, mas exige uma explicação importante. No Brasil, deputados não são eleitos apenas pela quantidade individual de votos. Primeiro, é necessário que o partido ou a federação alcance votação suficiente para conquistar uma cadeira. Somente depois se verifica quais candidatos foram os mais votados dentro daquela chapa. Em outras palavras, não basta o candidato ter votos; sua legenda também precisa ser competitiva.

Para deputado estadual, Mato Grosso dispõe de 24 cadeiras. Pelas projeções baseadas no eleitorado atual e no comparecimento de 2024, o quociente eleitoral poderá ficar próximo de 80 mil votos. Isso não significa que todo candidato precise alcançar esse número individualmente. Significa que a federação deve construir uma votação estadual próxima ou superior a essa faixa para participar, com maior segurança, da distribuição das cadeiras.

Nesse cenário, uma candidatura estadual da Região Oeste seria competitiva com aproximadamente 28 mil a 35 mil votos, desde que a federação alcance algo próximo de 90 mil a 110 mil votos em Mato Grosso. A situação para deputado federal é mais difícil. Mato Grosso possui apenas oito cadeiras na Câmara dos Deputados, o que eleva consideravelmente o quociente eleitoral. A federação provavelmente precisará aproximar-se de 250 mil votos em todo o Estado para disputar uma cadeira em condições consistentes. O candidato regional, por sua vez, deveria buscar uma votação individual entre 50 mil e 65 mil votos.

Isso demonstra que a Região Oeste pode praticamente construir a base eleitoral de um deputado estadual, mas não consegue, sozinha, resolver a eleição de um deputado federal. A candidatura federal precisa partir da região com força — entre 30 mil e 38 mil votos — e ampliar sua presença em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis e outros polos relevantes.

Também é importante compreender que as duas candidaturas não precisam dividir os eleitores regionais. A mesma pessoa pode votar em um candidato a deputado estadual e em outro a deputado federal. Uma dobradinha regional bem organizada permite que os dois recebam votos do mesmo eleitorado. O desafio está em apresentar candidaturas complementares, com identidade regional e capacidade de expansão estadual.

A força eleitoral da região está concentrada. Cáceres possui 62.365 eleitores e representa 25,39% do eleitorado regional. Somada a Pontes e Lacerda, Sapezal e Mirassol d’Oeste, essa participação chega a aproximadamente 56%. Os oito maiores municípios concentram mais de 76% dos eleitores. Isso mostra que uma estratégia regional precisa começar pelos maiores centros, mas não pode abandonar os municípios menores, onde uma presença organizada pode produzir resultados proporcionalmente relevantes.

Outro ponto merece atenção. Entre 2024 e 2026, a Região Oeste perdeu 688 eleitores, passando de 246.393 para 245.705. A redução é pequena, mas revela que o crescimento eleitoral não acontecerá automaticamente. A região precisará melhorar o comparecimento, reduzir a dispersão de votos e transformar identidade territorial em representação política efetiva.

Mais importante que perguntar quantos votos um candidato precisa ter é verificar três condições ao mesmo tempo: quantos votos a federação alcançará em Mato Grosso, qual será a posição do candidato regional dentro da chapa e quanto da votação obtida na região poderá ser ampliada para outras partes do Estado. A eleição depende do equilíbrio entre esses três fatores.

A Região Oeste possui eleitorado para exercer maior protagonismo político. O que ainda precisa construir é coordenação. Quando os votos se dispersam entre muitas candidaturas sem viabilidade de legenda, a região participa da eleição, mas não necessariamente conquista representação. Quando existe organização, chapa competitiva e um projeto territorial reconhecível, 245 mil eleitores deixam de ser apenas uma estatística e passam a constituir uma força política.

A eleição de 2026, portanto, não será apenas uma disputa entre nomes. Será também uma decisão sobre a capacidade da Região Oeste de transformar população, território e votos em presença efetiva na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Afinal, uma região politicamente representada não apenas reivindica: participa diretamente das decisões que definem investimentos, infraestrutura, saúde, produção e desenvolvimento.

Fonte de dados: BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral. Resultados – 2024. Portal de Dados Abertos do TSE. Brasília, DF: Tribunal Superior Eleitoral, 2024. Disponível em: https://dadosabertos.tse.jus.br/dataset/resultados-2024. Acesso em: 2 ago. 2026.

Autora: Adriane do Nascimento é Advogada, Consultora Econômica e Doutoranda em Direito Constitucional pelo IDP. Mestra em Economia, Políticas Públicas e Desenvolvimento, é registrada no CORECON-MT sob o nº 0001/ME. Especialista em Direito Tributário, Societário e Direito do Trabalho. É sócia-administradora da Sociedade de Advocacia Simões Santos, Nascimento & Associados. Foi consultora da Comissão Especial de Direito Tributário do Conselho Federal da OAB (2022–2024) e é autora de artigos e obras acadêmicas voltadas à tributação, desenvolvimento econômico e políticas públicas. Recebeu o 1º lugar no XXIX Prêmio Brasil de Economia (2023) e o 3º lugar no XXX Prêmio Brasil de Economia (2024), promovidos pelo COFECON.

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