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Prefeitura de Cáceres abre seleção para barracas e lanchonetes no 43º FIPe

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Espécie não é natural da Bacia do Paraguai e pode ameaçar peixes nativos do Pantanal, segundo biólogo.

 

Um pescador capturou um pirarucu na manhã desta terça-feira (2), no Rio Paraguai, em Cáceres. A presença do peixe acendeu um alerta porque a espécie não é natural da Bacia do Paraguai e é considerada invasora na região do Pantanal.

O vídeo da captura foi compartilhado pelo comandante naval Adilson Nani. Segundo ele, o peixe foi fisgado por um pescador conhecido como Cido, morador da região. Adilson contou ainda que este é o segundo caso de pirarucu no Rio Paraguai do qual teve conhecimento.

O pirarucu, de nome científico Arapaima gigas, é um peixe de grande porte e predador. Conforme a Resolução nº 02/2024 do Conselho Estadual de Pesca de Mato Grosso (Cepesca), a espécie está na lista de peixes exóticos, alóctones, invasores ou híbridos na Bacia do Alto Paraguai. A norma autoriza a captura e o transporte dessas espécies, exceto durante o período de defeso.

Depois de capturar o peixe, o pescador o devolveu ao rio.

De acordo com o biólogo e pesquisador da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Derick Victor de Souza Campos, o pirarucu representa risco ao equilíbrio natural do Pantanal.

“Ele é considerado uma espécie invasora aqui na região do Pantanal. Assim como o tucunaré, essas espécies representam um perigo muito grande para o nosso ecossistema natural”, explicou.

Segundo o pesquisador, o pirarucu tem grande capacidade de adaptação em baías e lagoas, ambientes comuns no Pantanal. Com isso, pode colonizar rapidamente esses espaços e competir com espécies nativas por território e alimento.

Derick explica que peixes como pacu, pintado, cachara e dourado desovam na calha dos rios. Depois, quando as larvas crescem, elas migram para as baías. O problema é que, nesses locais, podem encontrar ambientes já ocupados por espécies exóticas, carnívoras e altamente competitivas.

A resolução do Cepesca também estabelece que os exemplares de espécies exóticas não são contabilizados na cota de captura e não precisam seguir medidas mínimas de pesca.

Na lista da Bacia do Alto Paraguai aparecem, além do pirarucu, espécies como tucunaré azul, tucunaré amarelo, tambaqui, tambacu, pirarara, corvina, tilápia, matrinxã e pirapitinga.

O coordenador municipal de Meio Ambiente de Cáceres, Dario Diego Senn, afirmou que o município acompanha a situação em parceria com instituições como a Unemat e o IFMT, além de participar de comitês de bacias hidrográficas da região.

“Nossas parcerias envolvem instituições de renome como Unemat e IFMT. Participamos dos comitês de bacias hidrográficas da nossa região e sempre estamos debatendo e fazendo, na prática, ações que envolvem monitoramento não somente do Rio Paraguai, mas também de seus afluentes, como Jauru, Cabaçal e Sepotuba”, disse.

Segundo Dario, a presença de peixes exóticos e invasores exige atenção por causa dos impactos ambientais.

“A questão de peixes exóticos e invasores a gente incentiva a pesca esportiva e a remoção desses animais, até porque existe ameaça ao equilíbrio ecológico, competição por alimento e predação de espécies nativas”, completou.

De acordo com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema-MT), a pesca e o abate de espécies exóticas e predadoras em bacias onde elas não são naturais são permitidos, desde que respeitado o período de defeso.

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Cáceres marca presença na FIT Pantanal 2026 e destaca potencial turístico do município

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Com um estande temático que reúne identidade, cultura, tradição e as belezas naturais do Pantanal, o município de Cáceres participa mais uma vez da FIT Pantanal – Feira Internacional de Turismo do Pantanal, edição 2026. O evento teve início nesta quarta-feira (03), no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá.

Aberta ao público, a feira segue até domingo (07/06), com uma ampla programação voltada à valorização do turismo, da cultura e das potencialidades de Mato Grosso, reunindo municípios, expositores, profissionais do trade turístico e visitantes.

No espaço destinado a Cáceres, o público pode conhecer um pouco da riqueza que faz do município um dos principais destinos turísticos do Estado. O estande destaca a biodiversidade pantaneira, o artesanato local, os atrativos naturais, a hospitalidade do povo cacerense e a força do Festival Internacional de Pesca Esportiva – FIPe, que chega este ano à sua 43ª edição.

Considerado o maior festival de pesca esportiva do Brasil, o FIPe será realizado de 03 a 05 de julho. A escolha do evento como vitrine para promoção do FIPe reforça a importância da feira como espaço estratégico de divulgação, já que reúne representantes de diversos municípios, visitantes e profissionais ligados ao setor turístico.

De acordo com a secretária municipal de Turismo e Cultura, Alessandra Castilho, a presença de Cáceres na FIT Pantanal é resultado direto do compromisso da gestão municipal em fortalecer a divulgação do município. “A prefeita Eliene tem se mostrado incansável na missão de divulgar Cáceres. Este espaço na feira é uma grande oportunidade de mostrar ao Brasil e ao mundo o que temos de mais bonito e autêntico”, afirmou Alessandra.

A prefeita Eliene Liberato Dias também destacou a relevância da participação de Cáceres em eventos promovidos pelo Governo do Estado e pelo trade turístico, especialmente em um momento que antecede a realização do FIPe. “Cáceres jamais poderia ficar de fora. Este é um momento estratégico para fortalecer nossa imagem como destino turístico. Estamos às vésperas do nosso maior evento, o FIPe, e essa vitrine nos permite mostrar tudo o que temos de melhor e atrair ainda mais visitantes”, ressaltou a prefeita.

Esdras Crepaldi / DRT 940 MT

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