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Pontes e Lacerda – Foto mostra rapaz sequestrado pelo CV amarrado; polícia faz buscas

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Sinézio Alcântara – Expressão Notícias

 

O secretário Municipal de Educação, Fransérgio Piovesan, classificou como perseguição política, a decisão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), das Obras, em recomendar o afastamento da funções de três servidores da administração, além dele a assessora de convênios, Gésica Chaika e o servidor fiscal de obras Thales Brito.

“Uma decisão meramente política de dois ex-integrantes da administração que foram demitidos pela prefeita. Para atingir Eliene (prefeita Eliene Liberato Dias) eles atacam os secretários”. A afirmação foi feita por Fransérgio, na tarde desta terça-feira (9/6) se referindo aos vereadores Jerônimo Gonçalves (PL), relator da CPI e Elis Enfermeira (PL), presidente da comissão.

Sem poupar críticas aos vereadores, o secretário disse que “não sei se por incompetência ou má fé, eles fizeram um trabalho totalmente falho” levando em conta que segundo ele, “não existe irregularidades nas obras”. Oportunidade em que apresentou documentos, que em sua opinião, comprovam que “os pagamentos das obras foram feitos com base em documentos fiscais e de contrato.”.

Ele ressaltou que em sua oitiva na CPI ficou claro, que “não havia interesse em esclarecer a verdade, mas sim de perseguir a administração” e que convocou a entrevista para esclarecer a situação porque tem nome a zelar. E, que acredita na isenção política do Ministério Público (MP) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que farão o julgamento do resultado da CPI.

Lembrado pelo site Expressão Notícias de que essa é a terceira vez em que os vereadores propõe o seu afastamento da função, o secretário justificou que “não é a primeira e nem será a última” porque ele contraria alguns interesses, principalmente, porque não está aberto a “fazer concessão não republicana”. Diz que “sou verdadeiro e isso as vezes ofende” e que também não tem apego ao cargo.

Cassação da prefeita Eliene

Além do afastamento dos servidores Fransérgio, Jessica e Thales, a CPI das Obras recomendou a abertura de um processo contra a prefeita Eliene Liberato, após de 11 meses de investigação sobre contratos de obras. A medida, caso seja acolhida pela Câmara Municipal, poderá abrir caminho para a apuração de eventual responsabilidade político-administrativa da chefe do Executivo.

Dentro da CPI, o relatório teve apoio do relator Jerônimo Gonçalves e da presidente Elis Enfermeira. Já o vereador Professor Domingos aprovou parcialmente o documento, mas votou contra a abertura do processo contra Eliene e contra os afastamentos cautelares sugeridos pelo relator.

 

A CPI analisou oito contratos de obras públicas considerados estratégicos para o município. Entre eles estão intervenções na Praça da Feira, Praça de Alimentação da Feira, obras de pavimentação e drenagem, contratos de infraestrutura, a Unidade Básica de Saúde do Vila Irene e a reforma e ampliação da Escola Municipal Raquel Ramão.

Segundo o relatório, a investigação encontrou uma série de problemas recorrentes nos contratos analisados, incluindo atrasos prolongados, paralisações, aditivos sucessivos, falhas de fiscalização, dificuldades de execução por empresas contratadas e obras que não foram entregues dentro dos prazos inicialmente previstos.O documento sustenta que as irregularidades identificadas não ocorreram de forma isolada.

Para a comissão, os problemas se repetiram em diferentes contratos, envolvendo áreas como saúde, educação, infraestrutura e mobilidade urbana. Entre os pontos destacados pela CPI estão obras paralisadas, empreendimentos que acumularam prorrogações sem solução definitiva e situações que, segundo o relatório, provocaram prejuízos diretos à população e aos cofres públicos.

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Região tem grande parte da produção estadual de cana, algodão e bovinos. São 31 mil empregos industriais e ZPE atrai investimentos

MARIANNA PERES
Da reportagem | Diário de Cuiabá

A região Oeste de Mato Grosso vem consolidando sua posição como uma das principais apostas para a expansão da agroindústria no Estado.

Impulsionada pela elevada produção de matérias-primas, localização estratégica e pela proximidade com a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a região reúne condições para ampliar a industrialização da produção agropecuária e fortalecer a competitividade da economia mato-grossense.

Levantamento do Observatório de Mato Grosso, vinculado ao Sistema Federação das Indústrias de Mato Grosso (Sistema Fiemt), mostra a importância econômica da região.

Os 32 municípios concentram 79% da produção estadual de cana-de-açúcar, 34% da produção de algodão, 26% do rebanho bovino, além de responderem por 12% da produção de soja e 7% da safra de milho.

Na avaliação da gerente de Desenvolvimento Industrial do Sistema Fiemt, Vanessa Gasch, esses indicadores evidenciam o potencial para ampliar a verticalização da produção, agregando valor às matérias-primas, antes da comercialização e estimulando a instalação de novas indústrias.

Hoje, a indústria responde por cerca de 15% do Produto Interno Bruto (PIB) regional, estimado em R$ 6,9 bilhões, e emprega aproximadamente 31 mil trabalhadores com carteira assinada, o equivalente a 14% dos empregos formais da região.

Os segmentos de alimentos e bebidas lideram a geração de postos de trabalho, concentrando 40% dos empregos industriais.

Em seguida aparecem as indústrias de biocombustíveis, com participação de 12%, as empresas de minerais não metálicos, com 7%, e a construção civil, responsável por 5% dos empregos do setor.

Para o presidente do Sistema Fiemt, Silvio Rangel, o fortalecimento da indústria representa um dos principais caminhos para ampliar o desenvolvimento econômico de Mato Grosso, especialmente em regiões que já possuem forte vocação agropecuária.

Segundo ele, a transformação da produção, dentro do próprio Estado, gera maior valor agregado, amplia a arrecadação tributária, cria empregos qualificados e fortalece as economias locais.

“Mato Grosso possui cerca de 17 mil indústrias, responsáveis por mais de 200 mil empregos diretos. O setor responde por aproximadamente 15% do PIB estadual e por cerca de metade da arrecadação do ICMS, demonstrando sua importância para o crescimento econômico e para o financiamento de áreas como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura”, destacou.

Rangel avaliou que municípios como Pontes e Lacerda (448 km a Oeste de Cuiabá) estão posicionados para liderar esse novo ciclo de industrialização.

Além da forte produção agropecuária, a cidade está próxima da ZPE de Cáceres, empreendimento considerado estratégico para ampliar as exportações de produtos industrializados e atrair novos investimentos privados.

Na avaliação do dirigente, a combinação entre disponibilidade de matérias-primas, infraestrutura logística e ambiente favorável aos negócios cria condições para transformar o Oeste mato-grossense em uma nova fronteira de desenvolvimento industrial, reduzindo a dependência da exportação de commodities in natura e fortalecendo cadeias produtivas de maior valor agregado.

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