Search
Close this search box.

Cáceres

Momento Mãe Especial” da SME promove acolhimento e fortalecimento de vínculos com famílias da Educação Inclusiva em Cáceres

Publicado em

Cáceres

A Prefeitura de Cáceres, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), através da Coordenadoria Pedagógica e da Equipe de Educação Especial e Inclusiva realizou no último dia 28 de maio o encontro “Momento Mãe Especial”, uma ação voltada às mães dos estudantes atendidos pela Educação Especial e Inclusiva da Rede Municipal de Ensino.

O evento aconteceu no auditório da Escola Municipal Dom Máximo Biennés e integrou as comemorações alusivas ao Dia das Mães, celebrado no mês de maio. A iniciativa teve como principal objetivo oferecer um espaço de acolhimento, escuta e fortalecimento de vínculos, promovendo apoio emocional e incentivando a troca de experiências entre as mães e a equipe da Secretaria Municipal de Educação.

A ação também reforçou a parceria entre família ed escola, reconhecendo que ambas compartilham a missão de contribuir para o desenvolvimento, a aprendizagem e a inclusão dos estudantes atendidos pela rede municipal.

As inscrições foram realizadas por meio de formulário eletrônico divulgado pelas professoras dos Serviços Educacionais Especializados, que incluem a Sala de Recursos Multifuncionais (SRM), o Atendimento Pedagógico Domiciliar (APD), o Serviço de Ensino de Libras (SEL) e o Núcleo de Apoio Especializado (NAE).

Durante a programação, as participantes tiveram acesso a momentos de reflexão, diálogo e interação, em um ambiente preparado para acolher suas vivências, desafios e conquistas. Paralelamente, as crianças participaram de atividades recreativas e pedagógicas organizadas pelas professoras dos serviços especializados, garantindo tranquilidade e conforto para que as mães aproveitassem integralmente o encontro.

O secretário municipal de Educação, Fransérgio Piovesan, destacou a importância de ações que valorizam as famílias dos estudantes da Educação Especial. “Quando acolhemos uma mãe, fortalecemos toda a rede de apoio que envolve nossos estudantes. A inclusão acontece de forma mais efetiva quando família e escola caminham juntas. Este encontro foi pensado com muito carinho para reconhecer a dedicação dessas mulheres e reafirmar o compromisso da educação municipal com uma escola cada vez mais humana, inclusiva e acolhedora”, ressaltou o secretário.

A psicóloga Aline Rejane Caxito Braga enfatizou que o momento proporcionou não apenas acolhimento, mas também fortalecimento emocional para as participantes. “Muitas dessas mães enfrentam desafios diários que exigem força, dedicação e resiliência. Criar espaços de escuta e compartilhamento é fundamental para que elas se sintam compreendidas, valorizadas e apoiadas. O encontro permitiu que elas percebessem que não estão sozinhas nessa caminhada e que podem contar com uma rede de apoio comprometida com o bem-estar de suas famílias”, afirmou Aline.

Ao final do evento, as mães manifestaram gratidão pela iniciativa e destacaram a relevância de ações voltadas ao acolhimento e à valorização das famílias da Educação Especial. O reconhecimento das participantes reforçou a importância da continuidade de momentos como esse, que contribuem para o fortalecimento dos vínculos entre escola, família e comunidade.

A coordenadora pedagógica Luciana Gattass avaliou o encontro como um importante passo na construção de uma educação cada vez mais inclusiva, sensível às necessidades das famílias e comprometida com a promoção do desenvolvimento integral dos estudantes.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cáceres

Mato Grosso registra 26 feminicídios em 2026 e junho bate recorde de assassinatos de mulheres

Publicados

em

Maior parte dos crimes foi cometida por maridos que usaram faca como arma.

Dados do Observatório Caliandra revelam que Cuiabá e Várzea Grande lideram ranking de mortes e crimes já deixaram 32 crianças órfãs no estado

Por: VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT

Mato Grosso já contabiliza 26 casos de feminicídios confirmados em 2026. Os dados são do Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado (MPMT), e apontam junho como o mês com o maior número de registros desse tipo de crime.

Cuiabá e Várzea Grande ainda lideram o ranking das cidades com mais vítimas de feminicídio. Cada uma registrou, até agora, três ocorrências. Também aparecem na lista Vila Bela da Santíssima Trindade e Tangará da Serra, com dois casos cada.

Já Tapurah, Sinop, São José do Xingu, Rondonópolis, Poxoréu, Porto dos Gaúchos, Nova Maringá, Nova Bandeirantes, Lucas do Rio Verde, Itaúba, Guarantã do Norte, Chapada dos Guimarães, Brasnorte e Castanheira registraram um caso cada.

Um dos últimos casos noticiados pelo  foi a morte da professora Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos, que teve o corpo encontrado na segunda-feira, 29 de junho, em um assentamento na cidade de Castanheira (a 787 km de Cuiabá). Segundo o registro, vizinhos sentiram falta da vítima, que havia saído para os fundos de sua propriedade rural e não retornou.

Durante as buscas, ela foi encontrada dentro de uma represa. Joel Laureano Ferreira, de 46 anos, foi preso pelo assassinato da mulher, que era sua namorada. Segundo a polícia, o suspeito teria estrangulado e quebrado o pescoço da vítima antes de jogar o corpo em uma represa. O Caliandra incluiu o assassinato dela no banco de dados do estado neste mês de julho.

Nesta semana, também foi confirmada a investigação por feminicídio da morte de Olga Beatriz, de 12 anos, que teria sido asfixiada pelo próprio pai. O inquérito foi concluído e a Polícia Civil indiciou o agressor, morador de Várzea Grande, que está preso preventivamente. O processo está em tramitação. O caso ainda não foi contabilizado nos dados do MPMT.

Ainda conforme o levantamento, facas e objetos semelhantes foram os itens mais utilizados nos crimes. Asfixia e estrangulamento aparecem empatados em segundo lugar. Armas de fogo ocupam a terceira posição, seguidas por atropelamento e espancamento.

Do total de casos, sete mulheres perderam a vida dentro da própria residência. O item “residência” ainda aparece em 13 ocorrências, podendo se referir à casa do criminoso ou a qualquer outro imóvel de familiares ou conhecidos. Quatro mortes ocorreram em ruas e avenidas das cidades.

Desprezo e discriminação pelo fato de serem mulheres, além do sentimento de posse, aparecem como as principais motivações apontadas para os crimes, praticados, em sua maioria, por ex-maridos ou ex-namorados.

Das 26 vítimas, apenas duas tinham medida protetiva ativa e oito haviam registrado boletim de ocorrência contra o agressor antes da morte. Mulheres pardas e com ensino médio completo lideram o perfil das vítimas em Mato Grosso.

Ainda conforme o Observatório Caliandra, 32 crianças ficaram órfãs em decorrência dos feminicídios registrados em 2026.

Denuncie

A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou situações de risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser registrado de forma online, por meio da Delegacia Digital.

Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.

O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes de feminicídio pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelece a Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA