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Cáceres

Grupo o Palco é a Rua leva cultura e emoção ao principal dia do 43º FIPe

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Cáceres

O domingo, 5 de julho de 2026, considerado um dos momentos mais aguardados do 43º Festival Internacional de Pesca Esportiva de Cáceres, o FIPe, ganhou um brilho especial com a participação do grupo A Rua é o Palco. Durante a tradicional largada dos barcos da prova embarcada motorizada, milhares de pessoas foram surpreendidas por apresentações que levaram arte, cultura e emoção diretamente para o meio do público.

Em um festival marcado também por grandes shows nacionais, o projeto se destacou ao ocupar os espaços de circulação com performances inspiradas na cultura mato-grossense e, especialmente, nas tradições cacerenses. A proposta aproximou artistas e espectadores, transformando o público em parte das apresentações e criando momentos de descontração, encantamento e participação coletiva.

O formato das intervenções chamou a atenção pela originalidade e pela capacidade de tornar a arte mais acessível. A excelente receptividade do público confirmou o sucesso da iniciativa, que conquistou moradores e visitantes de todas as idades, fortalecendo o sentimento de pertencimento e valorização da cultura regional.

Ao integrar a programação do principal dia do FIPe, o grupo reafirmou a importância das manifestações artísticas como instrumento de preservação da identidade cultural de Mato Grosso. A iniciativa demonstrou que levar a arte para as ruas é uma forma eficiente de aproximar a população de suas raízes, mantendo vivas as tradições que fazem de Cáceres uma das mais importantes referências culturais do estado.

Para a secretária municipal de Turismo e Cultura, Alessandra Castilho, a participação do grupo foi um presente para o público e para o próprio festival. Ela parabenizou os integrantes do A Rua é o Palco pelo talento, sensibilidade e pela forma especial com que brindaram o FIPe com suas apresentações. “Quero parabenizar o grupo A Rua é o Palco, que trouxe ainda mais beleza, emoção e identidade cultural ao nosso festival. Eles brindaram o FIPe com apresentações marcantes, levando a arte para perto das pessoas e mostrando a força da nossa cultura. Foi uma participação muito especial, que encantou moradores e visitantes e contribuiu para tornar esta edição ainda mais inesquecível”, destacou Alessandra Castilho.

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Cáceres

Mato Grosso registra 26 feminicídios em 2026 e junho bate recorde de assassinatos de mulheres

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Maior parte dos crimes foi cometida por maridos que usaram faca como arma.

Dados do Observatório Caliandra revelam que Cuiabá e Várzea Grande lideram ranking de mortes e crimes já deixaram 32 crianças órfãs no estado

Por: VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT

Mato Grosso já contabiliza 26 casos de feminicídios confirmados em 2026. Os dados são do Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado (MPMT), e apontam junho como o mês com o maior número de registros desse tipo de crime.

Cuiabá e Várzea Grande ainda lideram o ranking das cidades com mais vítimas de feminicídio. Cada uma registrou, até agora, três ocorrências. Também aparecem na lista Vila Bela da Santíssima Trindade e Tangará da Serra, com dois casos cada.

Já Tapurah, Sinop, São José do Xingu, Rondonópolis, Poxoréu, Porto dos Gaúchos, Nova Maringá, Nova Bandeirantes, Lucas do Rio Verde, Itaúba, Guarantã do Norte, Chapada dos Guimarães, Brasnorte e Castanheira registraram um caso cada.

Um dos últimos casos noticiados pelo  foi a morte da professora Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos, que teve o corpo encontrado na segunda-feira, 29 de junho, em um assentamento na cidade de Castanheira (a 787 km de Cuiabá). Segundo o registro, vizinhos sentiram falta da vítima, que havia saído para os fundos de sua propriedade rural e não retornou.

Durante as buscas, ela foi encontrada dentro de uma represa. Joel Laureano Ferreira, de 46 anos, foi preso pelo assassinato da mulher, que era sua namorada. Segundo a polícia, o suspeito teria estrangulado e quebrado o pescoço da vítima antes de jogar o corpo em uma represa. O Caliandra incluiu o assassinato dela no banco de dados do estado neste mês de julho.

Nesta semana, também foi confirmada a investigação por feminicídio da morte de Olga Beatriz, de 12 anos, que teria sido asfixiada pelo próprio pai. O inquérito foi concluído e a Polícia Civil indiciou o agressor, morador de Várzea Grande, que está preso preventivamente. O processo está em tramitação. O caso ainda não foi contabilizado nos dados do MPMT.

Ainda conforme o levantamento, facas e objetos semelhantes foram os itens mais utilizados nos crimes. Asfixia e estrangulamento aparecem empatados em segundo lugar. Armas de fogo ocupam a terceira posição, seguidas por atropelamento e espancamento.

Do total de casos, sete mulheres perderam a vida dentro da própria residência. O item “residência” ainda aparece em 13 ocorrências, podendo se referir à casa do criminoso ou a qualquer outro imóvel de familiares ou conhecidos. Quatro mortes ocorreram em ruas e avenidas das cidades.

Desprezo e discriminação pelo fato de serem mulheres, além do sentimento de posse, aparecem como as principais motivações apontadas para os crimes, praticados, em sua maioria, por ex-maridos ou ex-namorados.

Das 26 vítimas, apenas duas tinham medida protetiva ativa e oito haviam registrado boletim de ocorrência contra o agressor antes da morte. Mulheres pardas e com ensino médio completo lideram o perfil das vítimas em Mato Grosso.

Ainda conforme o Observatório Caliandra, 32 crianças ficaram órfãs em decorrência dos feminicídios registrados em 2026.

Denuncie

A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou situações de risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser registrado de forma online, por meio da Delegacia Digital.

Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.

O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes de feminicídio pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelece a Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.

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