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Em momento crítico da AAAC, Grupo Juba abraça a causa animal por meio do Troco Solidário

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Cáceres

Em um momento considerado crítico para a Associação de Ajuda aos Animais de Cáceres (AAAC), que precisará deixar o espaço onde atualmente está instalada e onde abriga dezenas de animais resgatados, o Grupo Juba demonstra, mais uma vez, seu compromisso com a responsabilidade social e abraça uma causa urgente e sensível para toda a comunidade.

A entidade foi escolhida para ser uma das beneficiadas pela nova etapa do projeto Troco Solidário, iniciativa que mobiliza clientes, colaboradores e a sociedade em uma grande corrente do bem. A cada compra realizada nas lojas do Grupo Juba, o cliente pode doar parte do troco, transformando pequenos gestos em apoio concreto para instituições que desenvolvem trabalhos essenciais.

Nesta fase, o projeto volta seu olhar para a causa animal, contemplando entidades que atuam diariamente no resgate, acolhimento, alimentação, tratamento veterinário e proteção de animais em situação de abandono ou vulnerabilidade.

Além da Associação de Ajuda aos Animais de Cáceres (AAAC), também serão beneficiadas a Associação Salve Uma Vida, de Mirassol d’Oeste, e o Abrigo Flor de Acácia, de Araputanga. As três instituições enfrentam desafios constantes para manter suas atividades e garantir dignidade aos acolhidos.

No caso da AAAC, o apoio chega em um momento decisivo. A associação vive a preocupação de ter que deixar o local onde funciona atualmente, espaço que abriga dezenas de cães e gatos resgatados das ruas, vítimas de abandono, maus-tratos ou situações de risco. Diante desse cenário, a inclusão da entidade no Troco Solidário representa esperança, união e a possibilidade de fortalecer a continuidade desse trabalho.

Para a diretoria do Grupo Juba, a escolha das instituições reforça o propósito do projeto, que é aproximar a comunidade de causas que realmente fazem diferença. “Sabemos que a AAAC e as demais entidades realizam um trabalho de enorme valor social. São voluntários que dedicam tempo, esforço e amor para cuidar de vidas que muitas vezes foram esquecidas. O Grupo Juba se sente honrado em poder contribuir e convidar nossos clientes a fazerem parte dessa corrente de solidariedade”, destacou a diretoria.

Agora, ao direcionar a campanha para a causa animal, o Grupo Juba amplia ainda mais o alcance social do projeto e reforça sua sensibilidade diante de demandas importantes da comunidade.

A proposta é simples, mas poderosa, ao autorizar a doação do troco, cada cliente passa a fazer parte de uma rede de apoio que ajuda a salvar vidas, manter instituições em funcionamento e levar esperança a quem mais precisa. “Quando muitas pessoas contribuem um pouquinho, o resultado se transforma em algo grandioso. O Troco Solidário mostra que a solidariedade está ao alcance de todos e que cada gesto importa”, reforçou o diretor Mirko Ribeiro do Grupo Juba.

Já Marcelo Ribeiro, diretor financeiro, concluiu dizendo que com mais esta ação, o Grupo Juba reafirma seu papel como parceiro das boas causas em Cáceres e região, fortalecendo instituições, valorizando o voluntariado e mostrando que responsabilidade social também se constrói com empatia, compromisso e amor ao próximo, inclusive aos animais. “O Troco Solidário já apresentou resultados expressivos em edições anteriores. Na primeira etapa, aproximadamente R$ 23 mil foram destinados às APAEs de Cáceres, Araputanga e Mirassol d’Oeste. Em seguida, mais de R$ 15 mil beneficiaram as Pastorais da Criança de Cáceres e Araputanga, além do Centro Social João Paulo II, de Mirassol d’Oeste”, finalizou Marcelo.

 

Esdras Crepaldi DRT 940 MT

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Mato Grosso registra 26 feminicídios em 2026 e junho bate recorde de assassinatos de mulheres

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Maior parte dos crimes foi cometida por maridos que usaram faca como arma.

Dados do Observatório Caliandra revelam que Cuiabá e Várzea Grande lideram ranking de mortes e crimes já deixaram 32 crianças órfãs no estado

Por: VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT

Mato Grosso já contabiliza 26 casos de feminicídios confirmados em 2026. Os dados são do Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado (MPMT), e apontam junho como o mês com o maior número de registros desse tipo de crime.

Cuiabá e Várzea Grande ainda lideram o ranking das cidades com mais vítimas de feminicídio. Cada uma registrou, até agora, três ocorrências. Também aparecem na lista Vila Bela da Santíssima Trindade e Tangará da Serra, com dois casos cada.

Já Tapurah, Sinop, São José do Xingu, Rondonópolis, Poxoréu, Porto dos Gaúchos, Nova Maringá, Nova Bandeirantes, Lucas do Rio Verde, Itaúba, Guarantã do Norte, Chapada dos Guimarães, Brasnorte e Castanheira registraram um caso cada.

Um dos últimos casos noticiados pelo  foi a morte da professora Adélia Cristina de Oliveira Batista, de 49 anos, que teve o corpo encontrado na segunda-feira, 29 de junho, em um assentamento na cidade de Castanheira (a 787 km de Cuiabá). Segundo o registro, vizinhos sentiram falta da vítima, que havia saído para os fundos de sua propriedade rural e não retornou.

Durante as buscas, ela foi encontrada dentro de uma represa. Joel Laureano Ferreira, de 46 anos, foi preso pelo assassinato da mulher, que era sua namorada. Segundo a polícia, o suspeito teria estrangulado e quebrado o pescoço da vítima antes de jogar o corpo em uma represa. O Caliandra incluiu o assassinato dela no banco de dados do estado neste mês de julho.

Nesta semana, também foi confirmada a investigação por feminicídio da morte de Olga Beatriz, de 12 anos, que teria sido asfixiada pelo próprio pai. O inquérito foi concluído e a Polícia Civil indiciou o agressor, morador de Várzea Grande, que está preso preventivamente. O processo está em tramitação. O caso ainda não foi contabilizado nos dados do MPMT.

Ainda conforme o levantamento, facas e objetos semelhantes foram os itens mais utilizados nos crimes. Asfixia e estrangulamento aparecem empatados em segundo lugar. Armas de fogo ocupam a terceira posição, seguidas por atropelamento e espancamento.

Do total de casos, sete mulheres perderam a vida dentro da própria residência. O item “residência” ainda aparece em 13 ocorrências, podendo se referir à casa do criminoso ou a qualquer outro imóvel de familiares ou conhecidos. Quatro mortes ocorreram em ruas e avenidas das cidades.

Desprezo e discriminação pelo fato de serem mulheres, além do sentimento de posse, aparecem como as principais motivações apontadas para os crimes, praticados, em sua maioria, por ex-maridos ou ex-namorados.

Das 26 vítimas, apenas duas tinham medida protetiva ativa e oito haviam registrado boletim de ocorrência contra o agressor antes da morte. Mulheres pardas e com ensino médio completo lideram o perfil das vítimas em Mato Grosso.

Ainda conforme o Observatório Caliandra, 32 crianças ficaram órfãs em decorrência dos feminicídios registrados em 2026.

Denuncie

A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou situações de risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser registrado de forma online, por meio da Delegacia Digital.

Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.

O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes de feminicídio pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelece a Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.

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