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Concurso de prevenção às queimadas premia alunos e professores de escolas do campo em Cáceres

Publicado em

Cáceres

A criatividade, o conhecimento e a conscientização ambiental foram os grandes destaques do concurso “Diga Não às Queimadas!”, promovido pela Prefeitura de Cáceres, por meio da Secretaria Municipal de Educação, em parceria com o 5º Comando Regional do Corpo de Bombeiros Militar. A iniciativa mobilizou estudantes do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental de seis escolas do campo, incentivando a reflexão sobre os impactos das queimadas e a importância da preservação ambiental por meio da produção de desenhos e redações.

As premiações aconteceram diretamente nas comunidades escolares, valorizando a participação dos alunos, professores e familiares. As entregas foram realizadas no dia 7 de outubro, no Núcleo Caramujo; no dia 16, no Núcleo Paiol; e no dia 19, nos núcleos Sapiquá e Clarinópolis. Além de reconhecer os melhores trabalhos, os encontros reforçaram o compromisso da educação municipal com a formação de cidadãos conscientes e comprometidos com a proteção do meio ambiente.

Na categoria Desenho, destinada aos estudantes do 1º ao 3º ano, o primeiro lugar ficou com Alice Bendandi Menacho, da Escola Municipal Clarinópolis, orientada pela professora Franciane Miranda. A segunda colocação foi conquistada por Kariny Guimarães Fabri, da Escola Municipal Nossa Senhora Aparecida, sob orientação de Josiane da Silva, enquanto o terceiro lugar ficou com Samuel Marques Guimarães, da Escola Municipal União, orientado pelo professor Marcelo Daniel.

Já na categoria Redação, voltada aos alunos do 4º e 5º ano, a vencedora foi Maria José Metelo Pereira, da Escola Municipal Santa Catarina, orientada por Rebeca Ferreira Carvalho. O segundo lugar ficou com Amanda Maria da Silva, da Escola Municipal Santo Antônio do Caramujo, acompanhada pela professora Renata Caroline dos Santos Lopes, e a terceira colocação foi conquistada por Nicolly Luiza Magalhães Paixão, da Escola Municipal Paulo Freire, orientada pela professora Dercilia.

Como reconhecimento pelo desempenho, os estudantes classificados em primeiro lugar receberam bicicletas, enquanto os segundos e terceiros colocados foram contemplados com mochilas e kits escolares. Os professores responsáveis pela orientação dos trabalhos também foram valorizados, recebendo um aparelho celular cada, como forma de reconhecimento pela dedicação e pelo incentivo aos alunos.

Para o assessor pedagógico Lucas Mateus Faria Silva, o concurso foi além da competição e representou uma oportunidade de fortalecer a educação ambiental e valorizar as escolas do campo. “As crianças puderam expressar o que sabem sobre as queimadas e os cuidados com o território onde vivem. Levar as premiações às comunidades foi uma forma de valorizar suas escolas, seus professores e suas famílias”, destacou.

A assessora pedagógica Elda Cintra Leite ressaltou o envolvimento dos participantes e a qualidade dos trabalhos apresentados. Segundo ela, o nível das produções tornou a escolha dos vencedores um desafio para a comissão avaliadora. “A qualidade das produções tornou a escolha difícil. Nosso reconhecimento se estende a todos os estudantes e professores que participaram”, afirmou.

A organização do concurso contou com a atuação dos assessores pedagógicos e o apoio das equipes gestoras dos núcleos escolares, representadas por Tereza Cristina Costa Franco de Oliveira e Mirian Almicci, no Caramujo; Luzinete Jesus de Oliveira Tolomeu e Genésio da Silva Tolomeu, no Paiol; Márcia Novack e Vera Ortega, no Sapiquá; e Solange Novack e Nádia Bindandi, em Clarinópolis. A coordenadora pedagógica Maria Lúcia Borges e a coordenadora administrativa de Assuntos Educacionais, Eliete da Silva, representaram a Secretaria Municipal de Educação em diferentes solenidades.

Maria Lúcia destacou que a proposta conseguiu unir o aprendizado em sala de aula a uma questão diretamente relacionada à realidade dos estudantes. “O concurso relacionou leitura, escrita e desenho a uma questão presente na realidade das comunidades, dando sentido ao que se aprende na escola”, observou.

A parceria com o Corpo de Bombeiros foi fundamental para o desenvolvimento da iniciativa e contou com a participação da comandante do 5º Comando Regional, tenente-coronel Sheila Sebalhos Santana, além do major Giovany Coelho Motti, do segundo-tenente Waldeir Rodrigues de Oliveira e do capitão Luciano Almeida de Oliveira, que acompanharam as atividades conforme a programação das entregas. Para a comandante, a conscientização desde a infância é uma importante ferramenta de prevenção. “A prevenção das queimadas também passa pela educação. A parceria com as escolas amplia a conversa com as famílias sobre os riscos do fogo e a proteção da vida”, ressaltou.

A secretária municipal de Educação, Luciana de Souza Gattas Crepaldi, agradeceu ao Corpo de Bombeiros, aos profissionais da educação e a todos os envolvidos na realização do concurso. Ela destacou que iniciativas como essa fortalecem o papel transformador da escola e contribuem para que os conhecimentos adquiridos pelos estudantes ultrapassem os limites da sala de aula. “A parceria com o Corpo de Bombeiros e o trabalho das equipes escolares tornaram esta ação possível. Queremos que essa discussão continue nas práticas pedagógicas e nas conversas com as famílias”, afirmou Luciana.

O concurso “Diga Não às Queimadas!” encerrou suas atividades de premiação deixando uma mensagem importante,  a preservação ambiental começa pela conscientização, e a escola tem papel essencial na formação de uma geração mais preparada para cuidar do território onde vive e proteger o futuro das comunidades.

 

 

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Proposta de Pastorello para a Prefeitura entrar no processo do Fort Atacadista será votada nesta quarta-feira (21)

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Assessoria

Quem passa pela Rua Padre Cassemiro, em Cáceres, e se depara com o canteiro de obras do Fort Atacadista paralisado costuma ouvir o comentário genérico de que “a Justiça embargou tudo”. Essa leitura superficial, no entanto, esconde uma realidade técnica complexa. O travamento do empreendimento não decorre de uma única canetada, mas de três ações judiciais distintas.

E é exatamente ao mergulhar nesses detalhes que o vereador Cézare Pastorello (PT) construiu uma proposta que será votada na Câmara Municipal nesta quarta-feira (21), para destravar o processo e fazer o Município assumir sua responsabilidade.

A “Rua C” já está pacificada: o acordo na Ação Civil Pública O primeiro desses três processos é a Ação Civil Pública (nº 1005232-67.2026.8.11.0006), movida pelo Ministério Público. O foco aqui era a famosa “Rua C”, uma via de 1.131,50 m² que só existia no papel desde 1981 e que teria sido invadida pela obra.

Neste caso específico, a questão de interesse público já está praticamente equacionada e pacificada. Não houve ordem de paralisação por parte da juíza e, em audiência pública, houve uma proposta de solução consensual, que foi já aceita pelo MP, para que a empresa faça uma compensação urbanística, revitalizando praças e espaços públicos em troca da rua fantasma.

A “disputa entre particulares”

Se a Rua C está resolvida, por que a obra parou? A real paralisação decorre de outros dois processos, que tramitam na 2ª Vara Cível:
1. Ação Reivindicatória (nº 1006267-96.2025.8.11.0006): Onde um proprietário alega ser dono do Lote 06 e acusa a obra de avançar sobre seu terreno.
2. Ação Anulatória (nº 1013091-71.2025.8.11.0006): Que questiona a validade dos documentos de usucapião dos Lotes 04 e 05, onde o Fort está sendo erguido, com liminar travando o imóvel.
Até agora, o discurso da Prefeitura e de parte do meio político era um só: “Estamos de mãos amarradas, isso é uma disputa privada patrimonial, o poder público não pode interferir”.

A Prefeitura está no centro do problema

Foi justamente essa narrativa de “mãos amarradas” que Pastorello implodiu com a indicação apresentada nesta segunda-feira (19). Com base em um levantamento minucioso, o vereador provou que a Prefeitura não é mera espectadora, mas parte do problema, e por isso tem o dever de entrar no processo.

Pastorello escancarou a contradição do Executivo: como a Prefeitura diz que o problema é “dos outros” se ela mesma cobrou IPTU do morador por cinco anos, e, ao mesmo tempo, aprovou as plantas do Fort Atacadista e embolsou R$ 64.188,41 em taxas de alvará?

A inércia é ainda mais grave porque a gestão municipal tem documentos comprovando a sobreposição de áreas desde julho de 2025. Ou seja, sabia da confusão há 15 meses e lavou as mãos.

O alerta de Pastorello é claro: a perícia topográfica autorizada pelo juiz está prestes a começar. Se o perito fizer as medições sem os mapas originais e a assistência de um engenheiro da Prefeitura, o Município pode ser condenado a pagar indenizações milionárias por ter emitido licenças e cobrado impostos de forma errada.

O preço da especulação e a urgência dos empregos

Para garantir que a Procuradoria-Geral do Município (PGM) atue sem desculpas burocráticas, Pastorello protocolou a sua Indicação já com um modelo de minuta jurídica pronta. A Prefeitura só precisa assinar e ingressar no processo.

Todo esse emaranhado fundiário confirma um alerta sistemático feito por Pastorello durante a tramitação do Plano Diretor. A cidade está pagando um preço altíssimo por décadas de especulação imobiliária, que manteve grandes áreas centrais vazias e com documentações nebulosas.

Quando um grande investimento como o Fort Atacadista tenta se instalar para gerar renda, acaba tropeçando nesse passado desordenado.

Com a votação da proposta de Pastorello marcada para o dia 21, a expectativa é de aprovação por todos os vereadores. O recado é um só: garantir segurança jurídica para resolver de vez a disputa, proteger o caixa da Prefeitura contra indenizações e destravar a obra que vai gerar as centenas de empregos que as famílias trabalhadoras de Cáceres tanto precisam.

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