Cáceres
Águas do Pantanal esclarece circulação de vídeo sobre hidrômetros em Cáceres
Cáceres
Um vídeo tem circulado recentemente nas redes sociais, mais especificamente no Instagram, mostrando um hidrômetro em uma residência de Cáceres supostamente girando durante uma interrupção no abastecimento de água. Na gravação, o autor do conteúdo alega que o medidor estaria registrando consumo indevido devido à “entrada de vento” ou ar na rede, questionando a gestão da Autarquia sobre supostos aumentos nas faturas.
Diante da repercussão, a Águas do Pantanal vem a público prestar os devidos esclarecimentos com base em fundamentos de engenharia hidráulica e metrologia, reafirmando seu compromisso com a transparência e a precisão nas medições.
Samara Brant, diretora da Águas do Pantanal acompanhou de perto a situação e a elaboração do parecer técnico. “Monitoramos a circulação deste vídeo e entendemos a preocupação legítima da população. No entanto, é nosso dever corrigir informações tecnicamente incorretas que geram alarme desnecessário. Reafirmamos nosso compromisso com uma gestão responsável, transparente e pautada na ciência. A população de Cáceres pode contar com uma equipe técnica que não mede esforços para esclarecer qualquer dúvida com base na regulamentação vigente e no respeito ao consumidor”, afirmou a diretora da Autarquia.
O que a técnica explica sobre o “vento” no hidrômetro?
Do ponto de vista da engenharia hidráulica, a redução da pressão ou a interrupção momentânea do bombeamento pode ocasionar alterações transitórias nas condições da rede. Em situações específicas, dependendo da instalação interna do imóvel, isso pode causar uma inversão momentânea do sentido de escoamento da água (da caixa do imóvel em direção à rede pública).
Quando isso ocorre, o registrador do hidrômetro pode apresentar movimento em sentido inverso. Sob a ótica metrológica, esse comportamento significa a diminuição do volume registrado pelo medidor, e não o aumento. Ou seja, caso haja essa reversão, o resultado técnico é a submedição do volume, o que, paradoxalmente, beneficia o consumidor, pois parte da água anteriormente registrada deixa de compor a leitura acumulada.
Portanto, não existe relação de causa e efeito entre a interrupção temporária do abastecimento (ou suposta entrada de ar) e o aumento do consumo registrado na fatura. A alegação de que o “vento” faz o relógio cobrar a mais é tecnicamente infundada. Os hidrômetros são instrumentos metrológicos rigorosamente controlados e submetidos aos requisitos do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).
Para formalizar e detalhar esses aspectos, a equipe técnica da Autarquia emitiu a Nota Técnica nº 07/2026, que integra esta matéria ao final, servindo como documento oficial de esclarecimento à sociedade.
A Águas do Pantanal reforça a importância de se evitar a disseminação de fake news e informações não verificadas, que podem causar pânico e desinformação na comunidade. “A transparência é um pilar da nossa gestão, e estamos de portas abertas para a população”. Reafirma a diretora da Autarquia.
Em caso de dúvidas, suspeitas de irregularidades na medição ou necessidade de vistoria técnica, o cidadão deve entrar em contato diretamente com a Águas do Pantanal pelos nossos canais oficiais de atendimento ou pelo site. Nossas equipes estão prontas para realizar ensaios, vistorias e prestar todos os esclarecimentos necessários, garantindo o direito à informação correta e ao serviço de qualidade.
Cáceres
Com oficina de planejamento climático Cáceres avança na elaboração do Plano Local de Ação Climática
O município de Cáceres avançou em mais uma etapa da elaboração do Plano Local de Ação Climática (PLAC), com a realização, nos dias 17 e 18 de agosto, da Oficina de Mobilização e Planejamento Climático Municipal. A iniciativa integra o Programa Mutirão Brasil – Cidades Amazônicas e tem como objetivo preparar o município para os impactos das mudanças climáticas, reduzir emissões de gases de efeito estufa e orientar políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável.
Selecionada para integrar o Programa Mutirão Brasil, Cáceres está entre os municípios estratégicos da região amazônica que receberão apoio técnico para a construção do Plano de Ação Climática até 2027. Durante a oficina, representantes de secretarias, autarquias e diferentes setores da sociedade participaram das discussões, analisando informações sobre emissões, riscos climáticos e propostas de ações para o município. O grupo de trabalho, constituído desde janeiro, continuará realizando encontros para validar e aperfeiçoar as propostas apresentadas.
O secretário municipal de Planejamento, Leandro Martins, destacou a importância da participação dos diferentes segmentos e do suporte técnico oferecido pelo programa. Segundo ele, a presença das equipes em Cáceres, inclusive com visitas técnicas ao município, fortalece o trabalho que vem sendo desenvolvido. O programa prevê apoio em áreas como mobilidade urbana sustentável, gestão de resíduos, financiamento climático e utilização de dados para tomada de decisões, ampliando a capacidade da administração municipal de enfrentar eventos extremos e planejar o crescimento da cidade.
A iniciativa é desenvolvida pelo C40 Cities, Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia (GCoM), Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) e ICLEI América do Sul.
Para Belém Gimenez, do Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia, o trabalho de planejamento climático permite ao município conhecer melhor suas vulnerabilidades, estabelecer prioridades e construir soluções adequadas à realidade local, especialmente diante de fenômenos como períodos prolongados de seca, altas temperaturas, chuvas intensas e outros eventos climáticos extremos.
A prefeita Eliene Liberato Dias avaliou que a participação no Mutirão Brasil reforça o compromisso de Cáceres com uma agenda de desenvolvimento que concilie crescimento econômico, inclusão social e preservação ambiental. “Estamos construindo um futuro mais justo, equilibrado e sustentável para Cáceres”, afirmou. Para o coordenador de Meio Ambiente, Diego Senn, com a elaboração do PLAC, o município busca incorporar definitivamente a questão climática às decisões relacionadas à infraestrutura, meio ambiente, expansão urbana e prestação de serviços públicos.
Esdras Crepaldi / DRT 940 MT
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