Cidades
Alunos da rede municipal são premiados no Projeto MPT na Escola 2026
Cidades
A Prefeitura de Diamantino, por meio da Secretaria Municipal de Educação, realizou na sexta-feira (12.06) a cerimônia de premiação da etapa municipal do Projeto MPT na Escola 2026. A iniciativa é promovida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), por meio do Programa Resgate à Infância, desenvolvido pela Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente, e contou com a parceria da empresa SLC Agrícola e da ONG Transformação.
O projeto tem como objetivo conscientizar crianças e adolescentes sobre seus direitos, por meio de atividades pedagógicas e produções artísticas desenvolvidas em sala de aula. Ao todo, 16 alunos foram premiados nas categorias poesia, conto, desenho e música, com trabalhos voltados à conscientização sobre o combate ao trabalho infantil.
A secretária municipal de Educação, Valéria Neves, destacou a importância do projeto para a formação dos estudantes.
“A Secretaria de Educação tem o papel de levar iniciativas como essa para dentro das escolas, apoiando as equipes pedagógicas e criando oportunidades para que os estudantes ampliem seus conhecimentos por meio de atividades que unem educação e cidadania. Trabalhar temas como o combate ao trabalho infantil fortalece o ambiente escolar e contribui para a formação de cidadãos mais conscientes dos seus direitos e deveres.”
A assessora pedagógica de projetos da Secretaria Municipal de Educação, Carla Adriana Rossi, enfatizou os resultados alcançados ao longo do projeto.
“O desenvolvimento das atividades permite que nossos estudantes reflitam sobre temas que impactam diretamente a sociedade. Por meio da arte, da escrita e da criatividade, eles ampliam o conhecimento sobre seus direitos e fortalecem a consciência cidadã desde cedo.”
A aluna Kamila Vitória de Carvalho Veloso, autora do conto Minha Infância: Uma História de Superação, da Escola Municipal Maria Euzébia Ferreira, compartilhou sua experiência ao participar do projeto.
“Participar do projeto foi uma experiência muito especial. Aprendi mais sobre a importância de proteger as crianças, brincar, estudar e sonhar. Produzir o conto me fez refletir sobre esse tema e fiquei muito feliz em representar minha escola e participar da premiação.”
Estudantes premiados
Durante a cerimônia, foram reconhecidos os vencedores da etapa municipal nas categorias poesia, conto, desenho e música.
Na categoria Poesia, o 1º lugar foi conquistado por Eloiza Beatriz Pimenta Britix, da Escola Municipal Castro Alves, com o poema Roubaram Minha Infância. O 2º lugar ficou com Luiz Otávio Rietz, também da Escola Municipal Castro Alves, autor do poema O Menino que Não Vai para a Escola.
Na categoria Conto, Maria Alice Araújo da Silva, da Escola Municipal Elza Martins de Queiroz, conquistou o 1º lugar com o trabalho Infância Não é Trabalho: O Sonho de Alice. O 2º lugar foi para Kamila Vitória de Carvalho Veloso, da Escola Municipal Maria Euzébia Ferreira, com o conto Minha Infância: Uma História de Superação.
Na categoria Desenho, o 1º lugar ficou com Eloá Caroline Felix Costa, da Escola Municipal Castorina Sabo Mendes, e o 2º lugar com Luísa Ribeiro Almeida, da Escola Municipal Maria Euzébia Ferreira.
Já na categoria Música, o 1º lugar ficou com a composição O Seu Tempo é de Estudar, apresentada pelos estudantes José Claudio Campos Seibert, Kennyd Leandro de Campos Araújo, Lorena Manuely Silva Oliveira, Maria Vitória e Melissa Vithoria, da Escola Municipal de Tempo Integral Brás Maimoni. O 2º lugar foi para a música Ser Criança é Bom Demais, interpretada pelos alunos Sylamyta Cristyna dos Santos, Izabely Firmino de Souza, Kamila Vitória de Campos Veloso, Aldria Silva dos Santos e Isadora Taysa de J. Silva, da Escola Municipal Maria Euzébia Ferreira.
O evento também contou com a presença do presidente da Câmara Municipal, Ranielli Patrick Arruda Lima.
Cáceres
Cáceres: Conflito de interesses na gestão de hospital leva TCE a cobrar mudanças

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) reconheceu irregularidades relacionadas a possíveis conflitos de interesses na transferência da gestão do Hospital Regional Doutor Antônio Fontes, em Cáceres, a cerca de 220 km de Cuiabá, para a Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (AGIR). A decisão aponta falhas na fiscalização e na prevenção de conflitos entre servidores públicos e a entidade contratada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). Apesar disso, o Tribunal afastou a responsabilidade individual de três envolvidos, não aplicou multas e manteve o contrato em vigor.
A investigação teve início após denúncia apresentada por Jean Peterson de Camargo, que questionou a participação de servidores públicos no processo de contratação da AGIR e a posterior ocupação de cargos na entidade responsável pela administração do hospital.
Um dos casos analisados foi o de Wellyngton Alessandro Dolce, ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres. Ele participou da preparação do processo de contratação e coordenou a comissão responsável pela transferência da gestão para a AGIR. Após deixar a direção da unidade, em 2 de fevereiro de 2026, passou a atuar como diretor da entidade, sendo identificado nessa função em documentos oficiais de 5 de fevereiro.
Para o TCE, a mudança direta da função pública para um cargo de direção na organização contratada revelou falhas na prevenção de conflitos de interesses. Entretanto, não foram encontradas provas de favorecimento à AGIR, uso de informações privilegiadas ou negociação antecipada da contratação.
Outra situação envolveu o médico Iago Cunha Matos, que manteve vínculo com a SES-MT enquanto exercia o cargo de diretor técnico da AGIR. Segundo o processo, ele iniciou suas atividades na entidade em 28 de janeiro de 2026 e permaneceu na função pública até pelo menos 14 de maio.
A Secretaria havia registrado orientação para que o profissional não acumulasse as duas atividades. No entanto, não ficou comprovado que ele tenha sido formalmente comunicado ou praticado atos em benefício da AGIR enquanto trabalhava para o Estado.
A investigação também analisou a conduta do ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Gomes de Figueiredo, responsável por designações de servidores envolvidos na contratação e na transição da gestão hospitalar. O Tribunal concluiu que não havia provas de que ele soubesse antecipadamente da contratação de Wellyngton pela entidade ou tivesse cometido erro grave.
Apesar de reconhecer as irregularidades, o TCE afastou a responsabilização dos três envolvidos, por entender que não foram demonstradas violações de obrigações legais específicas que justificassem punições individuais.
O Tribunal também rejeitou os pedidos de anulação da seleção da AGIR, realização de novo processo de contratação e retomada da gestão do hospital pelo Estado, uma vez que não ficou comprovado direcionamento na escolha da entidade.
Na decisão, o TCE recomendou que a SES-MT estabeleça regras mais rígidas para prevenir conflitos de interesses, incluindo restrições à contratação de ex-servidores pelas entidades responsáveis pela gestão de hospitais públicos. Também determinou que o contrato do Hospital Regional de Cáceres seja incluído no planejamento de futuras fiscalizações.
Por: João Fraga/VGN
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