Search
Close this search box.

Cidades

Alunas da Escola Municipal de Artes de Sinop são pré-selecionadas para a Escola Bolshoi

Publicado em

Cidades

Duas alunas da Escola Municipal de Artes (EMA), vinculada à Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo da Prefeitura de Sinop, conquistaram vaga na fase nacional do processo seletivo da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil. Laura Ferrari, de 9 anos, e Sofia de Oliveira, de 10 anos, foram aprovadas na pré-seletiva realizada em Sinop e representarão Mato Grosso na etapa final da seleção, marcada para os dias 16 e 17 de outubro, em Joinville, Santa Catarina.

A primeira etapa do processo avaliou aptidão física para a dança, coordenação motora, musicalidade, postura, flexibilidade e potencial artístico. As duas alunas agora seguem para avaliações mais detalhadas conduzidas pela banca examinadora da instituição, considerada uma das principais escolas de balé do país.

A diretora de Cultura da Prefeitura de Sinop, Cleusa Ost, destacou a importância da conquista e o resultado do trabalho desenvolvido pela Escola Municipal de Artes. “É com muito orgulho que vemos essas meninas se sobressaindo entre tantas alunas que participaram dessa seletiva. Isso demonstra a excelência dos profissionais que a Prefeitura tem oferecido aos alunos. Esse é o resultado de um trabalho sério e é com muita felicidade que recebemos essa notícia das meninas, com muito orgulho”, afirmou.

A coordenadora da Escola Municipal de Artes, Débora Nardin, falou sobre a alegria de ter alunas da instituição selecionadas para a próxima fase. “Nós tivemos a seleção desse projeto mundial, que teve uma etapa aqui em Mato Grosso. O polo escolhido foi Sinop e, entre as três meninas escolhidas do estado, tivemos duas alunas da EMA. Isso é motivo de muito orgulho para nós. Esse resultado reflete um trabalho maravilhoso e de excelência. No segundo semestre, as meninas irão representar Mato Grosso e, principalmente, Sinop. É uma conquista muito importante para todos nós”, destacou

Laura Ferrari, de 9 anos, contou que pratica balé na EMA há 4 anos e descreveu a emoção de conquistar a vaga para a próxima etapa. “Eu faço balé na EMA desde quando eu tinha 5anos e é muito legal. Foi muito emocionante ser escolhida. Estou muito feliz e bastante ansiosa, mas ainda faltam alguns meses. Minha parte preferida aqui no curso é quando fazemos os exercícios no centro ou usamos a barra. Os alongamentos também são bem legais”, relatou.

A bailarina também relembrou os momentos da seletiva e a alegria ao receber a notícia da aprovação. “No dia da seleção, nós fizemos alongamento e depois dançamos uma parte de dança clássica e uma parte de dança contemporânea. O resultado saiu depois e a minha professora mandou a notícia para a minha mãe. Eu pensava que tinha capacidade para passar para a segunda etapa e conquistar uma bolsa no Bolshoi. Fiquei muito feliz”, disse.

A mãe de Laura, Vanderléia Felipe, destacou a emoção da família com o resultado. “Quando soubemos, por meio da professora, que ela tinha passado para essa etapa, ficamos muito felizes. Foi bastante emocionante. A Laura continua fazendo as aulas e se dedicando bastante. Agora é esperar o dia da segunda etapa”, afirmou.

Sofia de Oliveira, de 10 anos, também faz balé na EMA há 4 anos e falou sobre a experiência de participar da pré-seletiva da Escola do Teatro Bolshoi. “Eu faço balé aqui na EMA desde os meus 6 anos de idade e gosto muito. Minha parte preferida é quando a professora ensina alguma coisa diferente que ainda não aprendemos. Foi muito legal participar da seletiva. No começo eu estava com vergonha, mas depois fiquei mais à vontade”, contou.

Sofia também falou sobre a surpresa e a felicidade ao saber que havia sido aprovada. “Eu me preparei bastante e fiquei muito feliz com o resultado, porque não imaginava que iria passar. É muito difícil e existem muitas crianças participando. Estou muito ansiosa para a próxima etapa e a professora vai nos preparar para que cheguemos lá mais seguras”, afirmou.

A mãe da aluna, Cristiane Cavalcante, destacou a dedicação da filha e o apoio recebido durante a preparação. “Nós ficamos muito felizes quando a professora falou para ela participar da pré-seletiva. A princípio, pensamos apenas na experiência, mas no final veio essa boa notícia. Toda a família está muito feliz por ela e também pela professora, que trabalhou muito com as meninas, principalmente com a Sofia. Estamos confiantes e esperando a próxima etapa”, declarou.

A professora de balé da EMA, Harielle Francine, explicou que a conquista das duas alunas representa a recompensa por anos de dedicação. “Como professora, é uma mistura de orgulho e responsabilidade. Há mais de 20 anos trabalho formando bailarinas e me emociono todas as vezes que elas alcançam seus objetivos. Ter duas alunas pré-selecionadas para o Bolshoi mostra que todo o trabalho de base, as correções e a dedicação valeram muito a pena”, ressaltou.

Harielle Francine também destacou a preparação das alunas para a fase nacional. “O próximo passo será a etapa em Joinville, na sede oficial da Escola Bolshoi, e tenho certeza de que será uma experiência incrível. Quero acompanhar toda essa evolução e colher bons frutos dessa oportunidade. Contamos com o apoio da Prefeitura de Sinop, da Secretaria de Cultura e da Escola Municipal de Artes para tornar tudo isso possível. Gratidão é o sentimento que carrego neste momento”, afirmou.

Sobre a Escola Municipal de Artes

A Escola Municipal de Artes oferece atividades nas áreas de música, dança, artes cênicas e artes visuais, com atendimento nos períodos matutino, vespertino e noturno. Segundo a coordenadora Débora Nardin, a EMA representa um importante espaço de expressão artística e transformação social. “A EMA é um espaço público e cultural que atende a comunidade por meio dos núcleos de música, dança, artes cênicas e artes visuais. Desenvolvemos esse trabalho nos três períodos e em breve teremos novas vagas disponíveis”, adiantou.

A coordenadora também destacou o impacto da arte na vida dos alunos. “Revelar novos talentos enche o nosso coração de orgulho, porque vemos crianças, adolescentes, jovens e adultos se expressando por meio da arte e aproveitando todas as oportunidades que a Escola Municipal de Artes oferece”, acrescentou.

Sobre a Escola Bolshoi

Fundada em 2000, em Joinville, Santa Catarina, a Escola do Teatro Bolshoi no Brasil é a única filial do tradicional Teatro Bolshoi de Moscou fora da Rússia. A instituição recebe estudantes de diversos estados brasileiros e de outros países e é reconhecida internacionalmente pela formação de bailarinos e pela concessão de bolsas integrais aos alunos aprovados no processo seletivo.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cáceres

Quatro Marcos: Laticínio Vencedor encerra atividadese deixa produtores e funcionários sem receber

Publicados

em

O combatente brasileiro Arisson Benevides, conhecido como “Periquito” e natural de Cáceres, divulgou neste domingo (21) um vídeo relatando sua versão sobre a agressão sofrida durante um curso de reciclagem realizado na Ucrânia. Hospitalizado após o episódio, ele afirmou que foi atingido na nuca com uma pedra após um desentendimento com uma instrutora brasileira durante o treinamento.

O caso ganhou repercussão nos últimos dias após colegas de Arisson relatarem que ele precisou receber atendimento médico e apresentou sinais de confusão mental após a agressão. Em nota divulgada posteriormente, lideranças de grupos de combatentes brasileiros afirmaram que o episódio não teve participação de militares ucranianos nem ligação com as Forças Armadas da Ucrânia.

“Olá pessoal, aqui é o Periquito. Vim dar um esclarecimento aqui, um depoimento. Graças a Deus eu estou vivo. Eu fui enviado juntamente com um veterano de guerra também, Sacha, pra gente estar fazendo uma reciclagem de 3 a 4 dias na Central City”, declarou.

Segundo ele, ao chegar ao local, encontrou situações que considerou inadequadas dentro do ambiente militar.

“Chegando nesse treinamento, nessa reciclagem, eu me deparei com coisas que não são cabíveis no meio militar. Excesso de regras, punições excessivas para os recrutas novos que chegaram agora”, afirmou.

O combatente acusou uma instrutora identificada como Yasmin e seu companheiro de submeterem recrutas a punições exageradas.

“Chegando lá, eu me deparei com essa Yasmin e esse Aline fazendo os recrutas novos que estão na formação de dois meses, 60 dias, a punição deles ficarem várias horas no sol, punição deles terem que correr excessivamente, punições somente para inflar o ego dela e do namorado dela”, disse.

“E nisso, ela veio pedir pra mim, pedir não, ela mandou pra mim e pra outros veteranos pra gente ter que correr no tempo dela. Eu disse que não, porque eu e meu amigo Sacha, a gente tem um atestado dado pelo próprio comitê do VDK médico, que proíbia a gente de fazer exercícios físicos, porque a gente tem sequelas da guerra”, afirmou.

Ainda conforme o relato, a instrutora teria debochado da situação e ameaçado aplicar punições.

“E eu falei pra ela, ela começou a zombar de mim, falou que eu era um recruta, igual a todo mundo, e se eu não fosse, ela ia me punir. Então eu falei pra ela ter respeito com veteranos de guerra, porque eu dei o meu sangue pela Ucrânia e ela não. Eu falei ao contrário de você, eu conheço a sua história. Você não tem missão na Ucrânia, você não fez nada pela Ucrânia e você não tem respeito pelos veteranos aqui na Ucrânia”, relatou.

Segundo Periquito, após a discussão, a mulher teria partido para agressão física.

“Nisso ela surtou. Ela veio pra cima de mim, tentou me agredir, me enforcar e pelo fato de eu ser homem, eu não revidei, tipo deixei ela me bater. Porque por mais que eu estivesse nervoso, eu jamais encostaria o dedo em uma mulher”, disse.

“E nisso os ucranianos, em vez de segurar ela, me segurou. E nisso, deles me segurarem, o namorado dela, a Aline, aproveitou pra me apunhalar pelas costas, com um pedaço de pedra na minha cabeça, na minha nuca e eu vim desfalecer. Fiquei desacordado, tendo convulsão”, declarou.

O combatente também agradeceu o apoio recebido após o episódio.

“Graças aos meus amigos, o Sacha me deu apoio, me acompanhou ao hospital e hoje eu estou aqui dando esse testemunho, esclarecendo o que aconteceu”, concluiu.

Antes do depoimento de Periquito, combatentes brasileiros que atuam na Ucrânia haviam divulgado vídeos classificando a agressão como uma “covardia”. Segundo eles, Arisson chegou a apresentar perda momentânea de memória e dificuldades para reconhecer pessoas próximas após o golpe.

Em nota divulgada após a repercussão do caso, lideranças de grupos de combatentes brasileiros afirmaram que a ocorrência aconteceu em um contexto pessoal e envolveria diretamente a brasileira Yasmin e um cidadão romeno identificado como Alim, apontado pelos combatentes como o autor da agressão.

Por: Folha 5

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA