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Saúde

Com 25 anos, grupo musical de pacientes psiquiátricos lança novo álbum

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Saúde

O Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro (CPRJ) lança neste sábado (15) o quinto álbum do grupo Harmonia Enlouquece, que recebeu o título O Quinto dos Infernos.

Formado por pacientes psiquiátricos e profissionais de saúde do CPRJ, o grupo é considerado referência em música como ferramenta de cuidado em saúde mental no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

O CPRJ, unidade da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ), é referência nacional em psiquiatria humanizada, destacando os elementos da cultura, escuta e protagonismo dos pacientes como parte do tratamento.

O grupo Harmonia Enlouquece iniciou no dia 7 de abril de 2001, Dia Mundial da Saúde. O grupo já soma 65 músicas gravadas, a grande maioria composta pelo cantor e compositor Hamilton de Jesus Assunção, paciente do CPRJ desde 1998.

“Ele faz a letra, a música e interpreta. Sem ele, a gente não tem o que cantar. Noventa e cinco por cento das músicas são dele”, disse o diretor-geral do CPRJ, Francisco Sayão, que  toca violão básico na banda. 

Recentemente, o grupo recebeu o Prêmio Asas (Aldir Blanc-RJ). Mais de 75 pessoas já passaram pelo grupo que, atualmente, conta com 13 componentes, sendo nove pessoas que fazem tratamento. Os demais são colaboradores.

Hamilton

Hamilton de Jesus Assunção já se tratava no CPRJ quando o psicólogo Sidney Dantas o convidou para participar da oficina de música que ele organizava. “Ali nasceu o Harmonia. Das 65 músicas gravadas pelo grupo, 62 são minhas, fora outras que tenho em minha casa”, disse o compositor à Agência Brasil.

O álbum mais recente tem 13 músicas, das quais 11 são novas e de autoria de Assunção. 

“Música é uma coisa maravilhosa. Ela levanta o nosso astral, mesmo quando ele está em baixa”, diz o músico. 

Hamilton iniciou o tratamento psiquiátrico em 1984, no Posto de Assistência Médica-PAM Venezuela, unidade de serviço mental do Ministério da Saúde, de onde passou posteriormente para o CPRJ. Nesse centro, desde o primeiro dia de tratamento, as pessoas que tiverem condições frequentam oficinas de arte, sem nenhuma evasão.


Rio de Janeiro (RJ), 13/08/2026 - O compositor e vocalista Hamilton Assunção no ensaio da banda Harmonia Enlouquece no Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro - CPRJ, na Gamboa. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 13/08/2026 - O compositor e vocalista Hamilton Assunção no ensaio da banda Harmonia Enlouquece no Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro - CPRJ, na Gamboa. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O compositor e vocalista Hamilton Assunção no ensaio da banda Harmonia Enlouquece no Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro – CPRJ, na Gamboa. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Projetos

Desde 2016, o Ponto de Cultura do Centro Psiquiátrico reúne em um sábado por mês integrantes do Instituto de Psiquiatria da UFRJ (Ipub), do Instituto Municipal Philippe Pinel, de centros de Atenção Psicossocial (CAPs), pacientes internados e pacientes do hospital/dia. 

A ideia do diretor-geral é abrir uma agenda de visitação a partir das 16h, quando não há mais consultas nem atrapalha o funcionamento da unidade e, ao mesmo tempo, permitir que o grupo do Harmonia Enlouquece receba visitas.

O CPRJ tem uma rádio que toca internamente as músicas nas salas e pátios. Assim que a aparelhagem estiver concluída, Sayão pretende criar podcasts e colocar a rádio para funcionar em tempo integral no formato online. A equipe já está quase totalmente formada, afirmou.

Lançamento

O lançamento do álbum será realizado no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MuhCab). O público será recebido por uma exposição que traça uma linha do tempo do CPRJ de 2001 até 2026 e assistirá à exibição do documentário Harmonia Enlouquece – Um mergulho musical pela saúde mental.

Dirigido por Flávia Lima, o média-metragem retrata a trajetória da banda Harmonia Enlouquece, que celebra 25 anos de existência em 2026. 

A programação conta também com roda de conversa sobre música, inclusão e saúde mental. 

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital ─ versão mais avançada do exame convencional ─ é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

Fonte: EBC Saúde

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