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Parlamentares recebem novo ministro sob pressão por crédito e seguro rural

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) anunciou por meio de suas redes sociais que vai promover, nesta terça-feira (14.04), em Brasília, uma reunião-almoço com o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), André de Paula. O encontro ocorre em meio à pressão do setor por mudanças nas regras de crédito rural e avanço no seguro agrícola.

A reunião acontece poucos dias após a entrada em vigor de novas exigências para concessão de financiamento, que passaram a valer no início de abril. Desde então, produtores e entidades do setor relatam dificuldades no acesso ao crédito, incluindo travas em operações consideradas regulares, o que levanta preocupação sobre o custeio da próxima safra.

A expectativa dentro da FPA é de que o tema seja tratado como prioridade. O crédito rural é a principal fonte de financiamento da produção, e qualquer restrição tende a impactar diretamente o nível de investimento no campo, especialmente em um cenário de juros elevados e maior seletividade por parte das instituições financeiras.

Outro ponto que deve ser levado ao ministro é o fortalecimento do seguro rural. A bancada defende a aprovação de mudanças no modelo atual, incluindo a criação de um fundo de catástrofes, como forma de ampliar a cobertura e reduzir riscos diante da maior volatilidade climática.

Além disso, a pauta inclui temas regulatórios com impacto direto no custo de produção, como a regulamentação das leis de bioinsumos e defensivos agrícolas, e propostas de simplificação sanitária para ampliar o acesso de pequenos produtores ao mercado formal.

A reunião também marca o início da articulação política do novo comando do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) com a bancada do agro. André de Paula assumiu o cargo no início de abril, após a saída de Carlos Fávaro, com sinalização de continuidade das políticas públicas e foco em previsibilidade.

Nos bastidores, a leitura é de que o encontro servirá como termômetro da relação entre governo e setor produtivo em um momento considerado sensível para a política agrícola. A definição das condições de crédito e seguro deve influenciar diretamente o planejamento da próxima safra, em um ambiente ainda pressionado por custos e incertezas.

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Soja responde por 84% das exportações e consolida força do agronegócio

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A soja segue sustentando o protagonismo do agronegócio no Piauí. Em maio, a oleaginosa respondeu por 83,9% de todas as exportações realizadas pelo estado, movimentando aproximadamente R$ 460,5 milhões e confirmando a importância do Cerrado piauiense como uma das fronteiras agrícolas mais dinâmicas do Brasil. No total, o estado exportou cerca de R$ 549 milhões no período e manteve saldo positivo na balança comercial, mesmo diante de uma desaceleração dos embarques em relação ao ano passado.

O desempenho reforça o peso crescente do agro na economia estadual. Atualmente, as lavouras de soja ocupam cerca de 1,2 milhão de hectares no Piauí, concentradas principalmente na região sul do estado, integrante do Matopiba — fronteira agrícola que reúne áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A expansão da cultura transformou o Cerrado piauiense em uma das principais regiões produtoras de grãos do país.

A produção está fortemente concentrada em municípios que se destacam nacionalmente pela produtividade e escala de cultivo. Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Ribeiro Gonçalves, Bom Jesus e Santa Filomena respondem por cerca de 75% da produção estadual de soja. Alguns deles figuram entre os maiores produtores brasileiros de grãos, impulsionados pela adoção de tecnologia, mecanização e agricultura de precisão.

Apesar da retração de 15,7% nas exportações em comparação com maio de 2025, o agronegócio manteve sua capacidade de geração de divisas. O resultado foi favorecido também pela queda expressiva das importações, que recuaram 75% no período, contribuindo para um superávit comercial próximo de R$ 496 milhões no mês.

Além da soja em grão, a pauta exportadora do estado inclui produtos de maior valor agregado, como farelo de soja, óleos vegetais, mel natural e derivados agroindustriais. Esse movimento demonstra uma gradual diversificação da produção e amplia as oportunidades de geração de renda dentro da própria cadeia produtiva.

A China continua sendo o principal destino dos produtos piauienses, absorvendo cerca de dois terços das exportações realizadas em maio. Espanha, Turquia, Eslovênia e Egito também figuram entre os principais compradores, evidenciando a inserção crescente do estado em mercados estratégicos para o agronegócio mundial.

O avanço da produção agrícola no Cerrado piauiense tem sido acompanhado por investimentos em armazenagem, logística, infraestrutura e tecnologia. Esses fatores vêm permitindo ganhos de competitividade e consolidando a região como uma das áreas mais promissoras para a expansão sustentável da produção de grãos no país.

Com mais de um milhão de hectares cultivados e participação dominante na pauta exportadora estadual, a soja permanece como a principal fonte de geração de riqueza do agronegócio piauiense. O desempenho da cultura reforça o papel do estado no abastecimento dos mercados internacionais e amplia a importância do Matopiba na produção brasileira de alimentos, fibras e energia.

Fonte: Pensar Agro

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