Agricultura
Feira internacional de frutas começa terça em São Paulo
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A terceira edição da Fruit Attraction São Paulo 2026, que começa nesta terceira-feira (24.03) no São Paulo Expo, chega maior e mais internacionalizada, mas também evidencia um paradoxo conhecido do setor: o Brasil é um dos maiores produtores de frutas do mundo, porém ainda tem participação modesta no comércio global.
Criada a partir da parceria com a Ifema Madrid — entidade responsável pela tradicional Fruit Attraction Madrid —, a versão brasileira foi lançada com a proposta de transformar o País em plataforma de negócios no hemisfério sul. Na prática, a feira cresce em número de expositores e compradores, mas o desafio estrutural do setor permanece: converter volume em valor.
O Brasil produz mais de 40 milhões de toneladas de frutas por ano e ocupa posição entre os três maiores produtores globais. Ainda assim, exporta menos de 1 milhão de toneladas, o que representa algo próximo de 2% da produção. Em termos de receita, o faturamento com exportações gira na casa de US$ 1,2 bilhão a US$ 1,5 bilhão anuais — patamar inferior ao de concorrentes diretos como Chile e Peru, que, mesmo com menor área produtiva, são mais orientados ao mercado externo.
Esse descompasso é resultado de fatores conhecidos pelo produtor: custo logístico elevado, dependência de poucos portos, gargalos sanitários e baixa padronização. A distância dos principais mercados consumidores — Europa, Estados Unidos e Ásia — encarece o frete e reduz competitividade, sobretudo para produtos perecíveis.
No campo, a produção é altamente concentrada e tecnificada em algumas regiões. São Paulo lidera com folga na citricultura e sustenta o maior cinturão de laranja do mundo. No semiárido, Bahia e Pernambuco transformaram o Vale do São Francisco em um polo exportador de manga e uva, com produção irrigada e calendário ajustado para atender janelas de mercado no exterior. Já Rio Grande do Sul e Santa Catarina dominam a produção de maçã, enquanto o Ceará se destaca no melão voltado à exportação.
Nas edições anteriores, a feira em São Paulo funcionou mais como vitrine e ponto de contato do que como grande geradora imediata de negócios. Em 2024 e 2025, o evento reuniu centenas de marcas e ampliou a presença internacional, mas ainda distante do porte da edição espanhola, que movimenta bilhões de euros em contratos. A expectativa para 2026 é de avanço nas rodadas comerciais, com maior presença de compradores estrangeiros — movimento considerado essencial para dar escala às exportações brasileiras.
Para o produtor rural, o interesse vai além da venda direta. A feira concentra fornecedores de tecnologia, logística, embalagem e certificação — itens cada vez mais críticos para acessar mercados mais exigentes. A rastreabilidade, por exemplo, deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico em diversos destinos.
O pano de fundo é um mercado global em expansão, mas cada vez mais competitivo. O consumo de frutas cresce impulsionado por mudanças no padrão alimentar e pela busca por produtos frescos, porém a disputa por espaço nas gôndolas internacionais é dominada por países que avançaram em integração logística e acordos comerciais.
Nesse contexto, a Fruit Attraction São Paulo, que vai até a quinta-feira (26.03) cumpre um papel relevante, mas insuficiente por si só. Sem ganhos estruturais — sobretudo em infraestrutura e acesso a mercados —, o Brasil seguirá como potência produtiva com baixa conversão em receita externa. Para o produtor, a equação permanece clara: produzir bem já não basta; é preciso produzir com padrão, escala e acesso a mercado.
Fonte: Pensar Agro
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Soja responde por 84% das exportações e consolida força do agronegócio
A soja segue sustentando o protagonismo do agronegócio no Piauí. Em maio, a oleaginosa respondeu por 83,9% de todas as exportações realizadas pelo estado, movimentando aproximadamente R$ 460,5 milhões e confirmando a importância do Cerrado piauiense como uma das fronteiras agrícolas mais dinâmicas do Brasil. No total, o estado exportou cerca de R$ 549 milhões no período e manteve saldo positivo na balança comercial, mesmo diante de uma desaceleração dos embarques em relação ao ano passado.
O desempenho reforça o peso crescente do agro na economia estadual. Atualmente, as lavouras de soja ocupam cerca de 1,2 milhão de hectares no Piauí, concentradas principalmente na região sul do estado, integrante do Matopiba — fronteira agrícola que reúne áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A expansão da cultura transformou o Cerrado piauiense em uma das principais regiões produtoras de grãos do país.
A produção está fortemente concentrada em municípios que se destacam nacionalmente pela produtividade e escala de cultivo. Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Ribeiro Gonçalves, Bom Jesus e Santa Filomena respondem por cerca de 75% da produção estadual de soja. Alguns deles figuram entre os maiores produtores brasileiros de grãos, impulsionados pela adoção de tecnologia, mecanização e agricultura de precisão.
Apesar da retração de 15,7% nas exportações em comparação com maio de 2025, o agronegócio manteve sua capacidade de geração de divisas. O resultado foi favorecido também pela queda expressiva das importações, que recuaram 75% no período, contribuindo para um superávit comercial próximo de R$ 496 milhões no mês.
Além da soja em grão, a pauta exportadora do estado inclui produtos de maior valor agregado, como farelo de soja, óleos vegetais, mel natural e derivados agroindustriais. Esse movimento demonstra uma gradual diversificação da produção e amplia as oportunidades de geração de renda dentro da própria cadeia produtiva.
A China continua sendo o principal destino dos produtos piauienses, absorvendo cerca de dois terços das exportações realizadas em maio. Espanha, Turquia, Eslovênia e Egito também figuram entre os principais compradores, evidenciando a inserção crescente do estado em mercados estratégicos para o agronegócio mundial.
O avanço da produção agrícola no Cerrado piauiense tem sido acompanhado por investimentos em armazenagem, logística, infraestrutura e tecnologia. Esses fatores vêm permitindo ganhos de competitividade e consolidando a região como uma das áreas mais promissoras para a expansão sustentável da produção de grãos no país.
Com mais de um milhão de hectares cultivados e participação dominante na pauta exportadora estadual, a soja permanece como a principal fonte de geração de riqueza do agronegócio piauiense. O desempenho da cultura reforça o papel do estado no abastecimento dos mercados internacionais e amplia a importância do Matopiba na produção brasileira de alimentos, fibras e energia.
Fonte: Pensar Agro
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