Agricultura
Exportações de frango superam R$ 18,5 bilhões
Agricultura
A avicultura brasileira manteve ritmo forte nas exportações no primeiro quadrimestre de 2026, impulsionada pela demanda internacional aquecida e pela ampliação das vendas para mercados de maior valor agregado. Dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que o setor embarcou 1,943 milhão de toneladas de carne de frango entre janeiro e abril, crescimento de 4,3% sobre o mesmo período do ano passado.
Com isso, a receita das exportações alcançou cerca de R$ 18,5 bilhões no acumulado do ano, avanço de 6,1% na comparação anual. Apenas em abril, os embarques renderam aproximadamente R$ 4,7 bilhões e atingiram o maior volume já registrado para o mês, com 486,5 mil toneladas exportadas.
O desempenho reforça um movimento importante para a cadeia de proteína animal: mesmo diante das oscilações geopolíticas e da desaceleração econômica em parte do mundo, o Brasil continua ampliando espaço em mercados estratégicos e consolidando sua posição como principal fornecedor global de carne de frango.
A Ásia segue como principal motor dessa demanda. A China permaneceu na liderança das compras em abril, enquanto Japão e Filipinas mantiveram ritmo elevado de importações. Ao mesmo tempo, mercados como União Europeia e México ampliaram aquisições, especialmente de produtos de maior valor agregado.
Na prática, esse cenário ajuda a sustentar o equilíbrio econômico da cadeia avícola brasileira em um momento de custos ainda elevados dentro da porteira. A maior oferta de milho e farelo de soja começou a aliviar parte da pressão sobre as granjas, mas as exportações continuam sendo decisivas para manter rentabilidade e fluxo de produção na indústria.
O resultado também mostra uma mudança gradual no perfil das exportações brasileiras. Mais do que aumentar volume, a indústria busca ampliar presença em mercados com maior exigência sanitária e melhor remuneração, reduzindo dependência de poucos compradores e fortalecendo a competitividade global do setor.
Fonte: Pensar Agro
Agricultura
Soja responde por 84% das exportações e consolida força do agronegócio
A soja segue sustentando o protagonismo do agronegócio no Piauí. Em maio, a oleaginosa respondeu por 83,9% de todas as exportações realizadas pelo estado, movimentando aproximadamente R$ 460,5 milhões e confirmando a importância do Cerrado piauiense como uma das fronteiras agrícolas mais dinâmicas do Brasil. No total, o estado exportou cerca de R$ 549 milhões no período e manteve saldo positivo na balança comercial, mesmo diante de uma desaceleração dos embarques em relação ao ano passado.
O desempenho reforça o peso crescente do agro na economia estadual. Atualmente, as lavouras de soja ocupam cerca de 1,2 milhão de hectares no Piauí, concentradas principalmente na região sul do estado, integrante do Matopiba — fronteira agrícola que reúne áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A expansão da cultura transformou o Cerrado piauiense em uma das principais regiões produtoras de grãos do país.
A produção está fortemente concentrada em municípios que se destacam nacionalmente pela produtividade e escala de cultivo. Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Ribeiro Gonçalves, Bom Jesus e Santa Filomena respondem por cerca de 75% da produção estadual de soja. Alguns deles figuram entre os maiores produtores brasileiros de grãos, impulsionados pela adoção de tecnologia, mecanização e agricultura de precisão.
Apesar da retração de 15,7% nas exportações em comparação com maio de 2025, o agronegócio manteve sua capacidade de geração de divisas. O resultado foi favorecido também pela queda expressiva das importações, que recuaram 75% no período, contribuindo para um superávit comercial próximo de R$ 496 milhões no mês.
Além da soja em grão, a pauta exportadora do estado inclui produtos de maior valor agregado, como farelo de soja, óleos vegetais, mel natural e derivados agroindustriais. Esse movimento demonstra uma gradual diversificação da produção e amplia as oportunidades de geração de renda dentro da própria cadeia produtiva.
A China continua sendo o principal destino dos produtos piauienses, absorvendo cerca de dois terços das exportações realizadas em maio. Espanha, Turquia, Eslovênia e Egito também figuram entre os principais compradores, evidenciando a inserção crescente do estado em mercados estratégicos para o agronegócio mundial.
O avanço da produção agrícola no Cerrado piauiense tem sido acompanhado por investimentos em armazenagem, logística, infraestrutura e tecnologia. Esses fatores vêm permitindo ganhos de competitividade e consolidando a região como uma das áreas mais promissoras para a expansão sustentável da produção de grãos no país.
Com mais de um milhão de hectares cultivados e participação dominante na pauta exportadora estadual, a soja permanece como a principal fonte de geração de riqueza do agronegócio piauiense. O desempenho da cultura reforça o papel do estado no abastecimento dos mercados internacionais e amplia a importância do Matopiba na produção brasileira de alimentos, fibras e energia.
Fonte: Pensar Agro
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