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Novo aeroporto de Diamantino receberá investimento de R$ 26,95 milhões e área atual será transformada em parque linear

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Diamantino terá um novo aeroporto na região da Bojuí, com investimento estimado em R$ 26,95 milhões do Governo de Mato Grosso. Com a transferência das operações aeroportuárias, parte da área do atual aeródromo será destinada à implantação do Parque Linear Municipal, com 48 mil metros quadrados, oito quadras e espaços arborizados, voltados ao esporte, lazer e convivência da população.

A construção do novo aeroporto busca fortalecer a infraestrutura do município, contribuir para a segurança dos moradores com a retirada das operações aeroportuárias da área urbana e impulsionar o desenvolvimento da comunidade do Bojuí, favorecendo a valorização da região, a atração de investimentos e a criação de novas oportunidades.

A construção também acompanha a demanda por infraestrutura aérea em Mato Grosso. Segundo levantamento divulgado em 2025 pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o estado possui uma das maiores frotas de aviação executiva do país. Esse cenário reforça a importância da infraestrutura aérea para o deslocamento de empresários, investidores e profissionais ligados ao agronegócio.

O projeto do novo aeroporto já foi aprovado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) e ainda passará pelas etapas de licitação e contratação. O Governo do Estado também prevê R$ 2,74 milhões, por meio de convênio com a Prefeitura, para o cercamento da área aeroportuária.

Para o prefeito Chico Mendes, os projetos integram o planejamento de crescimento do município, conciliando o desenvolvimento econômico com a qualidade de vida da população.

“Estamos trabalhando para fortalecer a infraestrutura de Diamantino e criar novas oportunidades para nossa população. O aeroporto vai contribuir para o desenvolvimento da comunidade do Bojuí e da economia do município. Já o parque linear será um espaço para as famílias, com esporte, lazer e convivência”, destaca o prefeito.

A implantação do Parque Linear Municipal também ampliará as opções de lazer e prática esportiva em Diamantino. Com oito quadras e espaços arborizados, o local será destinado à convivência das famílias, ao incentivo às atividades físicas e à recreação ao ar livre, oferecendo um novo ambiente de uso coletivo e contribuindo para a qualidade de vida da população.

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Cáceres

Cáceres: Conflito de interesses na gestão de hospital leva TCE a cobrar mudanças

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) reconheceu irregularidades relacionadas a possíveis conflitos de interesses na transferência da gestão do Hospital Regional Doutor Antônio Fontes, em Cáceres, a cerca de 220 km de Cuiabá, para a Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (AGIR). A decisão aponta falhas na fiscalização e na prevenção de conflitos entre servidores públicos e a entidade contratada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). Apesar disso, o Tribunal afastou a responsabilidade individual de três envolvidos, não aplicou multas e manteve o contrato em vigor.

A investigação teve início após denúncia apresentada por Jean Peterson de Camargo, que questionou a participação de servidores públicos no processo de contratação da AGIR e a posterior ocupação de cargos na entidade responsável pela administração do hospital.

Um dos casos analisados foi o de Wellyngton Alessandro Dolce, ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres. Ele participou da preparação do processo de contratação e coordenou a comissão responsável pela transferência da gestão para a AGIR. Após deixar a direção da unidade, em 2 de fevereiro de 2026, passou a atuar como diretor da entidade, sendo identificado nessa função em documentos oficiais de 5 de fevereiro.

Para o TCE, a mudança direta da função pública para um cargo de direção na organização contratada revelou falhas na prevenção de conflitos de interesses. Entretanto, não foram encontradas provas de favorecimento à AGIR, uso de informações privilegiadas ou negociação antecipada da contratação.

Outra situação envolveu o médico Iago Cunha Matos, que manteve vínculo com a SES-MT enquanto exercia o cargo de diretor técnico da AGIR. Segundo o processo, ele iniciou suas atividades na entidade em 28 de janeiro de 2026 e permaneceu na função pública até pelo menos 14 de maio.

A Secretaria havia registrado orientação para que o profissional não acumulasse as duas atividades. No entanto, não ficou comprovado que ele tenha sido formalmente comunicado ou praticado atos em benefício da AGIR enquanto trabalhava para o Estado.

A investigação também analisou a conduta do ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Gomes de Figueiredo, responsável por designações de servidores envolvidos na contratação e na transição da gestão hospitalar. O Tribunal concluiu que não havia provas de que ele soubesse antecipadamente da contratação de Wellyngton pela entidade ou tivesse cometido erro grave.

Apesar de reconhecer as irregularidades, o TCE afastou a responsabilização dos três envolvidos, por entender que não foram demonstradas violações de obrigações legais específicas que justificassem punições individuais.

O Tribunal também rejeitou os pedidos de anulação da seleção da AGIR, realização de novo processo de contratação e retomada da gestão do hospital pelo Estado, uma vez que não ficou comprovado direcionamento na escolha da entidade.

Na decisão, o TCE recomendou que a SES-MT estabeleça regras mais rígidas para prevenir conflitos de interesses, incluindo restrições à contratação de ex-servidores pelas entidades responsáveis pela gestão de hospitais públicos. Também determinou que o contrato do Hospital Regional de Cáceres seja incluído no planejamento de futuras fiscalizações.

 Por: João Fraga/VGN

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