Polícia
Polícia Civil prende duas pessoas envolvidas com furto de energia em Cuiabá
Polícia
Duas pessoas suspeitas de furto de energia elétrica foram presas em flagrante pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (19.10), em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá em conjunto com equipes da concessionária de energia.
Um homem, de 26 anos, surpreendido manuseando a rede de energia e uma mulher, de 49 anos, responsável por um imóvel com ligação direta, foram autuados em flagrante por furto de energia.
As prisões ocorreram durante fiscalização em uma mineradora, realizada em razão de denúncia recebida pela concessionária sobre o possível furto de energia no local. No local, os policiais flagraram o suspeito manuseando um bastão utilizado para desconectar ramais ligados irregularmente à rede de energia elétrica.
Durante a vistoria, a equipe identificou uma ligação direta destinada à atividade de mineração, sem passagem pelo sistema de medição de consumo. Segundo os elementos apurados, a ligação clandestina seria conectada às sextas-feiras e desligada às segundas-feiras pela manhã. A prática teria como finalidade beneficiar a atividade desenvolvida no empreendimento.
Em continuidade às diligências, a equipe também se deslocou até um imóvel residencial nas proximidades, onde foi identificada outra ligação direta de energia elétrica, sem medidor e com o fornecimento da concessionária desligado. A irregularidade foi confirmada pela perícia e pela equipe técnica da concessionaria de energia.
Durante a ação, foram apreendidos aparelhos celulares e um veículo, além de materiais apontados como instrumentos utilizados na conexão clandestina. Os elementos recolhidos serão analisados no âmbito das investigações. Diante dos fatos, os dois suspeitos foram conduzidos à delegacia, onde após serem interrogados, foi lavrado o flagrante.
Também foram instaurados procedimentos cabíveis para apurar as circunstâncias dos fatos e a eventual participação de outras pessoas.
Energia Limpa
As fiscalizações da Operação Energia Limpa são realizadas ao longo do ano, em diferentes regiões do estado. O trabalho combina análise de dados de consumo, inspeções em campo, apuração de denúncias e atuação conjunta com as forças de segurança.
A ação integra os esforços da Polícia Civil e da concessionária para combater fraudes no fornecimento de energia elétrica e outras práticas que causam prejuízos ao patrimônio e à prestação regular dos serviços.
Polícia
Polícia Civil recambia faccionada presa na Bolívia para Mato Grosso
A Polícia Civil de Mato Grosso realizou, nesta terça-feira (20.10), o recambiamento de Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, de Mato Grosso do Sul para o sistema penitenciário mato-grossense.
A logística de retirada, escolta, transporte e entrega da custodiada será executada por uma equipe da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol) e conta com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
Angeliquinha estava custodiada no Estabelecimento Penal Feminino Carlos Alberto Jonas Giordano, em Corumbá (MS), para onde foi encaminhada após ser recapturada na Bolívia. A entrada dela na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, foi autorizada pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus).
Ao chegar à unidade prisional em Cuiabá, a custodiada foi entregue à administração penitenciária, responsável pelo recebimento e pela continuidade da custódia.
Captura internacional
Angeliquinha foi localizada e capturada em 22 de setembro, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, em ação integrada da Polícia Civil de Mato Grosso com a Polícia Boliviana. Ela estava foragida desde 17 de agosto de 2025, quando fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.
Após a captura pelas autoridades bolivianas, no dia 24 de setembro, ela foi entregue à Polícia Federal brasileira e encaminhada provisoriamente para a unidade prisional feminina de Corumbá, onde permaneceu aguardando o recambiamento para Mato Grosso.
Apontada pelas investigações como uma das lideranças de uma facção criminosa, com atuação no extremo norte de Mato Grosso, especialmente em Alta Floresta e região, Angeliquinha é investigada por envolvimento em atividades relacionadas ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e à coordenação de ações criminosas.
A investigada possui condenações que ultrapassam 260 anos de reclusão e mandados de prisão expedidos em diferentes ações penais e investigações.
Regime Disciplinar Diferenciado
A 5ª Vara Criminal de Sinop determinou a inclusão de Angeliquinha no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), pelo prazo inicial de 180 dias, com possibilidade de prorrogação mediante nova decisão judicial fundamentada.
A medida foi determinada no âmbito de representação apresentada pela Polícia Civil, relacionada às investigações da Operação Showdown. Conforme a decisão judicial, os elementos reunidos apontam suspeitas de que a investigada teria continuado a exercer funções de liderança na organização criminosa mesmo durante o período em que permaneceu foragida no exterior.
O regime prevê condições especiais de custódia e restrições previstas na legislação, considerando os fundamentos apresentados no processo e a necessidade de segurança do sistema penitenciário.
Operação Showdown
Em março de 2026, a Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown para desarticular o núcleo familiar apontado como responsável por dar suporte às atividades criminosas ligadas à investigada e auxiliar na lavagem de dinheiro.
Na ocasião, foram cumpridas 31 ordens judiciais, incluindo mandados de prisão e de busca e apreensão, sequestros de veículos e imóveis, bloqueios de contas bancárias e suspensões de pessoas jurídicas.
As investigações identificaram movimentações financeiras superiores a R$ 20 milhões em aproximadamente um ano e sete meses, valores considerados incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. Segundo a apuração, empresas e outros negócios teriam sido utilizados para dar aparência lícita a recursos provenientes das atividades criminosas.
A ação de recambiamento integra os procedimentos para o retorno da custodiada ao sistema penitenciário de Mato Grosso, onde ficará à disposição da Justiça.
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