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Polícia

PM liberta mulher mantida em cárcere privado por 30 dias

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Polícia

Policiais militares do 10º Batalhão resgataram uma jovem, de 21 anos, vítima de cárcere privado e violência doméstica e sexual, na manhã desta quinta-feira (15.10), em Cuiabá. Na ação, a PM prendeu em flagrante o agressor, de 19 anos, e apreendeu um simulacro de arma de fogo.

A equipe do 10º BPM estava em patrulhamento pelo bairro Cidade Alta e ouviu gritos de socorro de uma mulher, vindos de uma residência. Imediatamente, os militares retornaram ao local e notaram que a casa estava com as portas e janelas trancadas por grades.

Em contato com a vítima, os policiais conseguiram informações da proprietária do imóvel, que compareceu ao local portando uma chave reserva, ajudando a libertar a jovem. Para os militares, ela disse que estava há cerca de 30 dias mantida em cárcere privado na casa pelo seu namorado. 

Ela relatou ainda que, no período, estava sendo constantemente agredida com socos, chutes e puxões de cabelo, além de ser obrigada a manter relações sexuais, usar substâncias entorpecentes com o suspeito e ter seus cabelos cortados por ele com uma faca.

A equipe iniciou diligências na busca do homem e encontrou ele conduzindo uma motocicleta, nas proximidades da casa. Os policiais iniciaram perseguição ao homem, que fugiu por cerca de dois quilômetros, e fugiu por uma área de mata. Na fuga, foi apreendido um simulacro de arma de fogo do tipo pistola.

Outras equipes do 10º BPM e também do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) ajudaram nas buscas ao agressor, que foi detido em meio à vegetação.

Ele recebeu voz de prisão e foi conduzido para a Central de Flagrantes de Cuiabá para registro da ocorrência e demais providências que o caso requer.



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Polícia

Polícia Civil deflagra 2ª fase de operação contra rede de aliciamento de menores em Comodoro

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A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (22.10), a segunda fase da Operação Scutum Innocentia, para cumprir cinco mandados de busca e apreensão contra investigados por integrar uma rede de aliciamento e abuso sexual de menores de 14 anos em Comodoro.

As diligências foram cumpridas por equipes da Delegacia de Comodo na zona rural do município, com o objetivo de apreender aparelhos celulares, computadores e demais dispositivos eletrônicos que possam comprovar o envolvimento dos investigados nos crimes apurados.

As medidas foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Cáceres, que também autorizou a extração integral dos dados dos aparelhos apreendidos.

A investigação teve início em agosto de 2025, após a Polícia Civil tomar conhecimento de que menores de 14 anos estavam sendo vítimas de abuso sexual. A análise de dados de aparelhos celulares revelou milhares de mensagens trocadas por meio de redes sociais, com conteúdo de aliciamento, pedidos de fotografias íntimas e convites para encontros de natureza sexual.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Os investigados, todos homens adultos, se aproximavam das vítimas por meio de perfis em redes sociais e mantinham contato frequente, que evoluía para conversas de cunho sexual explícito, pedidos de fotografias íntimas e de áudios, envio de imagens impróprias e convites para encontros, inclusive com mais de uma pessoa.

A apuração identificou o uso de perfis alternativos e de linhas telefônicas e contas de e-mail registradas em nome de terceiros, além de mensagens apagadas após o contato com as vítimas, o que, para a investigação, indica tentativa de dificultar a identificação dos autores e de eliminar provas.

Um dos perfis usados nas conversas teve a titularidade atribuída a pessoas diferentes ao longo das oitivas, e a identificação do seu verdadeiro usuário é um dos objetivos desta fase.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Operação Scutum Innocentia

Na primeira fase da operação, realizada em outubro de 2025, foram cumpridos mandados de busca contra cinco investigados, que admitiram, em diferentes graus, ter mantido conversas com as adolescentes pelas redes sociais.

Parte deles reconheceu ter solicitado fotografias íntimas ou áudios das vítimas, e um deles admitiu ter enviado imagem própria com partes do corpo expostas.

O aprofundamento das apurações permitiu identificar novos suspeitos, alvos desta segunda etapa. Até o momento, ao menos 10 pessoas foram identificadas como envolvidas na rede, e as diligências desta fase também buscam identificar outros possíveis participantes.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT

Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de estupro de vulnerável e aliciamento de criança ou adolescente por meio de comunicação para a prática de ato libidinoso, sem prejuízo de outros delitos previstos no ECA que venham a ser constatados com a perícia dos aparelhos.

“Eu quero reforçar o compromisso permanente da Polícia Civil com a proteção de crianças e adolescentes e orientar pais e responsáveis a acompanharem o uso de celulares e redes sociais pelos filhos, evitando a aproximação de criminosos sexuais”, disse o delegado titular de Comodoro Mateus Almeida Oliveira Reiners.

Foto: Reprodução/Polícia Civil - MT
Foto: Reprodução/Polícia Civil – MT



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