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Prefeitura de Diamantino realiza entrega de abafadores auditivos para crianças autistas das redes municipal e estadual

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A Prefeitura de Diamantino, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho e Cidadania, realizou na quinta-feira (08.10), no auditório da Biblioteca-Parque, a entrega de abafadores auditivos para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) matriculadas nas redes municipal e estadual de ensino. Ao todo, mais de 80 alunos serão contemplados pela iniciativa.

De acordo com a pasta, a ação tem como objetivo oferecer mais conforto e bem-estar às crianças que apresentam hipersensibilidade auditiva, condição que pode tornar sons do cotidiano, como conversas, ruídos e barulhos intensos, desconfortáveis ou difíceis de tolerar.

Segundo especialistas da área de saúde e desenvolvimento infantil, os abafadores auditivos podem ajudar a reduzir a intensidade dos estímulos sonoros, proporcionando mais conforto às crianças com hipersensibilidade auditiva. O recurso pode contribuir para a participação nas atividades escolares e em outros ambientes com muitos ruídos, respeitando as necessidades sensoriais de cada aluno.

A secretária municipal de Assistência Social, Trabalho e Cidadania, Jaqueline Mendes, destacou que a iniciativa busca ampliar as ações de inclusão e oferecer suporte às crianças e suas famílias, considerando as necessidades específicas de cada aluno.

“Nosso objetivo é promover a inclusão na prática, oferecendo mais conforto e melhores condições para que nossas crianças participem das atividades escolares e do convívio social. Essa iniciativa também é uma forma de apoiar as famílias e contribuir para que elas se sintam acolhidas e assistidas pelo município.”

A psicóloga Adriana Tomé explicou a importância dos abafadores auditivos como recurso de apoio às crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), destacando os benefícios para o bem-estar e a participação em diferentes ambientes sociais.

“Os abafadores são instrumentos que podem facilitar o convívio social e contribuir para a qualidade de vida e o bem-estar dessas crianças, pois ajudam a reduzir os ruídos e os estímulos sonoros que podem causar desconforto.”

A psicóloga ainda complementou: “Essa iniciativa do Governo Municipal, de adquirir os abafadores e fornecê-los às famílias, é de suma importância para melhorar a qualidade de vida dessas crianças e proporcionar mais conforto em ambientes como praças, festas, escolas e unidades de saúde.”

A mãe Glaice Maranhão, que tem uma filha com autismo e TDAH, destacou a importância da iniciativa para fortalecer a inclusão e ampliar o acolhimento às famílias.

“Precisamos que essas crianças sejam vistas e que a inclusão aconteça de verdade. Eventos como esse são importantes para reunir as crianças, aproximar os pais e abrir espaço para o diálogo sobre questões que por muito tempo não receberam a devida atenção. Precisamos incluir essas crianças na sociedade e garantir que tenham oportunidades para viver da melhor forma possível.”

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TRAGÉDIA – JOVEM DE 23 ANOS M0RRE APÓS BATER MOTO CONTRA ÁRVORE NA ÁREA CENTRAL DE CÁCERES

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O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) reconheceu irregularidades relacionadas a possíveis conflitos de interesses na transferência da gestão do Hospital Regional Doutor Antônio Fontes, em Cáceres, a cerca de 220 km de Cuiabá, para a Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (AGIR). A decisão aponta falhas na fiscalização e na prevenção de conflitos entre servidores públicos e a entidade contratada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). Apesar disso, o Tribunal afastou a responsabilidade individual de três envolvidos, não aplicou multas e manteve o contrato em vigor.

A investigação teve início após denúncia apresentada por Jean Peterson de Camargo, que questionou a participação de servidores públicos no processo de contratação da AGIR e a posterior ocupação de cargos na entidade responsável pela administração do hospital.

Um dos casos analisados foi o de Wellyngton Alessandro Dolce, ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres. Ele participou da preparação do processo de contratação e coordenou a comissão responsável pela transferência da gestão para a AGIR. Após deixar a direção da unidade, em 2 de fevereiro de 2026, passou a atuar como diretor da entidade, sendo identificado nessa função em documentos oficiais de 5 de fevereiro.

Para o TCE, a mudança direta da função pública para um cargo de direção na organização contratada revelou falhas na prevenção de conflitos de interesses. Entretanto, não foram encontradas provas de favorecimento à AGIR, uso de informações privilegiadas ou negociação antecipada da contratação.

Outra situação envolveu o médico Iago Cunha Matos, que manteve vínculo com a SES-MT enquanto exercia o cargo de diretor técnico da AGIR. Segundo o processo, ele iniciou suas atividades na entidade em 28 de janeiro de 2026 e permaneceu na função pública até pelo menos 14 de maio.

A Secretaria havia registrado orientação para que o profissional não acumulasse as duas atividades. No entanto, não ficou comprovado que ele tenha sido formalmente comunicado ou praticado atos em benefício da AGIR enquanto trabalhava para o Estado.

A investigação também analisou a conduta do ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Gomes de Figueiredo, responsável por designações de servidores envolvidos na contratação e na transição da gestão hospitalar. O Tribunal concluiu que não havia provas de que ele soubesse antecipadamente da contratação de Wellyngton pela entidade ou tivesse cometido erro grave.

Apesar de reconhecer as irregularidades, o TCE afastou a responsabilização dos três envolvidos, por entender que não foram demonstradas violações de obrigações legais específicas que justificassem punições individuais.

O Tribunal também rejeitou os pedidos de anulação da seleção da AGIR, realização de novo processo de contratação e retomada da gestão do hospital pelo Estado, uma vez que não ficou comprovado direcionamento na escolha da entidade.

Na decisão, o TCE recomendou que a SES-MT estabeleça regras mais rígidas para prevenir conflitos de interesses, incluindo restrições à contratação de ex-servidores pelas entidades responsáveis pela gestão de hospitais públicos. Também determinou que o contrato do Hospital Regional de Cáceres seja incluído no planejamento de futuras fiscalizações.

 Por: João Fraga/VGN

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