Cidades
Obra da André Maggi já conta com 1,6 km pavimentado e avança na preparação da nova estrutura de mobilidade até a BR-163
Cidades
Considerada uma das principais intervenções de mobilidade urbana em execução em Sinop, a obra está sendo realizada em toda a extensão do novo eixo viário. Neste momento, os serviços de drenagem são fundamentais para garantir o correto escoamento das águas das chuvas e a durabilidade da estrutura implantada.
Além da pavimentação e da drenagem, o projeto prevê a implantação de ciclovia e calçada lateral em toda a extensão da via, ampliando a estrutura para diferentes formas de deslocamento e garantindo mais segurança e acessibilidade para quem utiliza o novo corredor de mobilidade.
Com investimento de R$ 19,5 milhões, a intervenção contempla ainda sinalização viária e infraestrutura de passeio público com acessibilidade. A nova ligação conecta a região do Residencial Kaiabi à BR-163, criando uma alternativa estratégica de deslocamento entre a área urbana de Sinop e a rodovia federal.
O prolongamento da Avenida André Maggi foi planejado para ampliar a capacidade de circulação e distribuir o fluxo de veículos por uma nova rota, especialmente para o tráfego que chega a Sinop pela região Norte e para os deslocamentos entre diferentes pontos da cidade e a BR-163.
Uma nova conexão para Sinop
A implantação desse novo eixo representa uma transformação na estrutura viária do município ao criar uma ligação direta com a rodovia federal. A expectativa é que a nova rota contribua para melhorar a mobilidade, facilitar o acesso a diferentes regiões e fortalecer a integração de Sinop com os municípios e áreas produtivas atendidos pela MT-423.
A estrutura também foi projetada para receber tráfego de maior intensidade, com pavimentação em CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente), tecnologia adequada para suportar cargas e fluxo de veículos pesados.
Enquanto o asfalto já permite o uso provisório do trecho, as equipes continuam trabalhando para concluir as demais estruturas previstas no projeto. A drenagem, a ciclovia, a calçada e os demais componentes da obra irão complementar o novo corredor, que está sendo preparado para se consolidar como uma das principais alternativas de mobilidade e integração viária de Sinop.
Cáceres
“Angeliquinha” é presa na Bolívia após mais de 1 ano foragida em MT

Apontada como uma das lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso, Angélica Saraiva de Sá, a “Angeliquinha”, foi localizada e presa na Bolívia após mais de um ano foragida da Justiça. A captura ocorreu nesta terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra.
Ela tinha seis mandados de prisão em aberto e acumula mais de 260 anos de condenações.
Angeliquinha estava foragida desde 17 de agosto de 2025, quando escapou da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Durante o período em que permaneceu escondida, novos mandados de prisão foram expedidos contra ela, chegando a seis ordens judiciais em aberto.
As investigações apontam que, mesmo fora do sistema prisional, ela mantinha influência sobre atividades criminosas no extremo norte de Mato Grosso, principalmente em Alta Floresta e municípios da região. Entre as ações atribuídas ao grupo estão o tráfico de drogas, extorsões e a exploração de atividades ilegais em áreas de garimpo.
Além dos seis mandados, Angeliquinha possui mais de 260 anos de condenações decorrentes de diferentes processos. Entre os crimes pelos quais foi condenada estão homicídios, tráfico de drogas e participação em organização criminosa.
O cerco contra a estrutura ligada à investigada também avançou em março deste ano, quando a Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown. A ação teve como alvo pessoas do círculo familiar de Angeliquinha, apontadas como responsáveis por dar suporte às atividades criminosas e auxiliar na movimentação de dinheiro obtido pelo grupo.
Ao todo, foram cumpridas 31 ordens judiciais, incluindo quatro mandados de prisão, sete de busca e apreensão, além do sequestro de veículos e imóveis, bloqueio de contas bancárias e suspensão de empresas.
Entre os alvos estavam o pai, a filha e o genro de Angeliquinha. Segundo as investigações, o grupo familiar teria utilizado empresas e outros negócios para movimentar e dar aparência lícita a recursos de origem criminosa.
Durante a apuração, os investigadores identificaram a movimentação de mais de R$ 20 milhões em aproximadamente um ano e sete meses. O valor, segundo a Polícia Civil, era incompatível com a renda declarada pelos envolvidos.
As investigações também apontaram uma possível ligação do grupo com a exploração de garimpos irregulares em Alta Floresta e Nova Bandeirantes. A atividade, conforme a apuração, estaria relacionada a outros crimes, como tráfico de drogas e extorsões.
Captura na Bolívia
A localização de Angeliquinha em Santa Cruz de la Sierra foi resultado do compartilhamento de informações entre as forças de segurança brasileiras e bolivianas. A operação contou com equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco), da Gerência Estadual de Polinter (Gepol) e da Polícia Boliviana.
Após a prisão, serão adotados os procedimentos legais para o retorno da foragida ao Brasil, onde deverá responder às ordens judiciais que permanecem em aberto.
Por MídiaJUR
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