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Cultura

Ator e diretor Gracindo Jr. morre aos 83 anos no Rio

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Morreu na manhã desta quarta-feira o ator e diretor Gracindo Jr., aos 83 anos de idade, por causas naturais.

A informação foi confirmada pelo filho do artista, Pedro Gracindo, acrescentando que o pai morreu em casa, no Rio de Janeiro.

Ao longo de mais de 50 anos de carreira, Gracindo Jr.  acumulou passagens pelo rádio, teatro, televisão e cinema.

Filho de Paulo Gracindo, outro histórico nome da dramaturgia brasileira, o carioca registrado como Epaminondas Xavier Gracindo deu seus primeiros passos nas artes em 1959, quando foi aprovado em um teste para trabalhar na Rádio Nacional.

Mesma emissora onde o pai já havia se consolidado como um dos atores e apresentadores de maior sucesso da época.

Após deixar sua marca na Rádio Nacional, ele foi contratado pela TV Globo em 1964 para integrar o elenco que inaugurou as produções da emissora.

De lá para cá, atuou em sucessos como O Salvador da Pátria, Rosinha do Sobrado, Padre Tião e Os Ossos do Barão, onde contracenou com o seu pai.

O sucesso o acompanhou inclusive na função de diretor.

Entre as produções de maior destaque estão a novela Marron Glacê, o programa de comédia Os Trapalhões e os primeiros videoclipes de música exibidos pelo programa Fantástico, da TV Globo.

Em notas, o governador do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, e o Ministério da Cultura lamentaram a morte do ator e manifestaram solidariedade aos familiares.

Gracindo Jr. deixa cinco filhos, sete netos e a esposa, Daisy Poli, com quem estava casado há mais de cinco décadas.

Até o fechamento desta reportagem, não foram divulgadas informações sobre o velório.

*Sob supervisão de Vitória Elizabeth


Fonte: EBC Cultura

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Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira

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A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.

São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.

Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto. 

“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.

Marcus Lontra conta mais sobre o  trabalho de curadoria da mostra.

“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.

O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador  explica como a exposição reflete a diversidade do museu.

“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.

A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.

A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!


Fonte: EBC Cultura

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