Cáceres
Câmara barra requerimento de Pastorello sobre contrato de 11,5 milhões
Cáceres

Por Assessoria
Apenas PT e PL foram favoráveis ao requerimento que investiga o contrato de terceirização da Autarquia Águas do Pantanal.
Em mais uma ação de fiscalização, apenas Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Liberal (PL) votaram juntos por um requerimento exigindo transparência em um contrato de R$ 11.417.544,00 firmado entre a Autarquia Águas do Pantanal e a COOPSERV’S, cujos documentos não estão no Portal da Transparência.
Partidos que habitam polos opostos do espectro político demonstraram compreender a premissa mais básica do mandato parlamentar: a fiscalização do dinheiro público. O vereador Cézare Pastorello (PT), autor do pedido, contou com os votos favoráveis de Jerônimo Gonçalves (PL), Elis Enfermeira (PL) e Pastor Júnior (PL). Do outro lado, a base governista atuou em bloco para blindar a caixa-preta da terceirização.
O Requerimento exigia as listas nominais dos prestadores de serviço, os recibos de pagamento e as justificativas técnicas para a criação de cargos com salários de mais de R$ 10 mil para funções subordinadas.
O ponto mais sensível do documento, e o que causou o maior incômodo no plenário, era a apuração de denúncias graves de desvio de finalidade. Há indícios de que o contrato milionário da cooperativa se transformou em um verdadeiro cabide de empregos. A suspeita que paira sobre a Autarquia é de que o esquema serve para acomodar fantasmas e indicações políticas diretas de alguns vereadores, utilizando o dinheiro do contribuinte cacerense para pagar cabos eleitorais disfarçados de terceirizados e garantir as votações favoráveis na Câmara.
Ao rejeitar o requerimento, nove vereadores se colocaram contra a prestação de contas à sociedade: Franco Valério (PSB), Marcos Ribeiro (PSD), Manga (PSB), Pacheco (PP), Engenheiro Wesley (UB), Valdeníria (PSB), Jorge (PP), Magali (PP) e Professor Domingos (PSB). A sessão foi conduzida por Isaías Ribeiro (REP), que substituiu o ausente Negação (UB), e por presidir a mesa, não votou.
vereador Jerônimo Gonçalves (PL)
Para o autor da proposta, o placar não significa uma derrota do mandato, mas sim a exposição pública de quem tenta esconder a verdade. Usando a tribuna, Pastorello deixou claro que a rejeição na Câmara é apenas o primeiro passo para escalar a investigação. “A votação não é para ganhar ou perder, é para expor quem é que se coloca contra a fiscalização de indicações de cargos e a fantasmas dentro da autarquia”, declarou o parlamentar.
O histórico recente mostra que a blindagem no Legislativo costuma ruir quando os documentos chegam aos órgãos de controle externo. Foi o mandato de Pastorello, acionando o Ministério Público, que conseguiu defender os cofres públicos de um empréstimo obscuro de R$ 24,9 milhões da Prefeitura e barrar uma consultoria desnecessária de R$ 400 mil. Em ambos os casos, diante das investigações do MP, a própria administração municipal recuou e cancelou os trâmites.
Com o levantamento sendo feito, agora, via Lei de Acesso à Informação, o destino do contrato da COOPSERV’S será o Ministério Público de Tutela do Patrimônio Público e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).
A recusa de informações por parte da base governista evidencia uma blindagem perigosa com o controle externo, que não abala o vereador: “Fiscalizar com o apoio da Câmara é o ideal, mas enquanto vereador tenho as minhas outras ferramentas e irei usar”.
Na mesma sessão, outros dois requerimentos do vereador Pastorello foram aprovados: um para fiscalização de um contrato que recebeu R$ 632.402,00, mesmo com a fiscal de contrato informando que não havia documentos, e outro sobre a instalação do Fort Atacadista.
“Nós não perdemos. Ou a sociedade ganha comigo, ou aprende. Espero que a sociedade aprenda a ver que não negocia suas obrigações” finalizou Pastorello.
O requerimento rejeitado está à disposição da população neste link:
https://sapl.caceres.mt.leg.br/media/sapl/public/materialegislativa/2026/11532/r_-_2026_82_-_saap_-_cooperativa.pdf
Cáceres
Mato-grossense de Comodoro é eleita deputada nos Estados Unidos
A mato-grossense Lorena Betts, natural de Comodoro (644 km a oeste de Cuiabá), foi eleita para a Câmara dos Representantes de Massachusetts, nos Estados Unidos. Filiada ao Partido Democrata. Ela disputou uma vaga pelo 16º Distrito de Middlesex nas eleições realizadas na terça-feira (3) para o parlamento americano.

(foto reprodução) – Lorena enfrentou a republicana Karla Miller. Em publicação nas redes sociais após a votação, a brasileira comemorou o resultado e agradeceu aos eleitores, voluntários e apoiadores que participaram da campanha. Ela também reconheceu a participação de quem escolheu outra candidatura e fez um agradecimento especial à adversária.
A candidata eleita afirmou que pretende trabalhar para representar toda a comunidade, independentemente das diferenças entre os moradores. Segundo ela, o encerramento da campanha marca o início da responsabilidade de ouvir a população e transformar as propostas apresentadas durante a disputa em ações.
“Somos uma comunidade. As linhas num mapa podem definir os nossos distritos, mas não dividem os nossos vizinhos ou o nosso futuro partilhado. Somos mais fortes quando estamos juntos. Agora, a campanha dá lugar a algo ainda mais importante: a responsabilidade de servir. Trabalharei todos os dias para continuar a ganhar a confiança depositada em mim, ouvir as vossas vozes e representar a nossa comunidade. Estou pronta para transformar as conversas, ideias e esperanças compartilhadas ao longo desta campanha em ações significativas”, escreveu.
Lorena chegou ao país em 2011, por meio de um programa de intercâmbio para trabalhar como babá. Ao longo dos anos, também atuou como intérprete em tribunais de imigração e se envolveu em iniciativas comunitárias voltadas à defesa dos imigrantes.

(foto reprodução) – Antes da eleição geral, Lorena venceu as prévias do Partido Democrata, realizadas em setembro. Na ocasião, recebeu 2.858 votos, o equivalente a 70,1% do total, contra 1.212 votos de Corey Robinson.
A brasileira está entre os seis candidatos de origem brasileira eleitos para cargos estaduais nas eleições estadunidenses deste ano.
Por: Thiago Novaes
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