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Alagoas ganha rota turística de cidades coloniais

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O governo federal sancionou nesta semana a lei que cria a Rota Turística das Cidades Coloniais Alagoanas. O circuito abriga sete cidades com patrimônios arquitetônicos tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 

Com o reconhecimento, é possível destinar recursos de programas oficiais da União para estruturar e promover o turismo histórico, de natureza e de aventura nesta região do estado de Alagoas, além de valorizar a preservação da história e da diversidade cultural do Nordeste. 

O roteiro de cidades coloniais alagoanas é formado pelos municípios de Marechal Deodoro, Penedo, Piranhas, Delmiro Gouveia, União dos Palmares, Porto Calvo e Água Branca. 

Além de casarões, ruas com paralelepípedos originais, prédios e igrejas do período colonial dos séculos 16 e 17, o conjunto arquitetônico das sete cidades remete a importantes momentos da história do Brasil em várias searas.

Entre eles, Marechal Deodoro foi a primeira capital de Alagoas; Piranhas, teve papel estratégico na navegação do rio São Francisco durante os períodos Imperial e Republicano; já Delmiro Gouveia recebeu a primeira usina hidrelétrica da região Nordeste, em 1913; enquanto União dos Palmares abriga a Serra da Barriga, local associado ao Quilombo dos Palmares e à resistência negra durante o Brasil Colônia.

Entre outros pontos turísticos históricos da rota estão a Igreja de Nossa Senhora da Corrente, o Complexo Conventual Franciscano de Santa Maria Madalena, o Museu do Sertão, o Theatro Sete de Setembro e as ruínas de engenho de açúcar da cidade de Porto Calvo.
 


Fonte: EBC Cultura

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Coleção Ingá revela a pluralidade da arte e da cultura brasileira

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A vasta identidade cultural brasileira, expressa por diferentes temas, como a fé e a vida cotidiana, é apresentada na exposição “Coleção Ingá: Brasil plural”, em cartaz no Centro Cultural Justiça Federal, no centro do Rio de Janeiro.

A mostra reúne uma seleção de cerca de 200 obras do acervo do Museu de História e Artes do Estado do Rio de Janeiro, o Museu do Ingá, localizado em Niterói, região metropolitana do Rio. A instituição conta com mais de 10 mil itens, de diferentes épocas.

São exibidos artefatos dos povos originários, registros de artistas viajantes, experimentações modernas, expressões de matrizes populares e registros de sincretismos e resistências, em diferentes formatos, como pinturas, esculturas, gravuras e objetos dos séculos 19 e 20.

Os trabalhos contam com a assinatura de nomes fundamentais da arte brasileira, como destaca Marcus Lontra, um dos curadores do projeto. 

“Nomes como o Cícero Dias, Di Cavalcanti, Portinari, Caribé, apresentam trabalhos de grande destaque, de grande importância na coleção, formando um painel bem significativo da produção da arte moderna no Brasil”.

Marcus Lontra conta mais sobre o  trabalho de curadoria da mostra.

“A proposta curatorial reside exatamente nessa ideia de se valorizar a pluralidade brasileira. Quer dizer, para um país de dimensões continentais como o Brasil, com uma riqueza étnica e cultural gigantesca, a mostra procura revelar essas variáveis, essas várias possibilidades de se ver e interpretar o Brasil. Isso foi o que guiou os trabalhos da curadoria”.

O Museu do Ingá engloba oito acervos de diferentes fontes e naturezas, com destaque para a antiga Coleção Banerj, a Coleção de Arte Popular e a Coleção do governador Ernani do Amaral Peixoto. O curador  explica como a exposição reflete a diversidade do museu.

“A mostra, ela caracteriza essa pluralidade também da coleção com obras de matriz popular, obras em gravura, metal, estilo, como Oswaldo Goeldi e outros artistas bem conhecidos e também os grandes painéis que compõem a coleção Banerj. A mostra então procurou apresentar esse painel das várias coleções que compõem a grande coleção do Museu do Ingá”.

A exposição Coleção Ingá: Brasil plural ocupa dois andares do Centro Cultural Justiça Federal, divididos em seis núcleos, como Essa Gente Brasileira, que reúne obras sobre pertencimento e identidade nacional, e Matriz Popular, dedicado às produções artísticas do povo brasileiro.

A temporada vai até o dia 27 de setembro, com entrada franca!


Fonte: EBC Cultura

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